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sábado, 21 de junho de 2014

CONHEÇA OS SINTOMAS DA SÍNDROME DA PRESSA

Publicado em 20 de Jun de 2014 por Leticia Maciel para Revista Viva Saúde Online

Descubra quais são os sintomas do transtorno que atinge a sociedade atual


Texto: Redação/ Foto: Shutterstock/ Adaptação: Letícia Maciel
Os sinais da síndrome da pressa são
semelhantes aos do estresse
Foto: Shutterstock

Característica marcante da sociedade atual, a pressa – ou o Transtorno de Ansiedade Generalizada – passou a ser mais bem-estudada nos últimos tempos. Segundo o neurologista e membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia, Oscar Bacelar, ela não é considerada uma doença. “Na verdade são transtornos que alteram significativamente a vida pessoal, profissional, emocional e física dos indivíduos”.

Os sinais são semelhantes aos do estresse em estágio avançado, por isso são confundidos. A diferença é que neste caso, as atitudes fazem que a própria pessoa acarrete o estresse para si. Confira alguns sintomas:
  •  O indivíduo se torna hostil e intranquilo.
  • Aparece em forma de ansiedade.
  • Pode se manifestar pelo sono agitado e até pela insônia.
  • Entre os sinais mais evidentes estão mãos frias e pegajosas, boca seca,sudorese, náusea e diarreia, frequência urinária e dificuldade para engolir.

CONHEÇA OS ALIMENTOS DETERGENTES

Publicado em 18 de Jun de 2014 por Clara Ribeiro para a Revista Viva SaúdeOnline 

Alguns alimentos não só cuidam da saúde como também ajudam a manter o sorriso saudável e perfeito. Conheça quais são eles e veja dicas do especialista!


Texto: Clara Ribeiro / Foto: Shutterstock
Com consistência firme, frutas como maçã, pêra, melancia e kiwi possuem pouco
teor de açúcar e muitas fibras, agindo como detergentes para os dentesFoto: Shutterstock
Cinco porções de frutas, verduras e legumes por dia é a quantidade de consumo sugerida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) numa alimentação balanceada. Ricos em vitaminas, esses alimentos agem como uma barreira no organismo na proteção contra várias doenças.
Alguns não só cuidam da saúde como também ajudam a manter o sorriso saudável e perfeito: são os chamados alimentos detergentes, capazes de limpar a superfície dos dentes durante a mastigação, combater as cáries e remover placas bacterianas. 
Com consistência firme, frutas como maçã, pêra, melancia e kiwi possuem pouco teor de açúcar e muitas fibras, agindo como detergentes que limpam os dentes durante o consumo. "O atrito decorrente do ato de mastigar ajuda a remover resíduos e bactérias. Além disso, a grande quantidade de fibras destes alimentos proporciona um considerável aumento na produção da saliva e elevam o PH da boca, o que reduz acidez”, explica Anderson Bernal, dentista especialista em estética e reabilitação oral.
A cenoura, o pepino, a acelga e o aipo, além das nozes e castanhas, têm a mesma função. Mas o fato de dar preferência a esses alimentos, não significa que outros cuidados devem ser esquecidos. É bom lembrar: nada substitui a escovação. “É importante a escovação com fio dental e pasta com flúor, porque a fruta começa a se decompor e os ácidos começam a se formar na cavidade bucal, o que pode gerar cáries”, alerta Anderson.
Utilizá-los depois de uma refeição, quando a pessoa está impossibilitada de escovar os dentes pode ajudar, porém, não pode se tornar um hábito. "A maioria das pessoas não sabe, mas o efeito gerado pela maça nos dentes é mais eficiente do que mascar um chiclete após as refeições. Os alimentos detergentes retiram restos de comida dos dentes, aliviam o hálito, ativam a salivação, e ainda ajudam na digestão", revela o profissional.
“Quebra um galho, mas é um efeito paliativo”, adverte o especialista. Em contrapartida, os alimentos vilões são aqueles ricos em carboidratos e açúcar branco. Eles fermentam na boca e reduzem o PH da saliva, deixando-a ácida e ideal para proliferação de bactérias. “É necessário diminuir o consumo de refrigerantes entre as refeições, aquele café adoçado de hora em hora, açúcar em qualquer suco de frutas, pois ele vai ter uma ação formadora de ácido e cáries”, explica o especialista. 


sexta-feira, 20 de junho de 2014

O que fazer com as chuvas?

Cá com meus botões reflito, neste dia chuvoso e friozinho, enquanto a Azurra sofre e os súditos da Rainha voltam para casa mais cedo, como os políticos invertem as coisas a seu favor, e como o povo sofre e nem se liga nos pseudo-heróis.
Vejo no noticiário, mais uma vez, tragédias pré-anunciadas, e mais que sabidas pelo conhecimento de todos, com o aumento dos milímetros de chuvarada em algumas regiões metropolitanas e cidades pequenas próximas.
 Crateras se abrem, barrancos desmoronam, e com eles também as casas, as vidas (literalmente), e os sonhos e dignidades deste povo sofrido que está há séculos à margem da sociedade política dos nossos tempos. De repente, aparecem inúmeros políticos com caras de sofrimento, com discursos que foi uma fatalidade, pois choveu em um dia o que era para chover no mês, que fazia 20 anos que não chovia assim, blá, blá, blá...ou seja, culpa de São Pedro, nada de falta de capacidade e atividade da administração pública, que na verdade eles (os políticos) é que são os culpados, mesmo sabendo o que tem que fazer, e mais, onde tem que fazer, não o fazem, pois não dá voto!! Agora para aparecer na mídia e culpar São Pedro, e dizer que de pronta resposta estão atuando para minimizar os impactos (o que por vezes leva até anos...há famílias desabrigadas por mais de 5 anos sem o devido auxílio do governo...loucura).
Vejamos se dá para fazer uma analogia com a indústria da seca no sertão – os políticos urbanos são também espertos, deixam rolar os problemas das comunidades  carentes que ocupam (geralmente irregularmente – por falta de fiscalização, plano de urbanização, programa de moradia, políticas voltadas para o emprego, etc) áreas de risco, se espremem em barracos uns sobre os outros, em vielas, em construções sem quaisquer critérios de engenharia, sem prévia avaliação do solo, e sofrem com as enxurradas morro a baixo que não só desmoronam a terra, mas a vida destas pessoas. Com estes problemas, ano a ano, se acentuando sem ação eficaz dos políticos (colocam uma lona aqui, outra ali, fazem um muro de contenção acolá), sabem que quando o período de chuvas chegar....ahhh...$$$$$$...declaram calamidade pública, mamam nas tetas do povo, sangram os cofres públicos com milhões para diversos programas de apoio ao povo desabrigado, mas desviam outros milhões, e quando recebem, estas pessoas desoladas têm que se contentar com migalhas, já tendo perdido tudo na vida.
Qual será o motivo para não fazerem planejamento urbano, logístico e social adequado para não mitigar, mas prevenir e até evitar ao máximo estes efeitos catastróficos que a natureza causa em áreas deste porte com potencial natural de desmoronamento, alagamentos, etc.

E o motivo de não falarem nada até os ocorridos, e neste ano eleitoral...ahhh...um prato cheio para se passarem por heróis e salvadores destes pobres moradores destas áreas atingidas com esta louca e brusca alteração no fenômeno pluviométrico...fala sério....o que fazer com as chuvas?
O dia D

Com este ventinho de praia na “fuça” reflito sobre os “dias D” que temos (Brasil) todos os dias.
Hoje vemos na mídia e no dia a dia um monte de absurdos que nos lembram que travamos uma guerra diariamente, e por vezes muitos de nós nem percebemos.
A coisa é simples....(nem sempre alguns – ou a maioria – vê assim), só peço aos amigos que me digam um.....pelo menos um...bom exemplo de cidade, localidade, estado, bairro....sei lá...etc...que não tenha problemas em detrimento de falta (total ou parcial) de ações (obrigatórias) dos entes governamentais (de todas as esferas)?
Neste país, pagamos caro por quase tudo que consumimos, ou não cosumimos (quando somos obrigados e taxados na fonte, sem motivos em contrapartida de contratação ou consumo de algo para nós), muito caro se compararmos com os principais países desenvolvidos....ahhhh..digam...vão...já sei, comparar com países desenvolvidos é molezinha.....então toma aí...chupa esta laranja....somos os que mais pagamos impostos e taxas entre os países em desenvolvimento no grupo dos emergentes mais cogitados a alçar o bloco dos desenvolvidos (na economia viu...)....e quanto aos nossos vizinhos latinos....rapaz...só tomando água de coco...kkk...se alguns não tivessem em plena crise político-econômica, e outros em guerrilhas internas, ou embargados...seríamos os lanterninhas....viu(?).
Agora, fala sério...o povo brasileiro tá querendo saber de imposto comparativo com outros países...que nada...além de semianalfabetos (analfabetos funcionais), empregados em sua maioria sem qualificação profissional suficiente pelo menos para progressão funcional, consumidores vorazes sem educação financeira (alto índice de endividamento e inadimplência, mesmo que a maioria dos produtos adquiridos sejam inúteis, fúteis, só pelo consumismo e “status quo”- os empresários capitalistas agradecem!), povo do jeitinho (golpes de todos os lados, inclusive os morais e éticos), esfamiados (na grande maioria sem a alimentação adequada e justa clinicamente falando), segundo as Nações Unidas, temos um dos piores serviços de saúde pública do mundo, tem país da África que é melhor que o Brasil, o povo se esmaga, após anos-luz esperando por atendimento, na superlotação dos corredores emergenciais. Vamos respirar....kkk...ops!, até isto está complicado.
Segurança pública (?) – uma piada na maioria absoluta das cidades. Alguém confia no sistema? Na cidade em que moro ver um policial é o mesmo que um ornitólogo ver um passarinho raro, outrora fizeram greve, quase morri de rir, se não os vemos no dia a dia, como pleiteiam aumento de salários....(?)...na verdade reflexo dos governantes da política café com leite coronelista.
Saneamento básico, coleta de lixo regular, água encanada (aliás só água pelo menos), ruas calçadas (nem que seja com paralelepípedos), que o esgoto não fique à céu aberto,  transporte público eficiente em qualidade e quantidade que atende a todos (e estimule o coletivo em detrimento do individual), ruas, estradas sem buracos, melhor sinalizadas, com pavimentação adequada, ciclo faixas, faixas exclusivas de transportes coletivos, metrô, trem, infraestrutura viária, aeroportuária, com incentivo ao transporte logístico adequado (por águas – hidrovias, por trilhos – ferrovias, para desafogar as rodovias e aeroportos, diminuindo os custos dos bens de consumo).
Fora que os nossos carros, nossa internet, planos telefônicos, TV a cabo, passagens aéreas, combustível, e demais produtos industrializados, são um dos mais caros do planeta, e nem sempre são produtos de qualidade, fora os serviços.

A UNESCO nos informa que até melhoramos um “pouquito” mais o quantus de pessoas “alfabetizadas” (a UNESCO é muiiiiiiiito boazinha.....kkk), agora o qualitus, rapaz o bicho pega, pasmem, até os professores (que além de pessimamente preparados, horrivelmente remunerados, altamente desinteressados e cansados pela jornada dupla ou tripla, quase sem pós-formação, sofríveis) estão entre os menos despreparados para exercer o mínimo da função com qualidade entre uma relação de 100 países pesquisados, e ficamos em 89º...kkk...fala sério...na América Latina perdemos feio. Sabemos que os entes governamentais marcaram índices (direta ou indiretamente, como “obrigando” os professores e gestores escolares a aprovar o máximo possível de alunos, se quiserem recursos para a escola, benesses de carreira, etc, mesmo que isto não se reflita em reais condições de estes alunos estarem aptos qualitativamente), e assim fica fácil enganar a UNESCO. O IBGE (que foi altamente criticado pelo governo) informou que nosso ensino superior está sucateado, e temos uma qualidade horrível comparadas com as melhores educações do globo (temos algumas exceções, sim, mas é um mínimo para um país continental). Falar em produção científica universitária...hahaha...tão me zoando né.....ciência no Brasil em grande escala – que deveria ser dada desde o ensino fundamental – e que serve de propulsora de uma variedade de fatores sociais, culturais, econômicos ,entre outros, que só melhoram a vida das pessoas, “necas de catibiriba”. O povo, quando consultado, indaga o motivo de buscar ciência e ensino de qualidade, se não temos segurança, saúde, emprego, e no mais, somos um povo feliz, acostumados a sofrer, mas que vê novelas, curte vídeos esdrúxulos na net, só pensa em feriados, fora os mais graves: ganhar cascalhos do governo (digo nosso) sem fazer nada...ahhh..que beleza, se o governo bonzinho dá os bolsas esmolas, ciência(????)...kkkkkkk....ops, lembrei....que venha o hexa!!!  A Fúria já rodou, e as multas por falta de educação são só para Inglês ver, será que são em English e a Seleção da Rainha vai conseguir passar depois de duas derrotas?kkkk

segunda-feira, 21 de abril de 2014

INFLAÇÃO CASTIGA MAIS GRANDE SP E BRASÍLIA

Comparando o custo de vida com o restante do país, a capital paulista tem preços 9% maiores que a média nacional e a federal, 15% superiores.

São Paulo e Brasília disputam posto de cidade mais cara do Brasil. Comparando o custo de vida com o restante do País, a capital paulista tem preços 9% maiores que a média nacional e a federal, 15% superiores. Os cálculos são parte de um estudo do Banco Central (BC) que projeta que serão necessários 25 anos para a região metropolitana de São Paulo recuar para o preço médio verificado na média do País.O Nordeste, em contraponto, tem o menor custo de vida, 14% inferior ao da média nacional. No entanto, essa diferença começa a diminuir. Com o avanço econômico da região Nordeste nos últimos anos e a maior demanda por produtos e serviços, os preços desses itens passaram a subir, mas o processo ainda é lento: serão necessários 89 anos para que a região atinja o custo de vida médio do Brasil. No Norte, esse prazo de convergência é ainda maior, e chega a 119 anos. O estudo do BC destaca ainda que, das cinco grandes regiões brasileiras, três estão ficando mais caras (Norte, Nordeste e Sul), uma está ficando mais barata (Sudeste) e uma está estável (Centro-Oeste), sem perspectiva de cair para a média nacional.
Para economistas ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, os dados do Banco Central evidenciam, além das diferenças regionais de níveis de preço, que as desigualdades brasileiras persistem. A despeito de avanços, sobretudo depois da expansão do grupo que se convencionou chamar de nova classe média, e de programas de distribuição de renda, as regiões onde são verificados os menores custos de vida ainda estão associadas com os menores salários e os piores níveis de bem estar social, com exceção do Sul.
"Essa diferença de preços se explica pelas diferenças históricas e pelo mercado de trabalho regional", afirma Vagner Alves, economista da gestora de recursos Franklin Templeton. "No caso de São Paulo, o custo da mão de obra é o que puxa os níveis de preço, assim como em Brasília."DisparidadeSegundo a pesquisa, o maior nível de qualidade de vida está no Sul. Para Alves, isso se explica porque a região tem patamar de preços 4% menor que a média nacional e, ao mesmo tempo, baixa taxa de desemprego. "Consequentemente o Sul também detém uma das rendas mais elevadas", observa o economista Alves. "Se comparar São Paulo com Porto Alegre, não há diferença no preço de serviços; essa disparidade pode ser observada, no entanto, nos preços de bens e nos preços administrados, segmentos nos quais a inflação paulista é maior", argumenta.O Norte e o Nordeste, em contraponto, têm os menores níveis de bem estar, mas se aproximam gradualmente das outras áreas do País. Para Fábio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC), houve um processo entre 2003 e 2012 no qual o custo de vida mais baixo ajudou a impulsionar a renda e o poder aquisitivo. Na visão de Bentes, porém, esse processo perdeu força a partir de 2013. "Nas regiões mais pobres, a pressão maior vem dos preços dos alimentos", afirma ele.TabelasSérgio de Souza Carvalho Júnior, diretor do Grupo 5 sec Brasil, explica que a rede de franquias de lavanderias trabalha com quatro tabelas diferentes para que os preços se adéquem à realidade local. "Em Alagoas o pessoal trabalha com tabela zero, a mais barata. Isso porque a concorrência lá ainda é contra a lavadeira de rio", relata Carvalho. "A gente tem de estar antenado para respeitar as necessidades de cada micro região. Dentro da Grande São Paulo, eu tenho cinco grupos de lojas e o pessoal trabalha nas tabelas 1, 2 e 3", explica o diretor do Grupo 5àsec Brasil.Segundo ele, a diferença de preços entre uma tabela e outra é de 12% a 15%."Varia de acordo com o poder aquisitivo da população de cada cidade e local." Na opinião de André Braz, economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV),"a política de salário mínimo fez com que o consumidor, sobretudo em regiões pobres como Norte e Nordeste, incorporasse hábitos no cotidiano que passaram a estimular a inflação."A gente observa, quando faz os indicadores de preço, que os custos são maiores em regiões como Sudeste e Centro-Oeste, mas os índices não mostram tão claramente, como faz essa pesquisa do Banco Central, as diferenças regionais de preço", pondera Braz.CarestiaUm levantamento informal feito pela reportagem sobre o custo da alimentação nas proximidades de prédios do Banco Central, em diferentes regiões, ilustra os dados da pesquisa da própria entidade. Nas proximidades da sede do BC, em Brasília, o preço do prato feito, por exemplo, que é um produto comum a todas as regiões brasileiras, é R$ 12, o mais elevado entre as cidades observadas. Entre o ano passado e 2014, o preço desse prato foi reajustado em 20%.Já em Recife, o custo do prato feito - conhecido em várias regiões como PF - foi reajustado em 28,57% entre um ano e outro, mas, mesmo assim, na cidade ele sai por R$ 9. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Revista Época Negócios abril 2014

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Aos amigos, amigas, colaboradores, colaboradoras, leitores e leitoras, que este e todos os Natais sejam maravilhosos, e que em 2014 e nos demais anos realizem todos os seus desejos, com muita saúde, amor, paz, felicidade, sucesso, amizade, dinheiro, etc. Feliz Natal 2013!






http://valeriaamoris.files.wordpress.com/2010/07/amizade.jpg

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Avanço do Brasil na educação perde fôlego, revela o Pisa

Especialistas divergem sobre razões da melhoria passada, mas concordam sobre o futuro: para acelerar, é preciso promover mudanças profundas. Confira ranking completo da mais importante avaliação do ensino mundial

Jadyr Pavão Júnior para a Veja Online
Alunos do Centro de Ensino Médio Elefante Branco se preparam para um simulado às vésperas do Enem 2013
Alunos do Centro de Ensino Médio Elefante Branco se preparam para 
um simulado às vésperas do Enem 2013 (Wilson Dias/Agência Brasil)

Avaliar para mudar
O Pisa (Programme for International Student Assessment) é uma avaliação realizada a cada três anos pela OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Participam estudantes com 15 anos de idade. A avaliação pretende aferir o quanto os alunos aprenderam em sala de aula, mas também se conseguem aplicar conhecimentos na solução de problemas reais. Outro objetivo da avaliação é fornecer subsídio para políticas de educação. Em 2012, 510.000 jovens de 65 países ou regiões econômicas delimitadas (caso de Xangai) aplicaram a prova. No Brasil, foram 19.877 estudantes, divididos em 837 escolas.
O ensino nas escolas públicas brasileiras é, em geral, muito ruim. Ponto. Resta saber se ele está melhorando. O relatório do Pisa, mais importante avaliação da educação internacional, publicado nesta terça-feira mostra que a formação oferecida nas escolas (públicas e privadas) do país vem avançando desde 2000, quando a primeira edição do levantamento foi lançada. Contudo, o movimento ascendente vem perdendo força muito antes de colocar o Brasil ao lado dos melhores ou até mesmo dos medianos. Isso faz com que especialistas sentenciem: para avançar mais, o país terá que promover reformas profundas. "Não cresceremos mais sem isso", diz Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos pela Educação, ONG que atua ao mesmo tempo vigiando e propondo políticas públicas.
Leia mais:
Pisa 2012: Cazaquistão e Albânia crescem mais que Brasil
Gustavo Ioschpe: Pisa 2012, a aberração de sempre

Comparadas as notas das avaliações de 2009 e 2012, o Brasil — 58º do novo ranking — caiu em leitura (412 pontos para 410), marcou passo em ciências (405) e registrou melhora em matemática (386 para 391). Praticamente estagnado na faixa dos 400 pontos, o país permanece distante dos líderes do levantamento — a província chinesa de Xangai, por exemplo, com média geral de 588 pontos — e se mantém na vizinhança de nações como Albânia, Tunísia. A pontuação não é decorativa. Continue a ler a reportagem

Notas do Brasil e dos primeiros colocados no Pisa entre 

2000 e 2012

Melhor nota LeituraMelhor nota MatemáticaMelhor nota CiênciaBrasil - LeituraBrasil - MatemáticaBrasil - Ciência20002003200620092012300400500600700
Observações — Os países que obtiverem as melhores notas em Leitura, Matemática e Ciências, respectivamente:
. 2000: Finlândia, Hong Kong (China) e Coreia do Sul
. 2003: Finlândia, Hong King e Finlândia
. 2006: Coreia do Sul, Taipé (China) e Finlândia
. 2009: Xangai em todas as disciplinas
. 2012: Xangai em todas as disciplinas


Fonte:Relatórios do Pisa de 2000 a 2012 (OCDE)

Estar na faixa dos 400 pontos significa manter na rede de ensino jovens que, em média, possuem baixíssimo nível de proficiência. Notas em torno dos 600 são sinal de que os estudantes dominam habilidades refinadas fundamentais para lidar com tarefas do dia a dia, incluindo o trabalho. Isso porque o objetivo do Pisa não é descobrir se os alunos memorizaram conteúdos vistos em aula, mas, sim, se conseguem usar conhecimentos aprendidos para solucionar questões semelhantes às vividas fora da escola.
O Brasil só se destaca no Pisa quando se olha para a ascensão medida na prova de matemática. Entre 2000 e 2013, o país registrou a segunda maior evolução em número de pontos entre todas as nações participantes da avaliação; entre 2003 e 2013, foi o primeiro: alta de 35 pontos. Vale ressalvar, contudo, que o ponto de partida nacional era bastante baixo: 334 pontos. De 2009 para 2012, o avanço foi de cinco pontos. No mesmo período, Xangai afrontou a tese que é impossível continuar subindo quando já se está no topo e avançou 13, batendo nos 613 pontos. São 222 pontos a mais do que o Brasil.
A favor do Brasil, o relatório do Pisa e Priscila, do Todos pela Educação, ponderam que a qualidade do ensino avançou, ainda que não na velocidade desejada, ao mesmo tempo em que o sistema de ensino nacional incorporava estudantes e reduzia o atraso deles nos ciclos escolares. Em 2003, a parcela de alunos com 15 anos que não haviam chegado sequer ao sétimo ano era de 35%, taxa que caiu para 22% no ano passado. No mesmo período, a percentagem de jovens daquela idade matriculados passou de 65% para 78%. "Essa população é aquela com nível socioeconômico mais baixo, com pior desempenho escolar. Isso puxa para baixo a média do país nos indicadores", diz Priscila. Continue a ler a reportagem
                                   Leitura                     Ciências                            Matemática

A consultora em educação Ilona Becskeházy reconhece o desafio do sistema de ensino brasileiro de incluir jovens e melhorar ao mesmo tempo. Ainda assim, avalia que o avanço tem sido modesto. "É um aumento vegetativo. O acesso à escola foi ampliado, mas a qualidade evoluiu muito pouco", diz. As duas especialistas concordam que o sistema só terá fôlego para crescer mais e mais rápido se promover mudanças profundas.
Para isso, seria preciso, por exemplo, estabelecer um currículo para o ensino básico a ser seguido por todas as escolas, determinando aonde o sistema de ensino pretende chegar, além de preparar professores para abordar aquele currículo. Mais: dedicar atenção especial aos alunos com pior desempenho e ampliar o número de crianças que frequentam a pré-escola. "O desafio é melhorar melhorando os piores. Até agora, colocamos na escola parcelas da população que estavam de fora dela, mas ainda não sabemos como ensinar a elas o que é necessário", diz Priscila. Ilona completa: "Os países que têm feito grandes reformas, como o Chile, elevam o desempenho dos mais fracos e fazem com que as condições socioeconômicas não sejam tão determinantes no resultado dos alunos."

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