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domingo, 25 de novembro de 2012

Nível de gases do efeito estufa bate novo recorde em 2011.

Relatório da Organização Meteorológica Mundial mostra que os níveis de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso na atmosfera são os mais altos já medidos

Faixa de poluição sobre a cidade de São Paulo
A atividade humana foi responsável pelo aumento da emissão dos três tipos de gases mais ligados ao aquecimento global (Apu Gomes/Folhapress)
O nível dos gases do efeito estufa, apontados como os principais responsáveis pelo aquecimento do planeta, atingiu um novo recorde em 2011, segundo dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgados nesta terça-feira em Genebra.
As análises mais recentes da OMM, publicadas em um boletim anual sobre o assunto, mostram que as frações de dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N20) na atmosfera alcançaram novos níveis máximos em 2011. Estes três gases são os principais causadores do efeito estufa, pois prendem a radiação solar dentro da Terra, causando o aquecimento do planeta.
O dióxido de carbono é o principal gás do efeito estufa emitido pela atividade do homem, sendo responsável por 85% do aquecimento global registrado nos 10 últimos anos. Em 2011, a concentração de CO2 no mundo chegou a 390,9 ppm (partes por milhão), 40% a mais do que era encontrado na época anterior ao surgimento da indústria.
No ano passado, sua concentração na atmosfera aumentou 2 ppm. Este aumento é semelhante ao que foi medido nos últimos dez anos, e superior ao que foi registrado nos anos 1990, quando a média de aumento era de 1,5 ppm por ano.
Segundo a OMM, desde 1750, cerca de 375 bilhões de toneladas de carbono foram emitidas na atmosfera na forma de CO2. Cerca de metade dessa quantidade foi absorvida pelos oceanos e florestas — o que está longe de resolver o problema do aquecimento global.  "Estes bilhões de toneladas de CO2 adicionais em nossa atmosfera permanecerão durante séculos e aquecerão ainda mais nosso planeta. Isso terá repercussões em todos os aspectos de vida na Terra", declarou Michel Jarraud, secretário-geral da OMM.
Outros gases - O segundo gás de efeito estufa mais importante é o metano (CH4), formado nas zonas úmidas do planeta. Pelo menos 60% de sua emissão vem de atividades humanas, como pecuária, cultivo do arroz, combustão de biomassa e aterros sanitários. Sua concentração na atmosfera registrou no ano passado um novo pico: 1.813 ppb (partículas por bilhão). Esse valor representa 259% a mais em relação ao nível do início da era industrial.
Já em relação ao óxido nitroso (N20), sua concentração na atmosfera também registrou um novo recorde em 2011, com um nível de 324,2 ppb, valor que representa 120% do que era encontrado na era pré-industrial. As emissões de N20 provêm, principalmente, dos oceanos, dos solos, da combustão de biomassa, dos adubos e de processos industriais. Este gás também desempenha um papel importante na destruição da camada de ozônio, que protege o planeta dos raios ultravioletas emitidos pelo Sol.
Embora hoje em dia ele seja considerado o menos importante dos três gases, o N2O permanece muito tempo na atmosfera  — a OMM estima que, ao longo de 100 anos, seu impacto no clima é 298 vezes superior à uma quantidade igual de dióxido de carbono.
Leia também:
Banco Mundial teme que temperatura aumente em 4°C até 2060
Meta de limitar o aquecimento global a 2ºC é irreal, mostra relatório da PwC
Gases de efeito estufa demoram para diminuir mesmo durante recessão econômica

(Com Agência France-Presse)

De: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/nivel-de-gases-do-efeito-estufa-bate-novo-recorde-em-2011

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

É a geografia, estúpido.

12 de novembro de 2012 | 2h 05

José Roberto de Toledo - O Estado de S.Paulo Online
 
Mesmo dentro de uma metrópole, vivemos em aldeias. As comunidades, quarteirões, bairros comem, vestem, constroem e também votam parecido. Pressão dos pares, convivência, desejo de ser aceito, de pertencer, de ser igual. Sejam quais forem as razões subjacentes, elas têm um poder maior do que qualquer outra estrutura social no resultado da eleição.
É duas vezes mais fácil um paulistano votar igual a seu vizinho do que a outro paulistano que tenha renda ou escolaridade equivalente à sua mas more num bairro muito diferente do dele. Em São Paulo, a geografia prevê com o dobro de precisão o comportamento do eleitor do que a economia. Não é força de expressão. É um fato estatístico, medido pelo Ibope.
Essa constatação ajuda a enterrar mitos sobre como se forma a opinião pública. Ela não obedece a lei da gravidade, as tendências não viajam de cima para baixo. Não são os mais escolarizados que "ensinam" os sem-diploma a votar, nem os mais ricos influenciam o voto dos mais pobres. Os movimentos são laterais, se espalham e se espelham entre semelhantes.
Por isso, as redes sociais de carne e osso são politicamente mais influentes do que os meios de comunicação desde há muito tempo. O que Orkut, Twitter e Facebook fizeram foi explodir as fronteiras físicas e potencializar, virtualmente, um fenômeno real.
Usando uma bateria de testes estatísticos chamados "qui-quadrado", o Ibope mediu o grau de associação entre variáveis usadas para analisar o voto - como escolaridade, renda, idade e religião. Segundo a CEO do Ibope Inteligência, Marcia Cavallari, nenhuma variável antecipou tão bem o comportamento do eleitor quanto as áreas homogêneas delineadas pelo Estadão Dados em parceria com o próprio Ibope.
Mais importante, o teste estatístico rodado no banco de dados das pesquisas de intenção de voto se confirmou nas urnas.
Desde 2008 exatamente as mesmas zonas eleitorais paulistanas têm votado majoritariamente em candidatos petistas a prefeito, governador e presidente no primeiro turno. Outro tanto de zonas votou em peso no candidato que melhor encarnou a antítese do petista em cada pleito. Dois polos que se repelem eleitoralmente, mas se completam economicamente.
No segundo turno, ganha quem invade o território alheio. José Serra (PSDB) invadiu a área homogênea petista em 2004 e derrotou Marta Suplicy (PT). Desta vez, Fernando Haddad (PT) deu o troco. O sentido da invasão depende da conjuntura de cada eleição: se o eleitor está satisfeito e quer continuidade do governante ou se, ao contrário, desaprova o prefeito da vez e quer mudança, por exemplo.
As oscilações conjunturais fazem o resultado da eleição pender de um partido para o outro. Mas elas não derrubam as estruturas do voto nem embaralharam as zonas eleitorais aleatoriamente.
A princípio, atribuiu-se a homogeneidade geográfica do voto a eleitores que compartilhavam a mesma renda e escolaridade. O que o estudo demostra é que a proximidade comunitária é mais importante do que semelhanças socioeconômicas. O eleitor que fez faculdade votará diferente se morar no Morumbi ou em Guaianases.
A aldeia a que pertence explica melhor por que um eleitor vota contra certo partido do que o quanto ele tem no bolso. Ele vai se guiar mais pelas conversas com familiares e amigos do que por quantos diplomas pendurou na parede.
Outro resultado do estudo do Ibope foi a comprovação de que, de todas as variáveis analisadas, a única que não está associada à decisão do voto é a religião. Numa eleição majoritária, tanto faz se o eleitor é católico, evangélico ou agnóstico. A opção religiosa não define a escolha do prefeito ou presidente. Políticos que bajulam padres e pastores perdem tempo e dinheiro, entre outras coisas.
O voto geográfico não é exclusividade paulistana. Aparece de Manaus a Salvador, diz Marcia Cavallari. Tampouco é uma jabuticaba, um brasileirismo. Nos EUA, é até mais fácil de ver por conta do bipartidarismo. Os Estados e condados têm duas cores possíveis: são vermelhos quando votam no partido Republicano ou azuis quando sufragam o Partido Democrata. Mudar de cor é como virar-casaca no futebol, compara Marcia.
Do universo vê-se uma procissão de aldeias, azuis e vermelhas. Algumas estão juntas e formam cidades, mas ainda assim são aldeias. Preservam sua unidade homogênea em meio à diversidade urbana. Muitas outras mais estão esparsas entre suas iguais. Formam um miolo avermelhado envolto por aldeias de outra cor. O mapa eleitoral dos EUA é uma melancia de casca azul.

domingo, 11 de novembro de 2012

Milton Santos
Globalização e reorganização histórica.
As ideias, em várias áreas do conhecimento humano, do geógrafo e grande pensador Milton Santos, um dos pouquíssimos brasileiros ganhadores de um Prêmio Nobel até o momento, suscita uma reflexão sobre a história atual do Brasil - e do mundo! - para um melhor entendimento de suas efetivas mudanças sociais e éticas.

Por Adriana Venâncio



Trazer Milton Santos (1926-2001) como referência para discutir a respeito da globalização é perceber os impactos que esse fenômeno vem trazendo para as relações econômicas e sociais da atualidade. Para o autor, essa “faca de dois gumes” pode impulsionar uma reorganização histórica a partir de novos parâmetros de desenvolvimento e convivência para a humanidade.
Embora tenha sido o único Prêmio Nobel Brasileiro da Geografia até o momento, conquistado em 1994, Milton Santos teve ideias que perpassaram por muitas áreas do conhecimento, ensinando as pessoas a compreenderem o seu próprio tempo, percebendo-se como parte integrante dele, dentro de uma certa “ordem mundial”.
Ainda como estudante, foi o responsável pela fundação da União Brasileira dos Estudantes Secundários, escreveu no jornal O Momento, além de ser o diretor da Imprensa Oficial e, ao mesmo tempo, professor da Universidade Federal da Bahia. Foi professor de várias outras universidades, entre elas a Universidade de São Paulo (USP), também deu aula e atuou como pesquisador em universidades do exterior. Ficou exilado na França durante o Regime Militar, após ter sido preso, e, retornou ao Brasil em 1978. Sempre teve uma militância política nas discussões democráticas do país e foi, talvez, um dos mais sensíveis críticos dos efeitos da globalização no Brasil e no mundo.
Mazelas de um mundo globalizado
Todos os dias chegam-nos notícias dos mais diversos meios e fontes de comunicação de que em algum local do mundo pessoas morrem de fome; ou que os índices salariais caem cada vez mais; ou que as grandes empresas mais poluidoras do mundo não estão preocupadas efetivamente em mudar suas políticas em relação ao meio ambiente; ou que as taxas de pobreza continuam aumentando em muitos lugares do planeta e que a violência cresce, mesmo nos ambientes de maior crescimento econômico.
Esses problemas são de fato notados por muitos de nós, porque, de uma maneira ou de outra, somos afetados diretamente por eles. Mas embora nos afetem, percebê-los e constatar que eles existem não nos habilita para atuar no sentido de combatê-los para que possam ser superados realmente.
Esse sentimento de inação, embora nos deixe aparentemente atados por não sabermos ao certo o que fazer para mudar tais realidades, pode estar ligado a nossa falta de percepção política e social sobre o que esses problemas podem causar em nossa vida. Milton Santos observa que o estágio atual da globalização está produzindo mais e mais desigualdades sociais, e, ao contrário do que se esperava no passado, continuam crescendo o desemprego, a pobreza, a fome, a insegurança do cotidiano, em um mundo onde se ampliam as fraturas sociais. Sedados diante de tais realidades, o que poderia justificar esse tipo de imobilidade social à qual nos submetemos constantemente em nosso dia a dia?

Deusa grega da justiça divina
Entre a fantasia e o real
Na Antiguidade Clássica, era muito conhecido entre os gregos o drama vivido por duas Deusas que se odiavam brutalmente, ao ponto de nunca poderem ser vistas uma pela outra. Eram elas a deusa da justiça e a deusa da mentira. No Olimpo, um dos desafios de Zeus e dos outros deuses e deusas era o de arranjar para que nunca uma delas se encontrasse com a outra. E dessa forma, era comum o fato de que onde se encontrava a deusa da justiça, jamais a deusa da mentira poderia ser vista. E a paz reinava em todos os campos e lugares.
No entanto, é sabido por todos que grandes festas eram realizadas pelos deuses para celebrar seus feitos entre os homens. E foi em uma dessas festas consagradas por Baco, com os melhores vinhos, que talvez uma das maiores tragédias da história do Olimpo sucedera: após intermináveis dias de comemoração, a embriaguez era sem dúvida a única que reinava. Nesse ambiente, já farta de tanto vinho, a deusa da justiça resolve ir até os jardins daquele templo para tomar o ar fresco que lhe traria mais ânimo para prosseguir nos festejos. Porém, o mesmo se deu com a deusa da mentira, também já indisposta de tanta beberagem. E foi assim, em uma sequência de fatos que o inevitável aconteceu: em um encontro súbito cada uma delas desembainhou imediatamente sua espada, em uma luta desenfreada e sangrenta de golpes que se seguiam sem trégua.

A globalização está produzindo mais e mais desigualdades sociais...
Durante horas que pareciam infinitas, elas duelaram como jamais se tinha visto em todo o Olimpo, adentrando inclusive os primeiros raios que nasciam pela manhã. Dessa forma, depois de longos e exaustivos esforços investidos de uma contra a outra, a deusa da justiça consegue empreender um golpe fatal, cortando em definitivo a cabeça da deusa da mentira. Mas o que não era previsto também aconteceu e, em uma ironia do destino, a deusa da justiça recebeu simultaneamente o mesmo golpe daquela que atingira, perdendo também a própria cabeça.
“A chamada globalização como fábula é, para Milton Santos, a prática hábil do mercado em vender ‘mentiras’ fantasiadas de ‘justiça social’”
O que se seguiu talvez justifique as maiores tragédias e injustiças que vêm acontecendo ao longo de todos os tempos nos mais diversos pontos da Terra: a deusa da justiça saiu tateando ao seu redor em busca de sua cabeça e assim que encontrou algo semelhante, restituiu o achado ao seu local de origem. Da mesma forma procedeu a deusa da mentira. Nesse momento, já extasiados com tanta brutalidade, os deuses do Olimpo assistiram à cena que mudaria completamente o curso da humanidade: foi o momento em que ambas as deusas trocaram para sempre as suas cabeças, de modo que desde então nunca mais se soube ao certo o que poderia representar, de fato, a justiça ou a mentira.
Talvez esse mito originário da Antiguidade Clássica possa nos ajudar a figurar, ainda que através do caminho da narrativa lírica, um pouco da dualidade que passou a existir em relação ao conceito de justiça embutido nos valores humanos de nossa sociedade atual, tão entranhada em uma ideologia globalizada. Nesse movimento, a chamada globalização como fábula é, para Milton Santos, a prática hábil do mercado em vender “mentiras” fantasiadas de “justiça social”.

e, ao contrário do que se esperava, continuam crescendo o desemprego, a pobreza, a fome e a insegurança
“A grande tarefa pedagógica do momento histórico atual é a de capacitar os cidadãos para criticarem o consumismo e reaprenderem as tarefas da cidadania”
Para que as pessoas possam compreender a dupla face desse tipo específico de “justiça” é preciso que a Educação, o Estado e os demais meios de informação assumam também o papel de denunciar a imensa distância que separa um e outro. Em outras palavras, é preciso que cada cidadão tenha consciência de que o consumismo passou a existir como uma lei permanente da vida das pessoas e deixou de ser o meio, para ser o fim dos problemas de todas as necessidades humanas. É fundamental que cada cidadão possa entender que a prática do “sobre consumo” gera um sentimento ilusório de realização pessoal (tão bem instilados pela força de mercado) e que isso garante a continuidade do sistema lucrativo das grandes empresas internacionais. Para Milton Santos, a produção e informação globalizadas permitem a emergência de um lucro em escala mundial, buscado pelas firmas globais que constituem o verdadeiro motor da atividade econômica.
Educar para quê?
A grande tarefa pedagógica do momento histórico pelo qual estamos passando é a de capacitar os cidadãos para criticarem o consumismo e reaprenderem as tarefas da cidadania, objetivos que não podem ser alcançados separadamente. Infelizmente, o próprio Brasil sofreu com uma conivência do Estado, da Educação e dos meios de informação no sentido de colaborar com essa vertente consumista. É dessa forma que a ideologia do consumo foi ficando cada vez mais impregnada na população em geral.
Ao discutir sobre a “doença” do comprar desenfreado, Milton Santos nota que a primeira reação da população pobre, como qualquer outra, é a do consumo e que isso é normal, mas que depois se descobre que não basta consumir, ou que para consumir de forma permanente, progressiva e digna é necessário ser cidadão.
Dessa forma, um grande dilema a ser desvendado em nossa atualidade é a confusão entre quem é o cidadão e quem é o consumidor, pois a educação, a moradia, a saúde, o lazer aparecem como conquistas pessoais e não como direitos sociais. Essa doença cívica vai tomando um lugar sempre maior em cada indivíduo, o lugar do cidadão vai ficando menor e até a vontade de se tornar um cidadão por inteiro se reduz. Talvez por isso, esses que são, na realidade, tidos como bens públicos, passem a não sê-lo, transitando do lugar de “dever social” do Estado para o de bens de mercado.

Atualmente a educação, a moradia, a saúde, o lazer aparecem como conquistas pessoais e não como direitos sociais...
A distribuição de renda piorou na maior parte do mundo em 2011. Os países que ocupam as 10 últimas posições no Índice de Desenvolvimento Humano são todos da África Sub-sahariana
Os intelectuais e suas ideias
Quando se discute o papel do intelectual no Brasil, nota-se no discurso de Milton Santos uma grande coerência entre o que sugere como sendo o dever a ser cumprido por todo intelectual brasileiro e o seu próprio exemplo de grande pensador e militante das causas humanas, em diferentes contextos econômicos, sociais, políticos e culturais do Brasil.
Ao tratar dos elementos que considera particularmente importantes nessa atuação, ressalta que em um mundo em que as ideias são um respaldo necessário aos processos de reconstrução democrática, os intelectuais apresentam um papel fundamental. No entanto, destaca que, na atualidade, esses mesmos intelectuais têm destinado seus esforços mais no sentido de favorecer uma militância de discursos ambíguos e momentâneos do que para um trabalho permanente e gradual de conscientização coletiva.
“A prática do consumo gera um sentimento ilusório de realização pessoal e isso garante a continuidade do sistema lucrativo das grandes empresas”
Os intelectuais, segundo Milton Santos, deveriam se esmerar em fazer eco às reivindicações mais profundas das populações carentes, no sentido de intervirem nos projetos políticos e sociais do país. Dessa forma, caberia a eles oferecer à sociedade, por meio dos mais diversos segmentos, organizados ou não (associações, sindicatos, igrejas, partidos), uma profunda reflexão social de sua própria realidade contraditória, alertando-os sobre as possibilidades de um fazer político que esteja condizente com as demandas e interesses sociais da maioria da população.
Talvez por essa imensa preocupação em relação às intervenções que os intelectuais deveriam carregar como princípio de sua práxis, nosso pesquisador brasileiro define que, para ele, intelectual é o indivíduo que tem um compromisso único com a verdade e que está muito mais preocupado com o prestígio do que com o poder.

1. Milton Santos, um dos grandes nomes da renovação da geografia no Brasil ocorrida na década de 1970 / 2. Vilém Flusser, filósofo tcheco naturalizado brasileiro / 3. Hilton Japiassu, filósofo
Se entender o mundo de hoje é um problema para os intelectuais brasileiros, o nosso prêmio Nobel da Geografia Brasileira observou que nas teses, de um modo geral, de praticamente todos os centros e faculdades, o mundo é quase ignorado. E estudar o mundo é, segundo ele, trabalhar com o “como” ensinar à população sobre o que é o mundo, quais são as relações que comandam a vida nacional, como é que os fenômenos sociais e econômicos se realizam, por meio de um discurso crítico e não de uma mera análise.
Nesse sentido, observa Hilton Japiassu, que a Ciência está ainda em débito com o objeto de estudo “homem”. Nessas premissas, destaca a dificuldade cada vez maior em se praticar a pesquisa onde o homem é ou deveria ser tomado como o elemento fundamental, em um lugar em que a Ciência está voltada ao setor econômico e à produção e aumento de bens de consumo.
É nesse ambiente que as ciências humanas acabaram por contribuir com o desaparecimento de numerosas civilizações equilibradas. Nessa herança, cabe agora, e mais do que nunca, aos intelectuais a responsabilidade por terem compreendido demasiadamente tarde que o homem deveria ter sido estudado, antes de tudo, como ser humano, e não, prioritariamente, como um cliente possível.
Talvez uma das maiores contribuições da filosofia seja a de ajudar a resgatar a liberdade humana. Segundo Flusser, a filosofia é necessária porque, mesmo em um mundo programado por grandes blocos econômicos, ela traz o exercício do pensar sobre o significado que cada homem pode dar à sua própria vida e, ao mesmo tempo, consegue apontar para um caminho de liberdade.
Nesse papel filosófico, não apenas do intelectual, mas também da própria universidade, cabe a construção de uma visão abrangente e dinâmica do que é o mundo, do que é o país, do que é o lugar, e o papel de denúncia, isto é, de proclamação clara do que é o mundo, o país, e o lugar, dizendo tudo isso em voz alta. Essa crítica é o próprio trabalho do intelectual e poderia ser o trabalho do professor e do pesquisador.
Bibliografia
- FLUSSER, Vilém. Filosofia Da Caixa Preta: Ensaios para uma Futura Filosofia da Fotografia. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002.
- JAPIASSU, Hilton. Nascimento e Morte das Ciências Humanas. Rio de Janeiro (RJ): Editora Francisco Alves, 1978.
- SANTOS, Milton. O Espaço do Cidadão. São Paulo: Nobel, 1987.
- SANTOS, Milton. O País Distorcido: O Brasil, a Globalização e a Cidadania. Publifolha: São Paulo, 2002.
-SANTOS, Milton. Encontros. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2007.
- SANTOS, Milton. Por uma outra Globalização: do Pensamento Único à Consciência Universal. Rio de Janeiro: Record. 19ª edição, 2010.
- SILVA, Maria Auxiliadora da & JÚNIOR, Rubens de Toledo. Encontro com o Pensamento de Milton Santos: a Interdisciplinaridade na Sua Obra. Salvador: Universidade Federal da Bahia. Mestrado em Geografia, 2006.

ADRIANA GOMES VENÂNCIO é Doutoranda em Educação pela Universidade Federal de Brasília (UnB), Mestra em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e Historiadora pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Há mais de 15 anos vem atuando como educadora, pesquisadora e consultora de projetos na área de História e Educação Patrimonial. É coautora da Coleção Conhecer e Crescer de História, pela Escala Educacional, autora de artigos para revistas e livros didáticos e leitora crítica de Coleções de História para editoras do segmento educacional.

Fonte:http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/51/globalizacao-e-reorganizacao-historica-as-ideias-em-varias-areas-263551-1.asp

sábado, 10 de novembro de 2012

Cada vez mais seco!

No Brasil, mais de 31 milhões de pessoas vivem em áreas sujeitas à desertificação, que tem início com a destruição da caatinga, mau uso dos recursos hídricos e a degradação do solo.


Maurício Barroso


O fenômeno das secas no Brasil vem de tempos distantes e, o primeiro período de estiagem pode ter ocorrido entre os anos de 1583 e 1585, quando o padre Fernão Cardin relatou o que ocorria na região Nordeste do País: “(…)uma grande seca e esterilidade na província e que cinco mil índios foram obrigados a fugir do sertão pela fome, socorrendo-se aos brancos”.
A seca nordestina já foi cantada em verso e prosa pelo Rei do Baião, Luiz Gonzaga, e por outros compositores oriundos da mesma região, mas a canção que retrata com um “q” de realismo o papel da sociedade e sua influência, por vezes, nefasta ao meio ambiente, é “Sobradinho”, letra composta por Sá e Guarabyra: “O homem chega, já desfaz a natureza / Tira gente, põe represa, diz que tudo vai mudar / O São Francisco lá pra cima da Bahia / Diz que dia menos dia vai subir bem devagar / E passo a passo vai cumprindo a profecia do beato que dizia que o sertão ia alagar / O sertão vai virar mar, dá no coração / O medo que algum dia o mar também vire sertão”.
Sahel
O Sahel, que em árabe significa “costa” ou “fronteira”, é a região da África situada entre o deserto do Saara e as terras mais férteis a sul, que forma um corredor do Atlântico ao Mar Vermelho, numa largura que varia entre 500 e 700 km.
Convenção
A Convenção Internacional de Combate à Desertificação foi iniciada em janeiro de 1993 e concluída em 17 de junho de 1994, data que se transformou no Dia Mundial de Luta Contra a Desertificação. A Convenção já está em vigor desde 26 de dezembro de 1996 e foi assinada por mais de 190 países. O Congresso Nacional brasileiro aprovou a Convenção no dia 12 de junho de 1997.
Os longos períodos de estiagem não castigam apenas terras brasileiras. Em 1930, os três anos de seca no meio oeste americano agravaram a degradação da terra. A partir dali deu-se início a uma série de estudos e pesquisas acadêmicas voltadas ao conhecimento dos processos de desertificação. Trinta anos mais tarde, o sahel africano é castigado pelo mesmo fenômeno, que resulta em mais de 500 mil mortes.
A devastação dos recursos naturais e um modelo de desenvolvimento equivocado, é apontado por especialistas como uma das causas daquela seca.
No final da década de 70, após algumas convenções internacionais, foi observada a necessidade de implantar uma política específica para as regiões semiáridas do mundo, tanto por suas características ambientais como pela situação geral de suas populações.
Mas somente durante a Rio 92 os chefes de estados somados a organizações que trabalham com o meio ambiente evidenciaram o fracasso dos programas internacionais de combate à desertificação e decidiram mobilizar uma Convenção de Desertificação, que visava o comprometimento de todas as nações, particularmente dos países ricos, com a questão da seca.
Definição do termo
De acordo com o texto da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), desertificação é a degradação da terra nas regiões áridas, semiáridas e subsumidas secas, resultante de vários fatores, entre eles as variações climáticas e atividades humanas. O mesmo documento define que a degradação do solo é a perda ou redução da produtividade econômica ou biológica e da complexidade dos ecossistemas, causadas pela erosão do solo, deterioração das propriedades do solo e perda da vegetação natural.
Em “O Fenômeno das Secas no Nordeste do Brasil: uma abordagem conceitual”, artigo baseado no IX Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste, o professor e especialista em Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas (Brasília- DF) Marcos Airton de Sousa Freitas explica que grande parte de nosso planeta pertence à denominada área de risco à seca. “São regiões onde o montante precipitado aproxima-se do limite permitido à prática agrícola, aponta, e cita Sahel, o nordeste do Brasil, grande área da China, o platô Dekkan, na Índia, e parte da África do Sul como exemplos.
De acordo com o autor, nas décadas mais recentes, aparentemente as secas têm se apresentado com uma frequência e uma intensidade cada vez maiores em grande parte dos países, o que pode ter relação com o fenômeno das mudanças climáticas. Freitas lembra que consideráveis áreas das Américas do Norte e do Sul, Austrália, Europa e Ásia foram atingidas por secas extremas, acarretando relevantes prejuízos econômicos, sociais e ecológicos. “Na Austrália, por exemplo, no período de cerca de 100 anos, compreendendo de 1864 a 1965, oito períodos de secas extremas foram registrados, os quais, em média, apresentaram uma duração de cinco anos”.
No Brasil
Sobre o Brasil, o especialista em Recursos Hídricos relembra que os últimos períodos de secas no nordeste brasileiro foram de 1981 a 1983, de 1992 a 1993 e do ano de 2002 a 2003 (em 2012 a região também sofre com a estiagem). As consequências da secas extremas durante a década de 70 e 80 foram a fome e o êxodo da população rural em direção ao sul do País ou às grandes metrópoles do nordeste, como Fortaleza, Recife e Salvador, todas localizadas no litoral. O “Polígono das Secas” abrange uma área de cerca de 940.000 km², envolvendo partes de quase todos os estados do Nordeste. Freitas observa que a agricultura ainda é a base da economia da região e que os períodos prolongados de secas reduzem a umidade do solo, acarretando enormes perdas às culturas. “A perfeita compreensão do fenômeno das secas faz-se, portanto, extremamente necessária para o uso sustentável dos limitados recursos hídricos da região”, aponta.
Entre 2006 e 2007 foram realizados estudos sobre os impactos das mudanças climáticas globais para diversas áreas do território brasileiro, como Amazônia brasileira, nordeste Brasileiro, Pantanal e Bacia do Prata, evidenciando as anomalias de chuva e temperatura, assim como balanço hídrico para o século XXI. Um dos apontamentos definidos nesses estudos foi uma diferença básica entre a seca e outras ocorrências naturais como cheias, furacões e terremotos, que iniciam e terminam repentinamente e se restringem, normalmente, em uma pequena região. Já a estiagem, quase sempre, tem um início lento, uma longa duração e pode alcançar uma área extensa.

 As maiores secas que o Brasil já teve:


1877
Cerca de 500 mil pessoas morreram nesse ano por causa da seca. O estado mais atingido foi Ceará. O imperador dom Pedro II foi ao Nordeste e prometeu vender “até a última joia da Coroa” para auxiliar a população da região, mas não vendeu.
1915
A longa estiagem fez o governo reestruturar o Instituto de Obras Contra as Secas (Iocs), que passou a construir açudes de grande porte.
1934/36
É considerada a maior seca de todos os tempos até o início dos anos 80. A estiagem atingiu nove estados nordestinos e chegou até Minas Gerais.
1979/85
A mais longa seca do século XX foi marcada por uma onda de saques que chegou ao auge em 1981. O presidente João Figueiredo declarou que só restava rezar para chover.
1997/99
Os sinais mais graves da estiagem começaram a ser sentidos em outubro daquele ano. Na época, ocorreram saques em mercados, feiras e prefeituras das cidades sertanejas.
2001
O Rio São Francisco sofreu com a maior seca da sua história. Somada ao assoreamento, a estiagem reduziu drasticamente o volume de suas águas. A barragem de Sobradinho, a mais importante da região, atingiu os níveis mais baixos de sua história. A água no local em 1º de novembro de 2001 estava a 6,3% da capacidade, que é de cerca 34 bilhões de metros cúbicos.



Extremos na Amazônia
Na cartilha “Mudanças de Clima, Mudanças de Vida” a organização não governamental Greenpeace estima que mais de 31 milhões de brasileiros vivem em áreas sujeitas à desertificação, em 1,3 milhão de km2. Na Paraíba, 70% do território, onde vivem 1,66 milhão de pessoas, já sofre com o problema. No Rio Grande do Norte, 97,5 % do território é vulnerável à desertificação. O relatório da ONG lembra que um aquecimento fora do normal nas águas do Atlântico Norte turbinou os furacões de 2005 e causou a pior seca em décadas na Amazônia, deixando comunidades sem água e sem comida. A navegação foi suspensa em diversas áreas. De acordo com o documento, houve um aumento de 300% nas queimadas no mês de setembro daquele ano. As chuvas só retornaram em outubro. Meses depois, a Amazônia foi exposta a outro extremo. Chuvas intensas no começo de 2006 provocaram uma forte enchente que invadiu casas de milhares de ribeirinhos.
As áreas onde o problema da desertificação é mais acentuado são chamadas de núcleos de desertificação, sendo reconhecidas pelo ministério do meio ambiente as seguintes:
1Núcleo do Seridó, localizado na região centro-sul do Rio Grande do Norte e centro-norte da Paraíba, abrangendo uma área de aproximadamente 2.341 Km2, envolvendo vários municípios em torno do município de Parelhas;
2 Núcleo de Irauçuba no noroeste do estado do Ceará abrangendo uma área de 4.000 Km2 incluindo os municípios de Irauçuba, Forquilha e Sobral;
3 Núcleo de Gilbués no Piauí, com uma área de aproximadamente 6.131 Km2 envolvendo os municípios de Gilbués e Monte Alegre;
4 Núcleo de Cabrobó em Pernambuco que totaliza uma área de 5.960 Km2 abrangendo os municípios de Cabrobó, Belém de São Francisco e Floresta.



Extensão da desertificação no mundo
1) A desertificação atinge 33% da superfície emersa do planeta.
2) As áreas afetadas pelo fenômeno abrigam mais de 2,6 bilhões de pessoas, 42% da população mundial.
3) Cerca de 22% da produção mundial de alimentos são oriundos de áreas susceptíveis a desertificação.




Histórico da desertificação no Brasil
1960 – 1970
O crescimento da produção agrícola regional caracteriza-se pela incorporação de novas terras e pelos financiamentos da SUDENE. Agricultura tradicional e baixo nível tecnológico.
A partir de 1970
Uso intensivo na aplicação de capital, especialmente na bacia do Rio São Francisco. Agricultura irrigada, intensiva em capital, mas sem o adequado manejo.
Consequências
Contribuindo para o aumento dos níveis de degradação ambiental, como mostram os dados sobre a salinização dos solos em algumas áreas do Vale do São Francisco, e a evolução da produtividade agrícola, que vem decrescendo a taxas médias de 1,8%/ano.
   
     
As 6 principais causas da desertificação
Extrativismo
Vegetal (Extrativismo de Madeira) e Mineral
Desmatamento desordenado
Queimadas
Indústria
Olarias/Panificação Pastoreio (superpastoreio/sobrepastoreio) - 90% dos pastos usam a caatinga. Observado que a capacidade suporte da caatinga é de 8 a 13 ha/bovino e 1 a 1,5 ha/caprino tem-se verificado, nos últimos 30 anos, um aumento do rebanho em 50% (densidade populacional).
Agricultura
Uso intensivo do solo na agricultura, irrigação mal conduzida, manejo e utilização incorreta do solo (salinização).

As mudanças climáticas, segundo o Greenpeace, já ameaçam o regime dos rios amazônicos, que sobem na época da cheia e descem na época seca. Há um círculo vicioso na região. Ainda de acordo com a ONG, desmatamentos e queimadas geram 75% das emissões de gases de efeito estufa do Brasil, esse índice coloca o País na posição de quarto maior poluidor mundial, lançando entre 200 e 300 milhões de toneladas de carbono na atmosfera por ano. Isso intensifica o aquecimento global, que torna o clima mais seco na Amazônia. A floresta fica mais vulnerável ao fogo e à destruição.
Parte da umidade da Amazônia é transportada pelas correntes de ar em direção ao centro-sul da América do Sul. As alterações no clima e o desmatamento na região amazônica diminuem a formação de nuvens sobre a floresta. Dependente dessas chuvas, a região sul do Brasil fica exposta a períodos de seca muito severos. Foi o que ocorreu no período de 2004 a 2006, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, que passaram por estiagens muito intensas. O Greenpeace observou que na safra 2004/2005, agricultores gaúchos enfrentaram a maior estiagem dos últimos 50 anos. A perda foi de 8,5 milhões de toneladas de grãos (soja, milho e feijão), com um prejuízo recorde de R$ 3,64 bilhões e 451 municípios em situação de emergência ou estado de calamidade.
Os resultados do desenvolvimento da agricultura moderna de ontem até hoje:
1 Apropriação, por parte dos países desenvolvidos (antigas potênciascoloniais) da biodiversidade e do patrimônio genético de diferentes espécies(milho, sorgo, tomate, batata, arroz, pimenta, etc.) usadas pelos povos das terras áridas e semiáridas, precursores no desenvolvimento da agricultura;
2 Adaptação e desenvolvimento dessas espécies em adequação às condições de clima e solos europeus;
3 Desenvolvimento de processos de produção agrícola em larga escala dos produtos originários das terras secas e adaptados às condições europeias;
4 Substituição progressiva das culturas agrícolas nativas através da reintrodução das espécies adaptadas;
5 Desenvolvimento da agricultura comercial adaptada às condições temperadas e/ou tropicais úmidas (altamente exigentes em água e solos) nas terras das colônias;
6 Disseminação das espécies adaptadas ao clima temperado para as terras secas, ampliando sua vulnerabilidade face às restrições de água e solos.


Áreas degradadas
Em reportagem da Agência Brasil, publicada em julho de 2012 sobre os resultados das discussões feitas no 9º Simpósio Nacional de Recuperação de Áreas Degradadas (9º Sinrad), o diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Fernando Tatagiba, estimou em 140 milhões de hectares o total de terras degradas no País. De acordo com o diretor, existem áreas degradadas em todos os biomas e regiões. Isso, segundo Tatagiba, ocorre onde a ocupação humana é mais antiga, como é o caso da Mata Atlântica. Para ele, se as áreas degradadas forem recuperadas, não seria preciso derrubar mais nenhum hectare de floresta para agricultura e pecuária.
Na mesma reportagem, o chefe do Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Agrobiologia), Eduardo Campello, diz que o Brasil já detém tecnologia própria para reverter a degradação das terras, por meio de processos de seleção e manejo e trocando produtos químicos por insumos biológicos. Dessa maneira, ele considera ser possível reduzir ou até reverter a derrubada de florestas para a agropecuária.
O estudo sobre desertificação tem avançado no Brasil e no mundo. Apesar de discordâncias nos métodos de indicadores, todas as pesquisas têm por finalidade servir de material para políticas públicas que trabalham na diminuição do avanço desse fenômeno, que tem afligido o País durante décadas. Visto que além do aspecto ambiental a seca atinge diretamente famílias que vivem em regiões atingidas fortemente pela estiagem e que, com certeza, desejam que a canção de Sá e Guarabyra se torne um passado distante e que o mar continue sendo mar e o sertão altere sua seca realidade.

Fonte: Revista Época
Fonte: “Reflexos da Desertificação no Nordeste do Brasil” de Luciano José de Oliveira Accioly
Fonte: Ministério do Meio Ambiente
Fonte: Ministério do Meio Ambiente
Fonte: “INDICADORES DE DESERTIFICAÇÃO: histórico e perspectivas” de Heitor Matallo Junior
Brasília – Em 2011, Brasília ficou mais de 100 dias sem chuva. Segundo o Inmet, os brasilienses sofreram muito com os efeitos da seca.
 Fonte com adaptação de:http://conhecimentopratico.uol.com.br/geografia/mapas-demografia/45/cada-vez-mais-seco-no-brasil-mais-de-31-266105-1.asp

Dieta para combater o colesterol.


Por Caroline Randmer / Fotos: Marcelo Resende / Produção: Janaína Resende

Laranja, leite e brócolis são alguns dos alimentos para deixar seu colesterol baixinho Foto: Marcelo Resende
Combater o colesterol alto é um passo importante para a sua saúde em geral. Quando os níveis do LDL aumentam, atrapalham a circulação sanguínea e podem ocasionar problemas no coração. O responsável por esses picos de colesterol alto? Para citar os principais e mais comuns, podemos apontar, em primeiro lugar, os maus hábitos alimentares, e, logo em seguida, o sedentarismo.
Isso porque a maior parte dos alimentos que consumimos é de origem animal e eles já contêm uma dose dessa gordura. Então, quando exageramos, aumentamos cada vez mais essas taxas no organismo.

Veja quais são os alimentos que ajudam a baixar o colesterol


● Verduras
● Semente de linhaça
● Quinoa
● Chia
● Amaranto
● Laranja
● Massas integrais
● Azeite
● Amendoim
● Suco de uva
● Proteína de soja
● Leite desnatado
● Iogurte
● Repolho
● Cereais e grãos integrais

Alimentos com sinal amarelo para o colesterol

 
● Manteiga
● Queijos amarelos
● Frango sem pele
● Vinho tinto
● Café
● Chocolate amargo                     

Alimentos que aumentam o colesterol

● Margarina
● Biscoitos
● Salgadinhos
● Pratos prontos
● Bolos
● Ovos
● Embutidos
● Laticínios integrais
● Carnes gordurosas
● Frituras    

Dieta para combater o colesterol

Dia 1
Café da manhã 1 xícara (chá) de café com leite desnatado 1 pão francês integral com creme vegetal 1 goiaba 1 copo de suco de mamão
Almoço Salada de alface lisa com cenoura baby à vontade 1 colher (servir) de arroz com salsa 1 bife médio de alcatra acebolado 2 colheres (sopa) de brócolis refogado 1 copo de suco de tangerina 1 pote de gelatina
Jantar 1 consomê de sopa creme de legumes 1 fatia de pão italiano 1 copo de suco de morango com laranja 1 picolé de fruta
Total: 1.325 calorias

Dia 2
Café da manhã 1 pote de iogurte natural desnatado 2 colheres (sopa) de granola 1/2 mamão papaya 1 copo de suco de maracujá
Almoço 1 prato (sobremesa) de tabule 1 colher (servir) de arroz 7 grãos 1 filé médio de pescada com molho de maracujá 2 colheres (servir) de espinafre refogado 1 copo de suco de morango com laranja 1 fatia fina de goiabada com queijo branco
Jantar 1 consomê de canja 2 torradas 1 copo de suco de maracujá 1 pote de gelatina com iogurte
Total: 1.260 calorias
Dia 3
Café da manhã 1 copo de leite desnatado com achocolatado 1 pão francês com cream cheese 1 pote de salada de frutas 1 copo de suco de mamão com laranja
Almoço Salada de escarola com palmito à vontade 1 colher (servir) de arroz à grega 1 peito médio de frango grelhado 1 colher (servir) de panache de legumes 1 copo de suco de graviola 1 banana assada com canela
Jantar 1 consomê de minestrone 3 colheres (sopa) de croûtons 1 copo de suco de abacaxi 1 cacho de uva Itália
Total: 1.186 calorias

Dia 4

Café da manhã 1 copo de vitamina de leite desnatado com morango 4 torradas com geleia 1 maçã 1 copo de suco de melão orange
Almoço Salada de agrião com cebola à vontade 2 colheres (servir) de batata sauté 1 posta média de salmão ao molho de alcaparra 1 colher (servir) de ervilha refogada 1 copo de suco de pera 1 prato de sobremesa de frutas picadas
Jantar Salada de quinoa, alface, cenoura e kani à vontade com kani 1 copo de suco de pera 1 pote de iogurte de morango desnatado
Total: 1.212 calorias
Dia 5
Café da manhã 1 copo de suco de soja 1 pão francês integral com margarina 1 fatia de mamão com mel 1 copo de suco de frutas vermelhas
Almoço Salada de rúcula com erva-doce à vontade 2 pegadores de macarrão ao sugo 1 peito médio de peru grelhado 1 copo de água de coco 1 bananada
Jantar 2 colheres (servir) de berinjela tipo conserva 2 fatias de pão integral 1 fatia média de queijo branco 1 copo de suco de melão 1 pera assada com gelatina
Total: 1.223 calorias
Dia 6
Café da manhã 1 iogurte de fruta desnatado 1 pão francês com creme de ricota 1 pera 1 copo de suco de manga
Almoço Acelga com vinagrete à vontade 1 colher (servir) de arroz branco 1 posta média de linguado com molho de ervas 2 colheres (servir) de cenoura sauté 1 copo de suco de uva 2 fatias de abacaxi com hortelã
Jantar 1 consomê de sopa de mandioquinha com carne 2 fatias de pão integral 1 copo de suco de limão 1 pote de gelatina com raspa de maçã
Total: 1.462 calorias
Dia 7
Café da manhã 1 xícara (chá) de leite de soja com café 1 fatia de pão de aveia com cotagge e peito de peru 1 fatia fina melancia 1 copo de suco de pêssego
Almoço Alface-americana com beterraba ralada à vontade 1 colher (servir) de purê de batata 1 peito médio de frango ao molho de laranja 2 colheres (servir) de vagem refogada 1 copo de suco de maçã 1 pote de iogurte natural com mel
Jantar Salada verde à vontade 2 tomates recheados com atum 1 copo de suco de mamão com laranja 1 pote (sobremesa) de salada de frutas com granola
Total: 1.070 calorias

40 milhões em risco

Hoje, aproximadamente 40 milhões de brasileiros têm colesterol alto, até mesmo crianças e adolescentes.
Outro malfeitor que colabora com esse cenário é o exagero no consumo de açúcar. Por mais que sua ingestão seja atraente, ela deve ser feita com cautela, já que o consumo indiscriminado dele também está diretamente relacionado ao aumento do colesterol.
Se seus altos níveis não forem controlados, o entupimento dos vasos sanguíneos pode resultar em um ataque do coração, ou em um derrame.
A dúvida é como solucionar um problema tão grande? Comece pela atitude mais simples: tenha uma dieta equilibrada. Se já produzimos uma taxa alta dessa molécula, nada mais justo que controlarmos a quantidade que comemos dela.
“O sobrepeso é um dos principais indicadores de que pode haver algo errado, mas também devemos ficar de olho na deficiência de vitaminas, minerais e compostos antioxidantes, que agravam esse desequilíbrio no corpo”, alerta a nutricionista Tatiana Barão, da Naturalis Nutrição & Farma.
É fácil concluir que algumas mudanças no cardápio são capazes de sanar o problema. Mas calma. É necessário, sim, fazer ajustes à mesa, contudo, ninguém precisa passar fome. Muito pelo contrário. Algumas substituições dão conta do recado sem comprometer a fartura das refeições.

Escolhas certas

Aposto que você está pensando nas restrições, não é? Mas fique sabendo que até picolé está liberado. O segredo é a velha e conhecida moderação.
A lista de boas opções é enorme. Aposte em frutas e verduras. “Elas são ricas em vitaminas e antioxidantes. A dupla protege o organismo contra a oxidação do colesterol ruim ao neutralizar os radicais livres”, recomenda Samantha Rhein, professora do curso de nutrição do Centro Universitário São Camilo, na capital paulista. Outra boa escolha é o creme vegetal, que, por não conter colesterol em sua composição, não influencia as subidas dessa taxa.
Em caso de dúvidas, exagere nas fibras provenientes de grãos integrais e vegetais folhosos. Além de contribuírem com a saciedade e favorecerem a perda de peso, elas quebram as moléculas da gordura, evitando a aglomeração que acontece nas artérias.
Já se preferir comer carnes vermelhas ou frango, opte por cortes mais magros e carnes brancas sem pele. Assim, a quantidade de gordura diminui. E na hora de escolher o que beber, eleja o suco de uva, que graças a um fitoquímico, o resveratrol, faz nosso corpo controlar os níveis de produção natural do colesterol.
Os produtos lácteos são uma ótima fonte de proteína, cálcio e aminoácidos que não conseguimos produzir. Eles protegem o coração e ajudam no controle de peso. Além disso, ao contribuírem para uma flora intestinal equilibrada, impedem a reutilização de algumas moléculas de colesterol que já estão prontas para serem eliminadas pelo nosso corpo.

Taxas regularizadas

E se você quer se livrar de vez do colesterol alto, a melhor saída é combinar a atividade física com a dieta. Não é preciso virar um atleta. Caminhar, de preferência todos os dias, por 30 minutos já dá conta do recado.
Agora, se você não tem tempo, saiba que dividir o exercício em três frações de dez minutos também funciona. O efeito que o esforço físico tem sobre o LDL e a taxa total de colesterol não é muito expressivo, mas, em compensação, regula as enzimas responsáveis pela geração do HDL – e quanto mais deste tivermos passeando pelo corpo, melhor.
Com tantas alternativas para controlar essa gordura capaz de provocar tanto mal, é só uma questão de tempo e vontade até as taxas se regularizarem.
*Cardápio – Fonte: Maria Cláudia dos Santos, nutricionista do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.

Fonte: 

Os maiores mitos e verdades da malhação.

por Liana Pires

Correr todos os dias de manhã, exigir o máximo do seu corpo durante a musculação, alongar-se antes de se exercitar…Muita gente acredita que esses são alguns dos segredos para manter o corpo em forma e a saúde em dia. Mas você está segura de que esse é realmente o “mapa da mina”?
Na hora de entrar em forma é fundamental saber quais são os mitos e verdades a respeito do assunto. Assim, você poderá avaliar se aquele truque que tanto ouviu falar funciona.
Experts no assunto revelam, agora, as maiores verdades e mentiras sobre exercícios físicos para que você não tenha dúvida sobre o que funciona e o que é balela na hora de entrar em forma. Confira!
Mitos e verdade da malhação/ Foto: Shutterstock

1. Musculação faz perder peso

VERDADE. Mas desde que seja realizada de três a cinco vezes por semana, com o acompanhamento de profissionais qualificados. “A partir do momento em que o aluno se exercita, significa que existe um gasto calórico. Porém, o saudável é conciliar exercícios de resistência com os aeróbicos, como corrida, caminhada e bicicleta”, diz Paulo Machado, personal trainer da academia Companhia Athletica (SP).

2. Quanto maior a carga, melhor o resultado

VERDADE. Quando o aluno começa a fazer musculação, a carga dos exercícios deve ser suficiente para que ele possa executar todas as repetições. Ao longo do treino, as cargas devem ser aumentadas para que haja um novo estímulo e a musculatura crie um novo anabolismo. Até seis semanas: o tempo que o aluno deve usar a mesma carga é de três a seis semanas, mas isso vai depender da frequência dos exercícios e da dedicação. “Essa periodização é importante, pois um peso grande pode causar espasmos musculares, inflamações, estiramentos e distensões, além de problemas na coluna, nos ombros e joelhos”, diz Fabio Bellini, fisioterapeuta da Seleção Brasileira de Atletismo.

3. Natação é o esporte mais completo

DEPENDE. A natação é um esporte completo do ponto de vista muscular e cardiorrespiratório, mas devido à pouca ação da gravidade, não trabalha a massa óssea. Por isso, é indicado que a atividade seja complementada por um treino com carga. Fernando Marques, personal trainer e proprietário da First Academia (SP), comenta que a natação melhora muito a respiração de sedentários, mas pouco faz pelo fôlego de quem já tem bom condicionamento físico.

4. Exercício de manhã é mais eficiente

MITO. A eficiência de qualquer atividade depende do seu ritmo fisiológico. Enquanto exercícios matinais podem promover bem-estar, relaxamento e disposição para algumas pessoas, para outras, podem ser verdadeiros martírios. Para quem entra muito cedo no trabalho, por exemplo, a prática é mais indicada à noite, e pode até ajudar a relaxar. Cuidados com a alimentação: “Para treinar de manhã, é fundamental não estar em jejum. Outro cuidado é com o aquecimento, para que os músculos e o coração mudem do estado de repouso para o de atividade moderada a intensa”, diz Jomar Souza, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.

5. Malhar por muito tempo é prejudicial

MITO. Desde que acompanhados por profissionais, não existem exercícios proibidos. É interessante fazer um rodízio de treinos para trabalhar diferentes grupos musculares e nenhum deles sobrecarregar. Para idosos: o personal trainer Paulo Machado diz que antes de iniciar uma atividade, é preciso obter o aval de um médico. Assim, até idosos podem fazer musculação.

6. Correr deixa os seios flácidos

MITO. Mas é preciso observar o volume de corrida, se a pessoa pratica musculação ou não e se utiliza roupas adequadas. “Para quem corre três vezes por semana, por 60 minutos em dias alternados, e utiliza um top justo, para diminuir o balanço dos seios, não há risco. As peças com alta compressão também ajudam bastante”, diz Marco Antonio Ambrosio, ortopedista e médico do esporte do Hospital Samaritano (SP). Recorra à musculação: já se a corrida for diária sem o uso de roupa adequada, é bem provável que a flacidez apareça com o tempo. A musculação também é muito importante para manter o tônus da musculatura e fortalecer a estrutura corporal.

7. É preciso alongar antes dos exercícios

VERDADE. Antes do treino, deve-se realizar um alongamento menos rigoroso, mantendo o grupo muscular em posição alongada por 20 a 30 segundos. Um leve desconforto é desejável. Entretanto, não deve ser sinônimo de dor, pois ela é sinal de algum dano. Movimentos bruscos de alongamento com o corpo ainda “frio” podem gerar lesões nos músculos e nas articulações. Aquecimento: “O alongamento deve ter o objetivo de aquecer ou de relaxar os músculos, e não promover flexibilidade”, diz Adriana De Bortoli, fisioterapeuta com especialização em fisioterapia motora pela Santa Casa de São Paulo.

8. O corpo se acostuma com a mesma atividade

MITO. O corpo humano sofre uma adaptação ao estímulo da atividade física, e mantém um nível de condicionamento superior ao do sedentarismo. Se estímulos crescentes forem oferecidos, o organismo passa para outros patamares. Caso permaneçam os mesmos estímulos, fica-se com o trabalho de manutenção do condicionamento que foi conquistado. Portanto, continua fazendo efeito, sim.

9. Correr com agasalho ajuda a emagrecer

MITO. Nunca se agasalhe demais ou enrole plásticos no corpo para se exercitar. A perda de peso é apenas de água. O volume é reposto imediatamente após o exercício, e o peso volta a ser o mesmo do início. “As roupas ideais permitem a regulação da temperatura corporal, necessária para um bom funcionamento das reações fisiológicas que ocorrem durante o treino”, diz Nahas. Cada época, uma recomendação: no inverno, é preciso conservar o calor corporal e evitar sua perda para o ambiente mais frio. No verão, é necessário vestir roupas que permitam a perda de calor, mantendo a temperatura do corpo e evitando sua elevação.

10. Exercício só funciona quando sentimos dor

MITO. A dor tardia é reflexo da destruição de tecido muscular que foi submetido a um esforço não habitual. Se o trabalho executado provoca dor é porque o limite não foi respeitado ou o exercício não foi realizado de maneira correta. Escute os sinais: “Aprenda a ouvir seu corpo, que reclama por meio da dor. Respeitar os limites é fundamental”, diz Ricardo Nahas, médico do esporte do Hospital 9 de Julho (SP). Usar calçados adequados e roupas apropriadas também ajuda na sensação de bem-estar.

Fonte:http://dietaja.uol.com.br/os-maiores-mitos-da-malhacao/
Como está seu preparo físico?
Um organismo é diferente do outro. Mas, seguindo-se alguns parâmetros, é possível saber se você está com um condicionamento bom, regular ou péssimo.
Por Ivonete Lucírio / Fotos: Danilo Tanaka

Foto: Danilo Tanaka / Modelos: Eduardo Real e Elis
Ficar arfante depois de andar um quilômetro, ou com os braços tremendo após apenas dez flexões. Será que isso é normal? Ou sinal de que, se ainda vivêssemos no tempo das cavernas, você seria comido até por um leão velho e doente? Consultamos quatro especialistas que, baseados na literatura existente sobre o assunto, elaboraram testes para que você descubra a quantas anda seu condicionamento físico. "É preciso lembrar que esses testes dão uma ideia da aptidão física, porém não eliminam a necessidade do acompanhamento de um profissional de educação física", diz o preparador físico Thiago Petrin, de São Paulo. Coloque um moleton, encha o squeeze e prepare-se para um autorretrato da sua condição física.

FLEXÃO DE BRAÇOS
O QUE AVALIA: resistência dos membros superiores.
AVALIAÇÃO: executar quantas flexões conseguir no intervalo de 1 minuto, contando. Comparar o resultado com a tabela

Foto: Danilo Tanaka / Modelo: Eduardo Real (ELO Ma
DESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO:
HOMEM: apoiar a ponta dos pés atrás, sendo que pernas, quadris e costas devem estar totalmente alinhados. As mãos devem permanecer na linha e largura dos ombros. Flexionar os cotovelos e estendê-los até que fiquem no nível dos ombros, voltando depois à posição inicial. O corpo deve ir próximo do chão sem tocá-lo, sempre alinhado.

HOMEM
Idade
20-29
30-39
40-49
50-59
60 +
Fraco
< 16
< 11
< 9
< 6
< 4
Abaixo da média
17-21
12-16
10-12
7-9
5-7
Média
23-28
22-28
17-21
13-16
10-12
Acima da média
29-38
29-35
22-29
17-21
13-20
Bom
> 39
> 36
> 30
> 22
> 21

Foto: Danilo Tanaka / Modelo: Elisa Hoeppers (ELO
DESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO:
MULHERES:
iniciar o movimento com os joelhos no chão. Quadris, costas e cabeça devem ficar alinhados, com as mãos à altura dos ombros. Flexionar os cotovelos levando todo o corpo até próximo do chão, totalmente alinhado e estendê-los de maneira que os cotovelos não ultrapassem o nível dos ombros. Voltar à posição inicial.

MULHER
Idade
20-29
30-39
40-49
50-59
60 +
Fraco
< 16
< 11
< 9
< 6
< 4
Abaixo da média
17-21
12-16
10-12
7-9
5-7
Média
23-28
22-28
17-21
13-16
10-12
Acima da média
29-38
29-35
22-29
17-21
13-20
Bom
> 39
> 36
> 30
> 22
> 21


FONTES: ABDALLAH ACHOUR, PREPARADOR FÍSICO DO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DO ESPORTE DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA (UEL ), JOÃO FELIPE FRANÇA, DA CLINIMEX CLÍNICA DO EXERCÍCIO (RJ), LUCIANA MANKER, FISIOLOGISTA E EDUCADORA FÍSICA DA CURVES; THIAGO PETRIN, PERSONAL TRAINER (SP)

Foto: Danilo Tanaka / Modelo: Elisa Hoeppers (ELO
MEMBROS INFERIORES
O QUE AVALIA:
a força dos membros inferiores.
DESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO: imagine estar à frente de uma cadeira, de costas para ela, com os pés afastados na largura do quadril. Fazer o movimento de sentar na cadeira com as mãos apoiadas na cintura. Encostar no acento, mas sem apoiar, e voltar à posição inicial.
AVALIAÇÃO: contar o número de repetições em 1 minuto e comparar o resultado com a tabela abaixo.

HOMEM
Idade
20-29
30-39
40-49
50-59
60 +
Fraco
21-23
18-20
15-17
12-14
9-11
Abaixo da média
24-26
21-23
18-20
15-17
12-14
Média
27-29
24-26
21-23
18-20
15-17
Acima da média
30-32
27-29
24-26
21-23
18-20
Bom
33-34
30-32
27-29
24-26
21-23
Excelente
> 34
> 32
> 29
> 26
> 23
MULHER
Idade
20-29
30-39
40-49
50-59
60 +
Fraco
15-17
12-14
9-11
6-8
3-5
Abaixo da média
18-20
15-17
12-14
9-11
6-8
Média
21-23
18-20
15-17
12-14
9-11
Acima da média
24-26
21-23
18-20
15-17
12-14
Bom
27-29
24-26
21-23
18-20
15-17
Excelente
> 29
> 26
> 23
> 20
> 17

CONFIRA AS DICAS PARA REALIZAR UM BOM TESTE
Durante todos esses exercícios, respire com tranquilidade. Não bloqueie a respiração, fechando a glote.
  • Faça tudo dentro do seu limite. Não pense que, se fizer tudo mais rápido, ficará mais forte.
  • Se estiver iniciando uma atividade, é conveniente fazê-la dentro de um limite que não ultrapasse 60% do seu máximo. Por exemplo, se fica morto de cansaço depois de 30 repetições de algum exercício, faça 18 no início e vá aumentando com o passar do tempo.
 
Foto: Danilo Tanaka / Modelo: Eduardo Real (ELO Ma
ABDOMINAL
O QUE AVALIA:
a força abdominal.
DESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO: deitar com as costas apoiadas no chão e as mãos ao lado do corpo, palmas tocando o chão. Fazer uma marca no chão onde a mão está e outra a 10 centímetros de distância, a frente. Fazer a flexão abdominal, escorrendo a mão no chão até chegar à outra marca.
AVALIAÇÃO: contar o número de repetições em 1 minuto e comparar o resultado com a tabela abaixo.

HOMENS E MULHERES
(para qualquer faixa etária)
Fraco
< 6
Abaixo da média
6-11
Média
12-14
Acima da média
15-17
Bom
18-24
Excelente
25

Foto: Danilo Tanaka / Modelo: Elisa Hoeppers (ELO
TESTE DE COOPER
O QUE AVALIA:
capacidade cardiorrespiratória. Descrição do exercício: correr ou caminhar por 12 minutos com a maior velocidade possível. Avaliação: medir a distância percorrida em metros e comparar com a tabela abaixo.

HOMEM
Idade
20-29
30-39
40-49
50 ou mais
Fraco
1600 m
< 1500 m
< 1400 m
< 1300 m
Abaixo da média
1601-2199 m
1500-1899 m
1400-1699 m
1300-1599 m
Média
2200-2399 m
1900-2299 m
1700-2099 m
1600-1999 m
Bom
2400-2800 m
2300-2700 m
2100-2500 m
2000-2400 m
Excelente
> 2800 m
> 2700 m
> 2500m
> 2400 m

MULHER
Idade
20-29
30-39
40-49
50 ou mais
Fraco
< 1500 m
< 1400 m
< 1200 m
< 1100 m
Abaixo da média
1500-1799 m
1400-1699 m
1200-1499 m
1100-1399 m
Média
1800-2199 m
1700-1999 m
1500-1899 m
1400-1699 m
Bom
2200-2700 m
2000-2500 m
1900-2300 m
1700-2200 m
Excelente
> 2700 m
> 2500 m
> 2300 m
> 2200 m

ALONGAMENTO
O QUE AVALIA:
flexibilidade da parte inferior das costas e da posterior da perna.
DESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO: sente-se com as pernas esticadas e os pés abertos cerca de 30 centímetros. Coloque uma régua comprida no meio das pernas. Deixe os calcanhares na marca de 38 centímetros. Fique o mais ereto que conseguir, eleve os braços, expire e baixe-os, alongando. Abaixe a cabeça e tente colocá-los o mais para frente possível.
AVALIAÇÃO: marque quantos centímetros você atingiu na régua e compare com a tabela (que vale para homens e mulheres).

Foto: Danilo Tanaka / Modelo: Eduardo Real (ELO Ma

HOMENS E MULHERES
(para qualquer faixa etária)
Idade
20-29
30-39
40-49
50 ou mais
Ruim
< 40 cm
< 38
< 35 cm
< 34
Abaixo da média
41 a 47 cm
39 a 46 cm
36 a 42 cm
35 a 39 cm
Média
48 a 53 cm
47 a 51 cm
43 a 47 cm
40 a 44 cm
Acima da média
53 cm
51 cm
48 cm
45

Equilíbrio também é importante
Um teste simples ajuda a identificar o equilíbrio do idoso, mas pode ser feito por qualquer um. Faça o movimento de sentar e levantar e compare o resultado com a tabela abaixo.
Idade
Menos de 60 anos
Mais de 60 anos
Muito fraco
Usar dois apoios (mãos e joelhos) para levantar-se ou sentar-se.
Não conseguir levantar-se sozinho.

Fraco
Usar um apoio (mãos ou joelho) para levantar-se ou sentar-se.
Usar dois apoios (mãos e joelhos) para levantar-se ou sentar-se.
Bom
Não usar apoio para levantar-se ou sentar.

Usar um apoio (mãos ou joelho) para levantar-se ou sentar-se.

Fonte:http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/115/artigo272667-1.asp

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