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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Hábitos de vida previnem Alzheimer


ALEXANDRE GONÇALVES
Um artigo publicado pela revista científica britânica Lancet Neurology sugere que milhões de casos da doença de Alzheimer, o tipo mais comum de demência em pessoas com mais de 60 anos, poderiam ser prevenidos com o controle de sete condições ou hábitos de vida que interferem no aparecimento e evolução da doença, tais como sedentarismo, pressão alta, tabagismo e obesidade.
O levantamento – uma revisão de cerca de 100 artigos científicos – foi apresentado ontem, em Paris, durante a Conferência Internacional da Associação de Alzheimer. A conclusão tem como base um modelo matemático criado por pesquisadores americanos. De acordo com eles, uma redução de 25% em todos os 7 fatores de risco poderia prevenir até 3 milhões de casos da doença em todo o mundo, o que representa quase 10% do total de pacientes com Alzheimer – cerca de 35 milhões. No Brasil, a estimativa é de que existam cerca de 1,5 milhão de pacientes com esse tipo de demência.
“A prevenção é uma opção particularmente atraente dado o estado da terapia. É por isso que desperta muito interesse”, afirma William Thies, cientista à frente da Associação de Alzheimer. Por enquanto, os tratamentos tentam retardar a evolução da doença e diminuir os sintomas, sem promover a cura.
O trabalho usa um modelo matemático para calcular o impacto dos sete principais fatores de risco associados ao Alzheimer, que deveriam ser evitados: tabagismo, depressão, pouca escolaridade, diabete, sedentarismo, obesidade e pressão alta.
A melhora do nível educacional seria a medida de maior impacto para combater a doença no mundo. Em segundo lugar viriam as campanhas antitabagistas. Nos EUA, outras duas ações contribuiriam mais para a prevenção do Alzheimer: o combate ao sedentarismo e à depressão.
O diretor científico da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), Ivan Okamoto, afirma que já havia sido demonstrada a conveniência da eliminação dos fatores de risco cardiovasculares – como combate ao tabagismo, sedentarismo, obesidade e pressão alta. “Em até 20% dos casos, a demência causada pelo Alzheimer vem acompanhada por uma demência vascular”, explica. “Se você evita a demência vascular, os quadros de Alzheimer também melhoram.”
Já a atividade intelectual melhora a reserva cognitiva – conjunto de estratégias que o cérebro utiliza para compensar o déficit provocado pela demência. “Alguém que esquece uma palavra terá mais ferramentas para encontrar sinônimos ou metáforas para substituí-la se estiver acostumado a exercitar o cérebro”, afirma.
Como os demais fatores, a depressão não pode ser apontada como causa do Alzheimer. “Mas há uma evidente comorbidade coincidente das duas doenças”, aponta Okamoto. “Ao tratar a depressão, a qualidade de vida do doente melhora”, completa.
O sintoma mais comum da doença é a perda de memória, mas, com a progressão da doença, surgem outros: confusão, irritabilidade, alterações de humor, falhas na linguagem e prejuízo da capacidade de orientação temporal ou espacial. Ainda não há cura definitiva para a doença, mas alguns remédios podem retardar sua evolução.
Pesquisa
O estudo apresentado na capital francesa foi coordenado por Deborah Barnes, professora adjunta do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Califórnia, em São Francisco, e recebeu financiamento dos Institutos Nacionais para o Envelhecimento, nos Estados Unidos.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/habitos-de-vida-previnem-alzheimer/

Nordeste perdeu 1/5 dos reservatórios de água em 2010.

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NÁDIA GUERLENDA CABRAL
DE BRASÍLIA
A região Nordeste do país perdeu, entre outubro de 2009 e outubro de 2010, 20% dos reservatórios de água que possuía no período anterior, segundo a ANA (Agência Nacional de Águas).
O dado está em um relatório sobre os recursos hídricos do país, publicado na terça-feira (19) e disponível na internet.
Segundo a agência, a perda de reservatórios na região se deve à menor quantidade de chuvas.
Jarbas Oliveira/Folha Imagem
Segundo a Agência Nacional de Águas, a perda de reservatórios no Nordeste se deve à menor quantidade de chuvas em 2010
Segundo a Agência Nacional de Águas, a perda de reservatórios no Nordeste se deve à menor quantidade de chuvas em 2010
Na região ficam as bacias do Semiárido, um dos pontos críticos quanto aos recursos hídricos, segundo o relatório.
Também são classificadas assim as bacias do rio Meia Ponte, no Centro-Oeste, e a do Tietê, no Sudeste.
A definição leva em conta a disponibilidade e o uso de água, além da presença ou não de vegetação nativa e como é feito o tratamento dos resíduos sólidos no local.
Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a ideia é, a partir dos dados do relatório, "focar os esforços nas áreas críticas".
A ampliação dos serviços de saneamento foi apontada como prioridade pela ministra, principalmente nas cidades de até 50 mil habitantes.
O pior índice de qualidade da água é o das áreas de grande densidade urbana.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/946154-nordeste-perdeu-15-dos-reservatorios-de-agua-em-2010.shtml

Novos prédios adotam tecnologias para economizar água e luz.

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CAROLINA MATOS
DE SÃO PAULO
Quem trabalha em edifícios mais modernos, ou pelo menos reformados, já convive, no ambiente profissional, com sistemas que reduzem o custo de manutenção do prédio no fim do mês -e o impacto ao ambiente.
Tornaram-se comuns, em empreendimentos comerciais, sensores de presença que acionam lâmpadas, torneiras que limitam a vazão de água, aparelhos de ar condicionado inteligentes.
Agora, construtoras estão apostando na demanda por residências com soluções mais econômicas.
Em dois empreendimentos de padrão médio-alto que serão entregues ainda neste semestre, em São Paulo --um em Santana e outro na Mooca--, a Cyrela vai implementar um sistema de captação de chuva para irrigação de jardins plantados sobre lajes.
Pelo mecanismo, já usado em condomínios comerciais, a água fica armazenada entre o jardim e a laje e é sugada pelas plantas em época de estiagem. Não há gasto de energia elétrica nem intervenção humana, o que reduz as despesas de manutenção.

Editoria de Arte/Folhapress
"É um projeto-piloto, que não implicou custos extras para os clientes. Queremos medir a economia que isso vai trazer para decidir se vamos estender a outros", diz Débora Bertini, gerente-geral de desenvolvimento de produtos da Cyrela.
O sistema está orçado em 0,3% do custo da obra.
BICICLETÁRIO
Alguns edifícios têm ainda outras iniciativas como bicicletário e depósito para coleta de óleo para reciclagem.
A Tecnisa também tem colocado, em seus empreendimentos, sistemas que geram economia para o condomínio, como sensores de presença para iluminação de escadarias e halls e energia solar para 40% da água quente --item que já é exigido por lei na capital paulista.
"Os consumidores ainda não enxergam com clareza o benefício dessas soluções; olham mais o custo direto quando decidem comprar. Mas é questão de tempo, como foi com os empreendimentos comerciais", diz Fabio Villas Bôas, diretor-executivo técnico da empresa.
CARROS ELÉTRICOS
A Tecnisa investe ainda em estações para abastecimento de carros elétricos nos prédios, embora, de acordo com a Fenabrave (federação dos distribuidores do setor), não haja carros desse tipo circulando no país por enquanto.
Um empreendimento de alto padrão --que deve ser entregue em três anos no Alto de Pinheiros, zona oeste da capital-- terá seis "tomadas" para veículos híbridos nas garagens para uso coletivo, com medição individualizada.
O custo disso, R$ 150 mil, representa 0,6% da obra. "Acreditamos que a demanda por veículos elétricos deverá crescer em três anos, quando o empreendimento será entregue", afirma Villas Bôas.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/947470-novos-predios-adotam-tecnologias-para-economizar-agua-e-luz.shtml

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Banco Mundial aprova empréstimo a projeto de gestão de água no Brasil.

Instituição disponibilizou US$ 107,4 milhões ao governo federal.
Verba será para melhorias em saneamento e distribuição de água potável.

Do Globo Natureza, em São Paulo
 
O Banco Mundial aprovou empréstimo de US$ 107,4 milhões (cerca de R$ 169 milhões) ao Brasil para a realização do projeto Interáguas, organizado pelo Ministério do Meio Ambiente, que tem o objetivo de fortalecer o planejamento da gestão de águas no país e melhorar a distribuição à população.
Além disso, parte do dinheiro será investido na criação de um sistema de alerta contra desastres naturais no Nordeste do país, projeto desenvolvido pelo Ministério da Integração Nacional.
O empréstimo foi anunciado nesta quarta-feira (13) pela instituição, sediada nos Estados Unidos, por meio de comunicado e confirmado pelo governo federal. Entretanto, o Senado brasileiro ainda tem que aprovar o acordo, o que pode acontecer apenas em setembro.
Desigualdade
Segundo o Banco Mundial, a liberação da verba tem o intuito de resolver disparidades relacionadas à questão da água. No comunicado, a organização afirma que “apesar do Brasil possuir 20% de toda água doce do mundo, o país sofre com a desigualdade na distribuição e com desastres naturais ligados ao aumento das chuvas”.
De acordo com Rodrigo Spezial, coordenador do Interáguas no MMA, o projeto tem custo total de US$ 143 milhões e um dos focos trabalhados vai ser a redução do desperdício de água.
“Vamos investir em melhorias na integração das políticas voltadas à água, geridas por diversas instituições nos estados. Queremos reduzir as perdas e melhorar o acesso à água potável. Além disso, serão implementados instrumentos da nova política de resíduos sólidos do país”, afirmou.
Previsto para ser concluído em cinco anos, o Interáguas pode iniciar os trabalhos na região cortada pelo Rio São Francisco. Nesta área, será combatido o lançamento de esgoto sem tratamento no rio, evitando a contaminação das águas.
Atualmente, 95% da população brasileira que vive nas zonas urbanas têm acesso à água potável. Na zona rural, 80% da população consome água limpa e pronta para uso.

Radares
O sistema de alerta contra desastres naturais também poderá ser instalado ainda este ano no Nordeste. Ainda não foram definidas as cidades que receberão radares meteorológicos e outros equipamentos.
Entretanto, Spezial confirmou que haverá integração com o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a ser instalado até o fim de 2011 no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), de Cachoeira Paulista.

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/07/banco-mundial-aprova-emprestimo-projeto-de-gestao-de-agua-no-brasil.html

Estudo afirma que uma em cada dez espécies pode ser extinta até 2100.

Pesquisa diz que animais e vegetais já sentem efeitos da mudança do clima.
Previsões dos efeitos climáticos e relatos de alterações foram utilizados.

Do Globo Natureza, em São Paulo

Estudo elaborado por pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, aponta que uma em cada 10 espécies de animais e vegetais poderá ser extinta até 2100 devido aos efeitos da mudança climática.
De acordo com os cientistas, foram examinados efeitos recentes do aquecimento global nesses grupos, comparando ainda com as previsões futuras do fenômeno.
Publicado na revista PNAS, o estudo utilizou a lista vermelha de espécies em risco elaborada pela organização ambiental IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, na tradução do inglês), cruzando essas informações com cerca de 200 previsões de efeitos da mudança do clima citadas em estudos elaborados em todo mundo, assim como 130 relatos de alterações que já ocorreram.
Extinto
Com os dados, foi possível prever, por exemplo, que uma planta endêmica chama cañada, encontrada em Tenerife, nas Ilhas Canárias, tem entre 74% e 83% de probabilidade de desaparecer nos próximos 100 anos, como resultado das secas.
Em Madagascar, uma elevação da temperatura em 2ºC poderá reduzir a quantidade de répteis e anfíbios que vivem nas cadeias de montanhas da ilha. Na Europa, a quantidade de aves encontradas nas florestas boreais sofrerá redução, como a população do Borrelho-ruivo, que tem chance de 97% de desaparecer até 2100.
Ilya Maclean, um dos autores da pesquisa, afirma que as informações servem de alerta para uma ação imediata no combate aos efeitos do aquecimento global.
"Muitas espécies já estão em declínio e podem se tornar extintas se as coisas continuarem como estão. Chegou a hora de pararmos com as incertezas e de encontrarmos desculpas para não agirmos. Nossa pesquisa mostra que os efeitos nocivos das alterações climáticas já estão acontecendo e podem ultrapassar as previsões", disse Maclean.

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/07/estudo-afirma-que-uma-em-cada-10-especies-podem-ser-extintas-ate-2100.html

'Não existem fontes renováveis de energia', diz professor da Unicamp.

Arsênio Sevá Filho falou na SBPC sobre problemas das hidrelétricas.
Professor criticou modo como usinas desse tipo são implantadas.

Luna D'Alama Do G1, em Goiânia (GO)

O professor de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Arsênio Oswaldo Sevá Filho, especialista em energias e combustíveis, disse nesta quarta-feira (13), em palestra na reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Goiânia, que não existe fonte de energia renovável.
"A ideia de que a hidroeletricidade se renova, sem dissipação ou desperdício, é uma aberração. Mesmo que uma forma se converta em outra, sempre há perda. Nenhum processo garante eficiência de 100%", afirmou. Segundo o especialista, deveria haver um esforço geral da população para economizar energia, obras de menor porte e uma mistura maior de tecnologias.
O Tietê é hoje um conjunto de ecossistemas parcialmente gerenciado"
Prof. Sevá Filho
Na visão de Sevá Filho, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) "não representa a interface entre o governo e a sociedade, apenas os negócios das empresas". Mais que um projeto ambiental e de engenharia, as usinas são vistas como unidades de negócios, que precisam ser gerenciadas para ser cada vez mais lucrativas, argumentou o professor.
De acordo com o pesquisador da Unicamp, um rio barrado não é mais um rio. "O Tietê, por exemplo, é hoje um conjunto de ecossistemas parcialmente gerenciado", definiu.
O engenheiro mecânico ressaltou que não é contra a energia elétrica, mas a abordagem das empresas. "Se não trabalharmos com os problemas, não haverá solução. Esse tipo de energia é barato porque expulsa os moradores e não paga essas pessoas", criticou. "E os absurdos não acontecem porque a administradora é a Eletrobras ou a Tractebel. É porque as usinas são construídas da forma que são", acrescentou Sevá Filho.
Sevá Filho, da Unicamp, fala na reunião da SBPC, em Goiânia. (Foto: Luna D´Alama/G1) 
Sevá Filho, da Unicamp, fala na reunião da SBPC, em Goiânia. (Foto: Luna D´Alama/G1)
Entre os prejuízos causados por hidrelétricas e barragens, o professor da Unicamp citou o desalojamento da população, a mudança da alimentação pelo desaparecimento de peixes e outros animais, a alteração da agricultura e pecuária em decorrência de nascentes que secam ou brotam. Gases como metano e ácidos orgânicos também poderiam apodrecer a vegetação. "A mecanização, o desmatamento, os esgotos, agroquímicos, infiltrações e o desgaste da estrutura repercutem nos reservatórios e na população", disse.
O especialista destacou, ainda, que a erosão sobre as barrancas tende a entupir progressivamente as represas, e o volume de água armazenada decresce, até estacionar. "A longo prazo, o custo da energia depende da velocidade desse assoreamento", explicou.
'Cirurgia na natureza'
Savá Filho também disse que, estatisticamente, várias construções se rompem ou colapsam por ano, além de causarem tremores de terra, como em Paraibuna, interior de São Paulo. "Cada vez mais, rios maiores e mais caudalosos são barrados. "Essa 'cirurgia' na natureza pode muitas vezes até ser vista do espaço", disse.
Além do dogma de que as energias podem ser renováveis, outra crença é de que sempre serão feitas mais e maiores barragens, pois em algum momento as possibilidades vão se esgotar. "Um dia, todos os rios barráveis estarão barrados. E aí vão querer colocar Itaipu e as Cataratas do Iguaçu por água abaixo para construir algo maior? Só se a humanidade entrar em um processo de enlouquecimento progressivo", afirmou.
Atualmente, a Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (fronteira do Brasil com o Paraguai), tem capacidade de geração de 14 gigawatts. Quando foi inaugurada, em 1982, quase 30 mil brasileiros foram expulsos de suas casas, sem contar o lado paraguaio, segundo o professor. "Em breve, a China vai inaugurar a usina das Três Gargantas, com capacidade para mais de 20 gigawatts. Dois milhões de chineses já foram desalojados", afirmou.
Belo Monte
Sobre o projeto de construção da usina de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, o pesquisador disse ao G1 que acredita que serão construídas pelo menos quatro barragens só no trecho principal. "Sempre são mais barragens do que alardeiam", disse.
"O que se tem feito é alardear que o Brasil tem energia barata, aí os investidores vêm aqui gastar, e quem paga é o povo brasileiro", concluiu Sevá Filho.

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/07/nao-existem-fontes-renovaveis-de-energia-diz-professor-da-unicamp.html

Estudo diz que alta na emissão de CO2 pode liberar gases mais potentes.

Absorção de CO2 por florestas fica menos eficaz com alta na emissão.
Óxido nitroso, 300 vezes mais potente como efeito estufa, pode ser liberado.

Da Reuters

Terrenos úmidos, florestas e propriedades agrícolas absorvem grandes quantidades de dióxido de carbono. Classificados como "sumidouros", essas áreas podem se tornar menos eficazes no combate às mudanças climáticas devido à constante elevação da emissão do gás na atmosfera.
Os cientistas afirmam que os ecossistemas terrestres são um freio essencial ao ritmo da mudança do clima, porque os vegetais absorvem grandes quantidades de CO2 à medida que crescem. Isso aumentaria também o nível de carbono no solo.
Entretanto, estudo publicado na revista britânica "Nature", elaborado por pesquisadores da Universidade do Noroeste do Arizona, dos Estados Unidos, afirma que a constante alta dos níveis de carbono pode provocar a liberação de dois outros gases de efeito estufa muito mais potentes.
Seria o óxido nitroso (N2O), que é 300 vezes mais potente como gás estufa que o CO2, e o metano (CH4), 21 vezes mais poderoso. Ambos são produzidos por micróbios no solo.
Isso significaria que o ritmo do aquecimento global pode ser mais rápido do que se pensava e que complexos modelos feitos para projetar os impactos da mudança do clima deverão ser reajustados.
De acordo com Jan van Kees Groenigen, um dos autores da pesquisa, o fato poderá reduzir em 16% as ações combativas ao aquecimento. Os resultados se baseiam a partir da análise de vários estudos e observações de campo sobre os impactos do aumento dos níveis de CO2.

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/07/estudo-diz-que-alta-na-emissao-de-co2-pode-liberar-gases-mais-potentes.html

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