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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Exercício melhora a atenção.

Publicado em 23 de Jul de 2013 por Ana Paula Ferreira 

Pesquisa conclui que a boa saúde física se relaciona ao melhor funcionamento dos sistemas nervosos autônomo e central. Entenda.

Texto: Romulo Osthues / Foto: Shutterstock / Adaptação: Ana Paula Ferreira
Apesar das conclusões das pesquisas, um dos autores alerta 
que investigações futuras ainda
são necessárias para comprovar as descobertas iniciais. 
Foto: Shutterstock
Cientistas da Universidade de Granada (Espanha) afirmam que é verdade: a boa saúde física se relaciona ao melhor funcionamento dos sistemas nervosos autônomo e central. Aqueles que praticam esportes reagem mais rapidamente a estímulos externos introduzidos aleatoriamente enquanto estão fazendo uma atividade monótona (ação chamada “atenção sustentada”). Ou seja: quanto mais você se exercita no dia a dia, mais concentrado ficará quando estiver participando de uma reunião no trabalho ou prestando atenção em uma aula. “Tanto o resultado fisiológico quanto o comportamental sugerem que o benefício principal derivado de uma boa condição física parecia estar associado ao processo implicado pela atenção sustentada”, afirma Antonio Casado, o principal autor. Ele alerta que investigações futuras ainda são necessárias para comprovar as descobertas iniciais — estas que foram realizadas com 28 homens jovens, entre 17 e 29 anos de idade.

Revista VivaSaúde edição 123

Alimentação e doenças

Pular o café da manhã faz mal ao coração, diz estudo.

Segundo pesquisa americana, homens que não fazem o desejejum regularmente têm um risco maior de infartar ou morrer por doença coronariana.

Homem tomando café-da-manhã
Alimentação: deixar de tomar café da manhã pode ser um hábito ruim para a saúde cardíaca (Thinkstock)

O café da manhã é a refeição mais importante do dia por uma série de motivos — entre eles, por fornecer ao corpo energia suficiente para começar o dia e evitar que uma pessoa tenha muita fome na hora de almoçar e, consequentemente, coma exageradamente. Uma nova pesquisa feita na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, confirma a importância do desjejum ao engrossar a lista de problemas que essa refeição ajuda a evitar. Segundo o estudo, homens que pulam o café da manhã têm 27% mais riscos de infartar ou de sofrer uma doença coronariana fatal.

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DOENÇA CORONARIANA
Também chamada de coronariopatia, é uma doença cardiovascular na qual as artérias coronárias, que levam o sangue ao músculo cardíaco, encontram-se bloqueadas parcial ou completamente. Esse bloqueio é provocado pelo depósito de colesterol e outras gorduras nas paredes das artérias. Atinge os homens, em geral, dez anos mais cedo que as mulheres, que costumam desenvolver a doença após a menopausa. Idade avançada, pertencer ao sexo masculino e ter histórico familiar da doença na família são alguns dos fatores de risco do problema — que também envolvem hábitos de vida, como tabagismo, má alimentação, sedentarismo e obesidade.
De acordo com Leah Cahill, pesquisadora do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública de Harvard e coordenadora do estudo, pular o café da manhã pode levar a um ou mais fatores de risco ao coração, como obesidade, pressão alta e diabetes.
A pesquisa, publicada nesta segunda-feira no periódico Circulation, aplicou, ao longo de 16 anos, vários questionários sobre hábitos alimentares em 26.902 homens de 45 a 82 anos de idade.
Resultados — Ao final do estudo, a equipe descobriu que os participantes que tinham o hábito de pular o desjejum apresentaram um risco 27% maior de infartar ou de morrer em decorrência de uma coronariopatia, em comparação com aqueles que faziam a refeição. De acordo com o levantamento, os homens que não tomavam café da manhã tendiam a ser mais jovens, eram mais propensos a fumar, a trabalhar em período integral, e a ser solteiros e sedentários.
“Não pule o café da manhã. Essa refeição está associada a uma diminuição do risco de ataques cardíacos. Incorporar alimentos saudáveis é uma forma fácil de garantir que a refeição forneça uma quantidade de energia adequada e um equilíbrio de nutrientes saudáveis”, diz Leah. “Adicionar nozes e frutas picadas em uma tigela com cereal integral, por exemplo, é uma ótima maneira de começar o dia.”
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Em Veja Online

ANS autoriza reajuste de 9,04% para planos de saúde.

Reajuste poderá ser cobrado retroativamente, de acordo com data de aniversário do plano; serão afetados 8,4 milhões de beneficiários.

Mulher em consulta no médico ginecologista
Planos de saúde: para o reajuste, a ANS considerou também o impacto de fatores como a utilização dos sessenta novos procedimentos incluídos no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde ao longo de 2012 (Thinkstock)

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou nesta segunda-feira que estão autorizados reajustes de até 9,04% para planos de saúde individuais e familiares. O porcentual, aprovado pelo Ministério da Fazenda, é o teto válido para o período entre maio de 2013 e abril de 2014, e vai afetar os contratos de cerca de 8,4 milhões de beneficiários — que representam 17,6% dos consumidores de planos de assistência médica no Brasil.
As operadoras esperam a autorização do reajuste desde maio. Em março, fontes de seguradoras e operadoras de saúde mostravam preocupação de que a alta da inflação em 2013 pudesse fazer com que a autorização de reajustes nos planos individuais atrasasse. Isso porque a aprovação depende não só da ANS, mas também de um aval do Ministério da Fazenda. Em 2012, já havia ocorrido atraso e a aprovação saiu ao final de junho.
As companhias de saúde estão autorizadas, porém, a cobrar a diferença entre as mensalidades antigas e novas retroativamente, de acordo com a data de aniversário dos contratos. É permitida a cobrança de valor retroativo caso a defasagem entre a aplicação e a data de aniversário seja de, no máximo, quatro meses.
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Reajuste — Diferentemente dos planos coletivos nos quais operadoras negociam preços com empresas contratantes livremente, os planos individuais têm reajuste controlado pela ANS. O porcentual autorizado leva em consideração a média do aplicado pelas operadoras aos planos coletivos com mais de trinta beneficiários. Em nota, a ANS informou que, neste ano, foi considerado também o impacto de fatores externos como a utilização dos sessenta novos procedimentos incluídos no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde ao longo de 2012.
(Com Estadão Conteúdo)

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Adiar a aposentadoria diminui o risco de Alzheimer.

Conclusões de pesquisa francesa mostram que cada ano de trabalho diminui em cerca de 3% o risco de uma pessoa ter demência.

Idosos: Computador pode ser aliado para manter boa saúde mental
Cognição: Quanto mais anos uma pessoa trabalha, menor o seu risco de sofrer alguma demência no futuro (Thinkstock)

Uma nova e extensa pesquisa feita na França fornece ainda mais evidências para a teoria de que devemos colocar o nosso cérebro para trabalhar se não quisermos sofrer com problemas de memória e raciocínio na velhice. Segundo o estudo, pessoas que adiam a aposentadoria têm um risco menor de ter a doença de Alzheimer ou outro tipo de demência ao longo dos anos.

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COGNIÇÃO
Conjunto de processos mentais usados no pensamento, na percepção, na classificação, no reconhecimento, na memória, no juízo, na imaginação e na linguagem. O comprometimento cognitivo é uma das características mais importantes da demência, como na doença de Alzheimer.
De acordo com Carole Dufouil, cientista do Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica da França (Inserm) e coordenadora do estudo, cada ano adicional de trabalho reduz o risco de demência em cerca de 3%. Ou seja, segundo sua pesquisa, um indivíduo que se aposenta aos 65 anos, por exemplo, apresenta uma chance quase 15% menor de ter alguma demência do que uma pessoa que se aposenta aos 60.
Carole apresentou esses resultados nesta semana na conferência da Associação Internacional de Alzheimer, em Boston, nos Estados Unidos. De acordo com ela, esse é o maior estudo já realizado sobre a relação entre tempo de trabalho e risco de demência. A pesquisa foi feita com base nos dados de aproximadamente 429.000 trabalhadores. A idade média dos participantes era de 74 anos e eles haviam se aposentado 12 anos antes, em média.

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A análise não considerou pessoas que desenvolveram demência enquanto trabalhavam – assim, a equipe eliminou a possibilidade de que parte dos participantes pudesse ter se aposentado devido ao problema cognitivo.

Benefícios do trabalho — Para os autores do estudo, essas conclusões fazem sentido, já que trabalhar mantém as pessoas conectadas socialmente, desafia constantemente as suas mentes e diminui a propensão de elas serem sedentárias – fatores conhecidos por prevenir o declínio cognitivo. “Nós não ficamos surpresos com os resultados, mas com a solidez deles”, diz Carole.  Em entrevista à revista Time, ela disse que o seu estudo sugere que “as pessoas devem trabalhar até quando desejarem, porque isso pode provocar benefícios à saúde”.

Em: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/adiar-a-aposentadoria-diminui-o-risco-de-alzheimer

domingo, 21 de julho de 2013

Ministro do TCU ‘rejuvenesce’ dois anos para evitar aposentadoria e presidir corte.

Raimundo Carreiro, que foi secretário-geral do Senado, apresentou registro de 1946 para conseguir o salário integral de aposentado pela Casa; mas, após chegar ao tribunal, foi à Justiça provar que nasceu em 1948, evitando a saída compulsória em 2016.

Fábio Fabrini para o Estadão Online

Nomeado há seis anos para o Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro Raimundo Carreiro envelheceu, sem truque de beleza ou matemática, só quatro de lá para cá. Depois de assumir o cargo, conseguiu na Justiça mudar sua data de nascimento de setembro de 1946 para setembro de 1948 e, assim, esticar em dois anos a permanência na corte, tida como o "céu" de políticos e servidores públicos em fim de carreira.

A manobra adia a aposentadoria do ministro, obrigatória aos 70 de idade, e lhe assegura a posse na presidência do tribunal no biênio 2017-2018, escanteando colegas de plenário.
O comando do TCU é definido anualmente numa eleição pró-forma, que ratifica acordo de cavalheiros previamente costurado. O presidente exerce mandato de um ano, renovado sempre por mais um. Pela tradição, o escolhido é sempre o ministro mais antigo de casa que ainda não exerceu a função. O próximo da fila é Aroldo Cedraz, que tomou posse em janeiro de 2007, dois meses antes de Carreiro, e sucederá a Augusto Nardes no período 2015-2016. Em seguida, será a vez de Carreiro, que, com nova certidão de nascimento, tirou a cadeira de José Múcio Monteiro. "Pode ser consequência (assumir a presidência), mas não que o objetivo seja esse", diz Carreiro.
A decisão que o "rejuvenesceu" foi obtida na Comarca de São Raimundo das Mangabeiras, município do interior do Maranhão em que cresceu, foi vereador e se tornou influente. Para remoçar dois anos, Carreiro mostrou à Justiça certidão de batismo da Igreja de São Domingos do Azeitão, lugarejo vizinho a Benedito Leite, onde veio ao mundo. Preenchido à mão e de difícil leitura, o documento registra o nascimento de "Raimundo", filho de Salustiano e Maria, em 6 de setembro de 1948, e não nos mesmos dia e mês de 1946, como no registro civil original do cartório.
Antes de migrar para o TCU, em março de 2007, Carreiro se aposentou no Legislativo usando a idade antiga, ou seja, aos 60 anos contados de 1946, e salário integral. Deixou a Secretaria-Geral da Mesa do Senado para ser empossado no TCU. A remuneração bruta alcança hoje R$ 44 mil, mas, segundo o Senado, não é paga por causa dos proventos do TCU, não acumuláveis.
Em 2008, já aposentado, Carreiro recorreu à Justiça para "corrigir" a confusão. Desta vez, lhe interessava comprovar a data de nascimento de 1948.
A sentença da Justiça maranhense saiu em março de 2009. Antes de concordar com a troca do registro, o Ministério Público rejeitou duas vezes os documentos juntados por Carreiro. Foi preciso o ministro viajar para São Raimundo e levar à audiência o padre de São Domingos, com livro de batismo e tudo. "Sabe quantos dias ele ficou para dar esse parecer? Contei: 43", recorda Carreiro, reclamando do promotor Cássius Guimarães Chai: "Ele é muito conhecido lá, porque é muito ‘cri-cri’", acrescentou o ministro.
Reforçaram o conjunto probatório os depoimentos da mãe biológica, Maria Pinheiro da Silva, que corroborou a data, e os de dois conhecidos da época de menino. Questionado se o registro de batismo é 100% certo, o padre atual, José Edivânio de Lira, explica: "Aqui é comum dar os dados de cabeça. É um pouco mais preciso, apesar da dúvida".
Origem do problema. Embora nascido nos anos 1940, Carreiro só foi registrado em cartório em junho de 1965, em São Raimundo, o que era comum no passado. Na versão dele, foi por pressão dos políticos da época, interessados em qualificá-lo para votar, que o cartório marcou 18 anos de idade, e não 16. Com a fraude, sustenta, a irmã Floracy passou a ser, no papel, apenas três meses mais velha, ou seja, sem o intervalo de uma gestação. "Ficou por isso mesmo", diz Carreiro. Na ação, ele argumentou que, embora transcorrido tanto tempo, era alvo de chacota dos familiares e, nas consultas médicas, obrigado sempre a reiterar a idade "de fato".
No TCU, a notícia da retificação provocou críticas. "O poder rejuvenesce", ironizou fonte graduada do tribunal. Além de administrar a estrutura da corte, com um orçamento anual de R$ 1,5 bilhão, o presidente não relata e julga processos, cumprindo, a seu critério, agenda recheada de negociações políticas e viagens internacionais.

Um quarto do sódio ingerido no Brasil vem de comida processada.

CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO para a Folha Online

É o sal de cozinha, e não a comida industrializada, a principal fonte de sódio dos brasileiros. Ele responde por 71,5% do total do nutriente ingerido no país.
A conclusão é de estudo da Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação) com base em dados do IBGE de 2008 e 2009, obtido com exclusividade pela Folha. Os resultados têm aval do Ministério da Saúde.
Cada brasileiro consome, em média, 4,46 gramas de sódio por dia-o equivalente a 11,38 gramas de sal. O limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde é menos da metade: 5 g de sal (equivalente a 2 g de sódio).

Editoria de Arte/Folhapress
O nutriente é associado a maior risco de pressão alta e de doença cardiovascular.
Os produtos da indústria responderam por 23,8% do total da ingestão de sódio. "Essa acusação pesada em cima de nós, de que respondíamos por 80% do sódio consumido, se mostrou inverídica. Os dados do IBGE são insuspeitos", afirma Edmundo Klotz, presidente da Abia.
Segundo ele, as constatações do estudo não alteram o acordo com o Ministério da Saúde de reduzir 20.491 toneladas de sódio dos alimentos processados até 2020.
Pelo cronograma, o macarrão instantâneo deve estar hoje com 32,4% a menos de sódio, e a margarina vegetal deve chegar ao fim do próximo ano 57% menos salgada.
Eduardo Nilson, coordenador substituto de alimentos e nutrição do Ministério da Saúde, diz que Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já está recolhendo amostras e verificando rótulos para checar se o acordo está sendo cumprido.
Para o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), as metas estabelecidas são "tímidas", mantendo o consumo de sódio elevado e com pouca alteração do cenário atual do mercado.
Danilo Bandeira/Editoria de Arte/Folhapress
Sophie Deram, nutricionista do ambulatório de obesidade infantil do HC da USP, levanta uma outra questão: alimentos que ficaram fora do acordo, como alguns refrigerantes e sucos diet e light.
"São supostamente saudáveis, mas estão cheios de sal. A indústria baixou os níveis, mas há ainda muito sódio escondido", afirma.
Nilson, do ministério, diz que, em um primeiro momento, houve a necessidade de priorizar alimentos industrializados mais consumidos, mas que outras categorias podem entrar em acordo futuro.
Segundo o estudo da Abia, a maior parte do sódio foi consumida nas residências, sendo 59,7% do sal de cozinha. Outros 11,8% vieram do sal adicionado à alimentação fora de casa.
"Foi uma surpresa a indústria responder só por um quarto do sódio, e o sal de cozinha ser o grande vilão", afirma o endocrinologista Alfredo Halpern, chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do HC.
Na sua opinião, fica evidente a necessidade de campanhas públicas para a redução do sal no preparo e no consumo de alimentos. O ministério diz que já existem campanhas do gênero voltadas para mães e escolares.
"A população tem tendência de colocar muito sal nos alimentos e ainda adicionar mais quando come fora", afirma Sophie Deram, francesa.
Alguns restaurantes de São Paulo já estão retirando o sal da mesa, e só o colocam à pedido do cliente. O advogado Carlos Nunes, 56, diz que se surpreendeu com a novidade em um restaurante do Itaim (zona oeste de São Paulo).
"Colocava sal antes mesmo de experimentar a comida. Agora penso duas vezes."
A região Norte registrou o maior volume de consumo de sódio do país, com 5,41 g por habitante por dia (13,8 g de sal). Só o sal de cozinha respondeu por 10,8 g. Já no Sudeste, os alimentos industrializados foram responsáveis por 29,6% do sódio ingerido.

Surto de meningite atinge gays em Nova York.

JOANA CUNHA
DE NOVA YORK para a Folha Online

Em uma ameaça que faz lembrar o clima da proliferação da Aids nos anos 1980, uma nova onda de contaminação perturba a comunidade gay em Nova York.
Uma sequência de casos de meningite, que já matou sete homens desde 2010, contaminou mais quatro entre janeiro e fevereiro, de acordo com o Departamento de Saúde de Nova York.
Um dos caminhos do contágio, segundo as autoridades de saúde, são os aplicativos de celular usados para marcar encontros entre desconhecidos.
"Recomendamos a vacinação aos homens que tenham contato íntimo regularmente com outros homens por meio de encontros marcados pela internet, aplicativos digitais ou em festas e bares", informou o departamento.


Lançado em 2009, o Grindr é um dos mais populares. Ele oferece ao usuário fotos de rosto ou de corpo dos parceiros disponíveis na região.
Para colaborar com a campanha de prevenção da meningite, o programa deixou mensagens sobre o problema aos usuários em Nova York que acessassem o serviço.
O Scruff, outro aplicativo que oferece esse serviço, também cedeu espaço ao tema.
Aos que pretendem viajar para Nova York e participar da cena gay da cidade, é razoável se vacinar, segundo Demetre Daskalakis, do Centro Médico Langone, da Universidade de Nova York, que visita casas noturnas para aplicar as doses em interessados durante as festas.
O laboratório do departamento de saúde detectou que a meningite é bacteriana do grupo C. Há indicadores de que a variedade em circulação agora é uma alteração de outra existente em Nova York pelo menos desde 2003.
Reflexões sobre o motivo pelo qual só homens gays tenham sido contaminados são tratadas com cautela pelo receio de soarem homofóbicas.
"Não é promiscuidade, é concentração. Eles vão a bares para esse público e são uma comunidade relativamente fechada. A doença circula entre eles", disse Albert Levy, professor do New York Medical College.
Não é preciso fazer sexo para pegar meningite. Um cigarro compartilhado, um drinque ou um beijo podem levar ao contágio. A doença pode ser fatal se não for tratada rapidamente. Febre alta, dor de cabeça e pescoço rígido são alguns dos sintomas que podem aparecer entre dois e dez dias após a exposição.

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