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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Brasil passa a avançar menos que vizinhos em desenvolvimento humano

Atualizado em  24 de julho, 2014 - 20:17 (Brasília) 23:17 GMT
Favela no Rio (Reuters)
Brasil foi o país da América do Sul que mais avançou em seu IDH de 1980 a 2008
Desde 2008, o Brasil passou a avançar mais lentamente do que a maior parte dos vizinhos sul-americanos na melhoria de seus indicadores de desenvolvimento humano.
É o que revela o mais recente Relatório do Desenvolvimento Humano (RDH) da ONU, divulgado na madrugada desta quinta-feira.
Segundo o documento, em 2013 o Brasil subiu uma posição no ranking elaborado pela ONU a partir do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 187 países, passando para o 79º lugar.
O IDH do país (calculado com base em indicadores de educação, renda e expectativa de vida) ficou em 0,744 numa escala que vai de 0 a 1 - e na qual quanto mais próximo de 1, melhor a situação de um país em termos de desenvolvimento humano.
Com isso, o Brasil está atrás de países como Argentina (0,808), Uruguai (0,790) e Venezuela (0,764), mas ainda está a frente da média sul-americana, de 0,731, puxada para baixo por países como Paraguai (0,676), Bolívia (0,667) e Guiana (0,638).
No entanto, se de 1980 a 2008 o Brasil era o país que mais rapidamente avançava entre os sul-americanos na melhoria dos indicadores nessa área, desde 2008 passou para o grupo dos que fazem progresso mais lentamente.
De 1980 a 2008, o IDH brasileiro teve uma alta acumulada de 34%, a maior da região.
A alta argentina, por exemplo, foi de 16%, a uruguaia, de 17%, a da Venezuela, de 18% e a do Peru, também de 18%.

Ritmo caiu

Se considerados apenas os dados de 2000 a 2008, o Brasil continua entre os que mais avançaram, atrás apenas da Venezuela e da Guiana. Desde 2008, porém, o ritmo de avanços do país ficou claramente para trás em relação aos vizinhos.
Nos últimos cinco anos, a alta acumulada no IDH brasileiro foi de 1,7%, à frente apenas da Colômbia (1,5%), Suriname (1,5%) e Venezuela (0,7%). O Peru foi o país sul-americano cujo IDH mais avançou no período, com uma alta acumulada de 4,2%.
Com tal ritmo de crescimento, o Brasil também acabou caindo quatro posições no ranking geral desde 2008 – apesar da melhoria de 2012 para 2013. Há cinco anos, o Brasil ocupava a 75a posição.
Além disso, se os dados do IDH fossem ajustados para deixar de refletir distorções causadas pelos níveis de desigualdade do país, a nota brasileira cairia 27%, de 0,744 para 0,542.
O indicador resultante desse cálculo é o IDH ajustado pela desigualdade social, calculado pela ONU desde 2010 e que desconta disparidades na renda, expectativa de vida e educação de diferentes grupos sociais do país.
Por ele, hoje o país sairia do grupo de países de alto desenvolvimento e passaria a integrar os de médio desenvolvimento humano, apesar de também ter feito avanços no que diz respeito a redução das desigualdades nos últimos anos.
Horas após a divulgação do relatório da ONU, ministros do governo reclamaram que se os dados do levantamento fossem atualizados, o Brasil teria uma nota melhor em seu IDH.
A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campelo, defendeu que, com dados atualizados sobre expectativa de vida e renda, o país ocuparia a 67a posição no ranking.
Segundo a ministra, o resultado do IDH “não reflete o que aconteceu nos últimos quatro anos” no Brasil.

Especialistas defendem que maior consumo de água custe mais caro


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Crise em São Paulo é crítica e Sabesp já está usando a água da reserva técnica - Foto: Domínio Público
Crise em São Paulo é crítica e Sabesp já está usando a água da reserva técnica - Foto: Domínio Público
24/07/2014 - por Sabrina Craide I Agência Brasil
Em reunião realizada na Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, na tarde de terça-feira (22), especialistas debateram a necessidade de adotarmedidas para reduzir o consumo de água em São Paulo, por causa da situação crítica do Sistema Cantareira. A principal ideia é determinar que quem gastar mais, pague mais caro pela água.
O diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, disse que é preciso adotar medidas para preservar um volume no Cantareira que permita chegar ao período de chuvas com alguma segurança. Segundo ele, houve recomendações dos técnicos para a adoção de instrumentos econômicos para reduzir a demanda, como a tarifa progressiva. “Ou seja, quem não reduzir ou quem aumentar o seu consumo teria sua tarifa aumentada significativamente”, disse.
O governo de São Paulo já adotou a concessão de um bônus para quem gastar menos água, mas, segundo o diretor da ANA, a avaliação é que esse instrumento pode ser insuficiente. “A combinação desses dois instrumentos, um de premiar a economia e outro de penalizar o aumento do consumo, poderiam provocar uma redução na demanda de água na região metropolitana de São Paulo”, disse. Andreu esclareceu, no entanto, que essas medidas só podem ser tomadas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), e que a ANA não tem competência para fazer recomendações à empresa.
Para o presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga, o consumidor vai ter que fazer a sua parte, pois a situação é gravíssima. “Não parece que as pessoas entenderam a situação, tem lava rápido funcionando, pessoas jogando água nas calçadas. Temos que reduzir o máximo esse consumo, e as pessoas entendem no bolso. Algo é precioso quando é caro. O ouro é caro, a água terá que ser cara, para as pessoas entenderem”, disse.
Outra ideia debatida é reduzir ainda mais o volume de água que é retirado do sistema. O volume já foi reduzido de 31 metros cúbicos (m³) por segundo para 19,7 m³ por segundo, e de acordo com Andreu, pode chegar a 14 m³ nos próximos meses, dependendo do volume de chuvas. “A quantidade de água que está chegando no reservatório é muito pequena, e a proposta é que tenha a mesma correspondência, ou seja, uma redução progressiva da retirada de água do Sistema Cantareira”, disse Andreu.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que também participou da reunião, disse que essa é a maior crise já vivida no histórico do Sistema Cantareira. Segundo ela, técnicos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação apresentaram dados que mostram que a chegada do fenômeno El Niño ao país não é garantia de chuvas na região. Ela também defendeu que sejam adotadas ações para a redução do consumo, como o aumento da tarifa para quem consumir mais. “O governo de São Paulo terá que trabalhar, de acordo com o cenário de afluência de chuvas e de água, quais são as novas medidas para poder trabalhar a segurança hídrica do reservatório. A situação está se agravando, tem que tomar novas medidas”, disse.
A hipótese de um racionamento de água em São Paulo, no entanto, não foi recomendada pelos especialistas que participaram da reunião. Segundo Braga, o racionamento atinge principalmente as pessoas mais pobres, porque estão nos locais mais afastados, onde a água não chega. Além disso, há risco de contaminação da água se os dutos ficarem vazios por muito tempo.
A reunião, que foi convocada pela ANA, não teve a participação de representantes do governo de São Paulo. Participaram do encontro pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e representantes de organizações ambientais como SOS Mata Atlântica, WWF e The Nature Conservancy (TNC).
Na terça-feira (22), o volume de água do Sistema Cantareira caiu 0,2 ponto percentual, passando de 17%, registrado ontem (21), para 16,8% nesta terça. Recentemente, a ANA prorrogou o direito de uso do Sistema Cantareira pela Sabesp para 31 de outubro de 2015.
Com a estiagem e a gradual baixa na capacidade de armazenagem, desde o dia 16 de maio, a Sabesp passou a usar a água da reserva técnica. O Sistema Cantareira é responsável pelo abastecimento de 9 milhões de consumidores atendidos pela Sabesp, em parte da capital paulista e em mais dez municípios. O sistema é alimentado por cinco bacias hidrográficas, entre as quais a do Alto Tietê.

* Edição: Luana Lourenço.
Fonte: Revista Ecológico Online

Desmatamento na Amazônia cresce 358% em junho

Em junho de 2013 a área devastada era de 184 quilômetros quadrados e no mesmo mês deste ano pulou para 843 quilômetros quadrados

por Suzana CamargoFonte: Planeta Sustetável
Divulgação/Imazon

Desmatamento aumenta na Amazônia Legal em junho
Desmatamento aumenta na Amazônia Legal em junho.
As notícias não poderiam ser piores. Aumentou em 358% o desmatamento na Amazônia Legal, região que engloba nove estados brasileiros e corresponde a quase 60% do território do país. O dado é do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em Belém. Em junho de 2013 a área devastada era de 184 quilômetros quadrados e no mesmo mês deste ano pulou para 843 quilômetros quadrados.
Segundo os pesquisadores, o Pará foi o estado onde houve mais desmatamento (54%), seguido por Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Acre.
Outro estudo feito pelo mesmo instituto aponta a redução do tamanho das Unidades de Conservação e de Terras Indígenas como um dos principais responsáveis pela crescente degradação das florestas. Entre 2010 e 2012, um total de 19 unidades sofreu redução de limite ou de proteção por conta de empreendimentos de geração ou transmissão de energia.
Pesquisadores do Imazon recomendam que quando seja inevitável utilizar áreas protegidas para a construção de hidrelétricas ou de obras de infraestrutura pelo governo federal, por exemplo, que uma compensação seja feita em outro lugar – com o mesmo tamanho e relevância em biodiversidade da área afetada.

Fonte: National Geographic Brasil Online

Existência de vida extraterrestre

pode ser confirmada em 20 anos


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Existência-de-vida-extraterrestre-pode-ser-confirmada-em-20-anos-discovery-noticias

O conjunto de telescópios Allen (ATA) do Instituto SETI procura sinais de rádio 
de supostos seres extraterrestres em nossa galáxia
© NASA/JPL-CALTECH
Curioso para saber se existe vida fora da Terra ? A resposta deve chegar dentro de 20 anos, anunciou um grupo de astrônomos aos membros de uma comissão científica do Congresso norte-americano nesta quarta-feira.
Os astrônomos são fascinados pelos exoplanetas e pela possibilidade de vida nesses mundos. Uma corrida tripla está em curso para descobrir se existe vida em outras regiões do sistema solar ou fora dele, afirmou Seth Shostak, astrônomo do Instituto SETI, durante uma audiência perante o Comitê de Ciência e Tecnologia.
Até agora, a maioria dos esforços – e recursos – para encontrar vida extraterrestre se concentraram em Marte e nas luas com potencial para abrigar a vida no sistema solar exterior. ”Pelo menos seis outros planetas que podem abrigar vida, além da Terra, estão no nosso sistema solar. Creio que as chances de encontrá-la são boas e podem acontecer nos próximos 20 anos, dependendo do financiamento”, disse Shostak.
Um segundo projeto analisa a atmosfera de planetas distantes em busca de indícios de oxigênio ou metano, gases que costumam ser associados à vida na Terra. Essas pesquisas também poderiam gerar resultados nas próximas duas décadas, acrescentou Shostak.
O terceiro projeto procura alienígenas tecnologicamente avançados que estariam enviando sinais de rádio para o espaço. O objetivo do projeto SETI, sigla em inglês de Busca por Inteligência Extraterrestre, é identificar sinais que são deliberada ou acidentalmente enviados de outros mundos.
“Isso faz sentido porque apenas cem anos depois da invenção do rádio, já temos a tecnologia que nos permite enviar bits de informação a anos-luz de distância para supostos seres extraterrestres”, explica Shostak .
As primeiras transmissões de televisão terráqueas, incluindo “I Love Lucy ” e “The Ed Sullivan Show”, já passaram por 10 mil estrelas, informa um dos caçadores de ETs do SETI, Dan Werthimer, pesquisador da Universidade da Califórnia em Berkeley.
“As estrelas próximas já viram ‘Os Simpsons’. Se estamos transmitindo, talvez outras civilizações também estejam enviando sinais em nossa direção ou o façam involuntariamente”, declarou Werthimer aos legisladores norte-americanos.”O fato de nunca termos encontrado nenhum sinal não significa nada”, acrescentou Shostak. “Nós mal começamos a procurá-los”.
Embora não exista nenhuma prova da existência de qualquer forma de vida fora da Terra, as evidências circunstanciais aumentam. As imagens de planetas além do sistema solar, enviadas pelo Kepler e outros telescópios espaciais, revelam que ao menos 70% dos 200 a 400 bilhões de estrelas da Via Láctea orbitam planetas, e muitos deles seriam capazes de gerar água em estado líquido, a base de qualquer forma de vida conhecida.
Resultados mais recentes da missão Curiosity em Marte provaram que existem habitats fora da Terra adequados para a vida microbiana.
“Em nossa própria galáxia, há dezenas de bilhões de planetas que podem ser habitáveis. Além disso, existem 150 outras galáxias que podemos ver com nossos telescópios, e cada uma delas pode abrigar planetas semelhantes à Terra”, comentou .
“Os números são tão surpreendentes que, se este for o único planeta onde não só há vida, mas vida inteligente, então somos absurdamente excepcionais. É como comprar trilhões de bilhetes de loteria e nenhum deles ser o vencedor. Isso seria muito pouco improvável”, comparou Shostak .
“A história da astronomia mostra sempre que pensamos que éramos especiais, estávamos errados”, concluiu.
Por Irene Klotz
Fonte: Discovery Brasil Online

domingo, 20 de julho de 2014

Estudo aponta dez profissões ameaçadas de extinção

Site americano estudou estatísticas trabalhistas e listou as carreiras que terão queda na contratação nos próximos oito anos.


Um site americano especializado em carreiras fez uma lista das profissões ameaçadas de extinção. São atividades com previsão de queda na contratação nos próximos oito anos. O site se baseou em estatísticas trabalhistas dos Estados Unidos.
Confira as dez profissões mais ameaçadas:
1º. Carteiro
2º. Trabalhadores rurais
3º. Técnico em leitura de medidores de energia
4º. Repórteres de jornais
5º. Agentes de viagens
6º. Lenhadores
7º. Aeromoça
8º. Trabalhadores do setor produtivo industrial
9º. Trabalhadores da indústria gráfica
10º. Agente de cobrança
Segundo a pesquisa, a contratação dos carteiros pode ter 30% de queda. Os trabalhadores do agronegócio, do setor produtivo industrial, da indústria gráfica e os lenhadores serão prejudicados por causa da automação nesses setores. A evolução tecnológica também afetará a contração dos técnicos especializados na leitura de relógios de água e energia. A aposta é que, em breve, as empresas conseguirão medir esses dados a distância.
Em quarto lugar, estão os repórteres de jornais, que sofrem com a queda nos anúncios e nas assinaturas dos jornais impressos. Agentes de viagens estão ameaçados, porque as pessoas estão cada vez mais organizando viagens de forma autônoma. Já as aeromoças poderão sofrer dificuldades por causa da fusão de empresas, o que causaria uma redução no número de voos.
Fonte: Globo News Online

sábado, 5 de julho de 2014

PSA e toque retal

Site do Dr. Drauzio Varella O câncer de próstata é o tipo de câncer mais prevalente em homens com mais de 50 anos.
No passado, o diagnóstico costumava ser feito quando o tumor já invadia órgãos vizinhos ou formava metástases ósseas. A introdução do PSA e do toque retal rotineiro, nos anos 1990, permitiu identificar lesões em fases precoces e diminuir a probabilidade de morrer por complicações da doença.
O tratamento desses tumores iniciais através da cirurgia ou radioterapia, no entanto, está associado a complicações intestinais, urinárias e da função sexual, que podem comprometer a qualidade de vida.
Enquanto alguns tumores apresentam comportamento agressivo, outros são tão indolentes que dificilmente chegarão a provocar complicações nos pacientes mais idosos, mesmo que não sejam tratados. Nestes casos, o simples acompanhamento clínico e laboratorial pode ser a opção mais adequada.
Depois de rever os estudos publicados de 1950 a junho de 2009, a American Cancer Society acaba de publicar um novo consenso sobre as indicações para a realização dos exames preventivos: PSA e toque retal.
Atualizados pela primeira vez desde 2001, os principais pontos das novas normas são os seguintes:
1) Os exames preventivos devem ser oferecidos a todos os homens com mais de 50 anos que tenham uma expectativa de viver pelo menos 10 anos. Caso contrário, o benefício de um possível tratamento não compensará as complicações associadas a ele;
2) A idade para iniciar os exames depende do risco de apresentar a doença:
*Aos 50 anos, nos homens de risco igual ao da média;
* Aos 45 anos, naqueles que correm risco mais alto: descendentes de negros ou homens com parentes de primeiro grau que receberam o diagnóstico de câncer de próstata antes dos 65 anos;
* Aos 40 anos, nos casos de risco muito alto: diversos familiares com câncer de próstata diagnosticado antes dos 65 anos.
3) Nos casos em que os níveis de PSA estão abaixo de 2,5 ng/mL, o exame pode ser repetido apenas a cada 2 anos (ao contrário da repetição anual recomendada anteriormente);
4) Quando os níveis estiverem acima desse valor, o exame deve ser anual;
5) Quando o PSA está entre 2,5 e 4,0 ng/mL a conduta deve ser individualizada:
* Indicar biópsia quando houver risco mais alto: ascendência negra, história familiar de câncer de próstata, idade mais avançada e toque retal alterado;
* Biópsia anterior com resultado negativo reduz, mas não elimina, a possibilidade da doença.
6) PSA e toque retal estão associados a resultados falso-negativos e falso-positivos. Os falso-negativos retardam o diagnóstico. Os falso-positivos, encontrados em 23% a 42% dos casos, aumentam os custos, os riscos de procedimentos desnecessários e deixam os pacientes angustiados;
7) Os efeitos adversos da prostatectomia radical incluem complicações cirúrgicas da ordem de 22% nos primeiros 30 dias de pós-operatório, sangramentos, morte em 0,1% a 0,2% dos casos, estreitamentos da uretra e da bexiga em 5% a 14%, incontinência urinária em 12% a 16% e disfunção sexual em 19% a 27%;
8) Os efeitos adversos da radioterapia incluem toxicidade aguda (digestiva e urinária) em 50% dos doentes tratados e toxicidade tardia (digestiva, urinária e disfunção sexual);
9) A estratégia de apenas observar o crescimento nos casos de tumores indolentes pode levar à obstrução das vias urinárias, mas seu impacto na qualidade de vida é desconhecido;
10) O tradicional valor de 4,0 ng/mL para o PSA ainda é considerado como o limite a partir do qual deve ser indicada a biópsia de próstata, apesar de não haver segurança de que esse seja o ponto de corte ideal;
11) Embora o risco de câncer de próstata guarde relação com os valores do PSA, não é possível ter certeza absoluta de que uma biópsia não pudesse detectar a presença de um tumor em fase inicial de crescimento mesmo quando o PSA está abaixo de 2,5 ng/mL.

Como prevenir o câncer de próstata

Publicado em 31 de Jan de 2014 por Leticia Maciel para a Revista Viva Saúde Online 

Quando a doença é descoberta logo no início, há 90% de chances de o paciente se recuperar. Saiba quais são as dicas dos especialistas para prevenir a doença

Texto: Rose Mercatelli/ Foto: Reprodução/ Adaptação: Letícia Maciel 
É importante diminuir a ingestão de bebidas alcóolicas
Foto: Reprodução  
Além dos exames anuais, até o momento não existem maneiras específicas de prevenção eficazes contra o câncer de próstata. Entretanto, os médicos acreditam que a adoção de hábitos saudáveis ajuda a evitar o desenvolvimento de muitas doenças, entre elas, o câncer.
Por isso, é importante:
 Fazer exercícios físicos diários por, no mínimo, 30 minutos.
Deixar de fumar.
Ter uma alimentação rica em vegetais e fibras, legumes, grãos e cereais integrais. Vários estudos demonstram que o consumo de brócolis e couve-flor ajuda na prevenção do câncer de próstata. Outra substância largamente estudada, o licopeno, pigmento que dá cor ao tomate, também é um excelente coadjuvante na prevenção da doença. O selênio, mineral presente nas castanhas de caju e do-pará, promove benefícios para a próstata.
Por outro lado, é recomendado a diminuição do consumo de carnes vermelhas e gordura de origem animal.
Diminuir a ingestão de álcool é importante para manter o corpo saudável.
Revista VivaSaúde Edição 66

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