Seja bem-vindo para conhecer e aprender. Hoje é

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Servos e servidores

Publicidade para a Folha Online
 
Desde o surgimento do controle remoto, o poder editorial vem se transferindo para o usuário. Internet, smartphones, tablets e redes sociais criaram um mundo em que praticamente tudo é personalizado.
Há um componente vicioso, quase pornográfico-masturbatório, nesse controle. Caminha-se para o dia em que cada residência terá um conjunto de escravos digitais dispostos a fazer de tudo para divertir, tranquilizar, excitar ou alienar seus donos, por mais bizarros que sejam os anseios.

Cartunista Alpino

Mas quem é realmente o submisso na relação? É cada vez mais comum ver pessoas "viciadas" em coisas, com cara e jeito de "junkie", aprisionadas aos seus tamagochis, incapazes de abandoná-los, em uma relação que beira a dependência. Não é curioso que as chamemos de usuários?
As queixas de quem prejudica trabalho, família ou vida social para ficar mais tempo conectado são típicas: desejam sinceramente abandoná-las por um tempo ou reduzir seu uso, mas quase nenhum consegue. Afastados, muitos mostram ansiedade e sintomas de abstinência.
Redes de relacionamento, comércio eletrônico, jogos, compartilhamento e outros opiáceos sociais fazem cada vez mais parte da vida cotidiana. Se não houver um equilíbrio em seu uso, o envolvimento pode alterar a noção de identidade.
Espelho photoshopado da realidade, a personalidade digital interfere cada vez mais na pessoa que deveria refletir. Aperfeiçoado pelo avatar, é tentador confundir as fronteiras entre o papel que se representa e quem se é. Chega-se a um extremo de, como um retrato invertido de Dorian Gray, coisas horrorosas serem feitas por perfis impecáveis.
Delírios de grandeza, morbidez, crueldade e outras perversões cada vez mais comuns no mundo digital dão a impressão de que ele está mais para "oeste selvagem" do que para utopia.
Não é raro quem se comporte como se a internet funcionasse além dos limites históricos, econômicos, racionais e jurídicos.
Da mesma forma que os espelhinhos dados aos índios por seus conquistadores, muitos desses novos ambientes de relacionamento dão a ilusão de poder, à medida que aumentam a submissão, criando uma espécie de simbiose entre o usuário e seu fornecedor de alegria transitória.
Em 1936, o filósofo Walter Benjamin alertava para o perigo de que a reprodução tecnológica criasse uma impaciência que acabaria por destruir a "aura" da arte e eliminar a humildade necessária para compreendê-la. Ele não imaginou que essa deferência fosse transferida do quadro para a moldura que o abriga.
Ao cultuar as redes e os dispositivos tecnológicos em vez do conteúdo que abrigam, qualquer aura mística é redirecionada para os aparelhos e os aplicativos. Esse novo ritual não tem nada de arte nem de religião -é puro fetiche. Seu uso não encoraja o conhecimento nem estimula a descoberta. Pelo contrário, fixa suas vítimas a objetos e as escraviza.
Revoltado com o excesso de ordem e de controle da sociedade do "Admirável Mundo Novo", um de seus personagens desabafa sua insatisfação com o mundo hermeticamente limpo: "Não quero conforto. Quero a poesia, quero o perigo real, quero a liberdade, quero a bondade, quero o pecado", resumindo a fascinante complicação que nos torna demasiadamente humanos.

Luli Radfahrer é professor-doutor de Comunicação Digital da ECA (Escola de Comunicações e Artes) da USP há 19 anos. Trabalha com internet desde 1994 e já foi diretor de algumas das maiores agências de publicidade do país. Hoje é consultor em inovação digital, com clientes no Brasil, EUA, Europa e Oriente Médio. Autor do livro "Enciclopédia da Nuvem", em que analisa 550 ferramentas e serviços digitais para empresas. Mantém o blog www.luli.com.br, em que discute e analisa as principais tendências da tecnologia. Escreve a cada duas semanas na versão impressa de "Tec" e no site da Folha.

Segurança é primordial, mas muita coisa ainda tem que mudar.

Policiais de SP recebiam até R$ 300 mil do tráfico, diz investigação.

 
DE SÃO PAULO para a Folha Online

A investigação desencadeada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Corregedoria da Polícia Civil apontam que policiais envolvidos com o tráfico de drogas recebiam entre R$ 200 mil a R$ 300 mil anualmente para passar informações para as quadrilhas dos traficantes.
O grupo ainda recebia uma quantia mensal que ainda está sendo averiguada pela polícia. Ao todo, 13 mandados de prisão foram expedidos contra os policiais envolvidos, mas apenas sete foram cumpridos até a tarde de hoje. Entre os presos, estão dois delegados.
O chefe do setor de inteligência do Denarc (departamento de narcóticos), Clemente Castilhone Junior, está entre os presos. O advogado dele, João Batista Augusto Júnior, afirmou que seu cliente não tem envolvimento com os crimes que estão sendo investigados. No entanto, ele não teve acesso ao processo e não quis dar mais informações sobre o caso.
A operação de hoje é resultado de uma investigação iniciada em outubro do ano passado, contra o Wanderson Nilton Paula Lima, o Andinho, preso desde 2002. Ele está atualmente na penitenciária 2 de Presidente Venceslau, mas, segundo as investigações, ainda comanda o tráfico na região de Campinas (a 93 km de São Paulo).
Escutas telefônicas usadas durante as investigações, levaram à identificação dos policiais envolvidos. Eles são investigado por formação de quadrilha armada, extorsão, extorsão mediante sequestro e corrupção. Parte dos policiais detidos durante a operação de hoje, no entanto, não pertenceria à quadrilha, mas vazou informação da ação desencadeada para a prisão dos suspeitos.
Os investigadores, coordenados pelo Gaeco (grupo de promotores que investiga o crime organizado) de Campinas, também cumpriram dois mandados de busca e apreensão no Denarc e em no 10º DP de Campinas.

Médicos X Estrutura X população

Número de médicos não segue crescimento de infraestrutura de saúde.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, nos últimos cinco anos, total de equipamentos teve alta de 72,3%, leitos subiram 17,3% e unidades de atendimento, 44,5%, enquanto a oferta de profissionais cresceu apenas 13,4%; entidades de classe discordam.

13 de julho de 2013 | 16h 18


Bruno Deiro e Rodrigo Burgarelli - O Estado de S.Paulo Online
Nos últimos cinco anos, a infraestrutura de saúde no Brasil cresceu em ritmo mais acelerado do que o número de médicos que atendem a população. No período, o total de equipamentos de saúde registrados pelo governo federal teve alta de 72,3%. O número de leitos hospitalares subiu 17,3% e o de estabelecimentos de saúde, 44,5% no Brasil. A oferta de médicos, porém, cresceu apenas 13,4% - ou seja, menos do que os principais índices de infraestrutura de saúde.
Os dados dizem respeito às redes pública e privada e foram compilados pela reportagem com base no sistema DataSUS, banco de dados oficial do Ministério da Saúde que contém as informações de todos os estabelecimentos registrados no órgão, como hospitais, consultórios, clínicas e postos de saúde. Entre os equipamentos relacionados no levantamento, constam qualquer tipo de aparelho de saúde existente nos locais, como raio X e endoscópio.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os números mostram que a falta de médicos é hoje o principal gargalo para que várias novas unidades de saúde comecem a funcionar. "No começo do ano, fizemos uma chamada nacional para médicos brasileiros irem para a periferia das grandes cidades e para o interior. Havia 13 mil vagas em unidades de saúde já estruturadas, mas faltavam médicos para abrir. E foram obtidos apenas 4 mil profissionais", afirmou Padilha ao Estado.
Os números do DataSUS mostram que, de fato, os equipamentos de saúde continuam concentrados nos Estados mais ricos - São Paulo, por exemplo, tem três vezes mais equipamentos por habitante do que o Maranhão. Entretanto, os locais onde houve o maior crescimento nos equipamentos de saúde registrados pelo DataSUS foram os Estados do Norte - Roraima, Rondônia, Acre e Pará mais do que dobraram a quantidade de aparelhos desde 2008.
Como esses são os locais em que hoje há um menor número de médicos, é na Região Norte que há mais equipamentos por profissional. Isso, entretanto, não significa que não falte infraestrutura nesses locais. Já em cidades como São Gonçalo do Rio Baixo, a 84 km de Belo Horizonte (MG), apesar do programa de médico de família, moradores precisam viajar para ir a um hospital.
Críticas. As entidades médicas, no entanto, defendem que não há falta de profissionais. O principal problema, segundo os representantes de classe, é a falta de uma carreira estruturada para os médicos na rede pública, além da necessidade de melhoria nas condições de trabalho nos locais mais remotos.
Cid Célio Jayme Carvalhaes, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), afirmou que o aumento numérico verificado não significa uma infraestrutura mais desenvolvida nessas regiões. "Um dos principais problemas, que vale tanto para número de médicos quanto para a estrutura, é a distribuição desigual", disse. "Os hospitais entre a região da Avenida Paulista até o Jabaquara têm mais tomógrafos do que a França inteira. Enquanto isso, em alguns bairros na zona leste da cidade não há nenhum."
O dirigente, um dos líderes do protesto realizado por associações médicas que reuniu cerca de 5 mil em São Paulo no dia 3, manteve a posição da entidade de que o problema não é a carência de médicos. "Quase um terço dos médicos do País está em São Paulo, e isso não garante a qualidade de atendimento no Estado", afirmou Carvalhaes.
Para o dirigente, a grande diferença entre o crescimento no número de equipamentos disponíveis e o de novos profissionais não sugere que haja um excedente de estrutura parada. "O aumento impressionante no número de equipamentos revela apenas uma maior exploração comercial em lugares onde já há atendimento."
Cidade no Pará tem apenas 1 médico para 29 mil pessoas
Gurupá, no Pará, é a cidade brasileira que registra o menor número de médicos por habitantes do País, segundo o DataSUS. Apenas um médico atende no município, que tem cerca de 29 mil habitantes. Uma cidade no interior de São Paulo revela o tamanho da disparidade regional - Águas de São Pedro tem uma população dez vezes menor do que Gurupá, mas 15 médicos para atendê-la. O município com mais médicos por habitante é Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Lá, há um profissional para cada 176 moradores. A média brasileira é de um médico para cada 658 habitantes. / R.B.

Breves comentários:

Rapaz...veja que coisa...todos sabemos que a estrutura do SUS é precaríssima, números são coisas estáticas e a realidade é mais cruel do que isto nos mostra. Para comprovarmos isto é só irmos a vários postos de saúde nas periferias das grandes cidades, e olha que nem estou falando das inúmeras cidades do interior deste país.
Sabemos que o povo sofre para marcar consultas, para fazer exames é uma eternidade, cirurgias então...ufa..loucura, faltam médicos qualificados, que estejam bem dispostos a realmente trabalharem, e para tanto têm que ter boas remunerações, mas também serem mais presos aos respectivos bairros, municípios, estados, pois os médicos também gostam de mordomias das grandes cidades.
Lógico que o tema é polêmico, afinal o contaponto de que estamos carecas de saber que há muitos profissionais que atendem seus pacientes como números para alcançarem a meta daquele posto, sem o mínimo necessário, ou seja, o tal do atendimento humanizado, médicos que sempre querem ganhar salários exorbitantes sem muito desgaste, ou seja, o amor à profissão está cada vez mais ficando mercantilizado. Agora, bem verdade é que não podemos generalizar, pois muitos profissionais gostam do que fazem e procuram fazê-lo da melhor forma possível, e por muitas vezes, mesmo em grandes centros, esbarram em falta de tudo - infraestrutura, medicamentos, exames básicos, aparelhagem básica, materiais insumos básicos, etc, e isto somado ao excesso de pessoas (por uma falta de política de saúde e quantitativo de hospitais) a serem atendidas, e à falta de muitos médicos (especialistas pelo menos), surge então o caos atual.
A ideia de aplicar o revalida já nos últimos anos acadêmicos é muito boa, pois outro batente é o número cada vez mais elevado de faculdades de medicina, onde, sem o devido controle, formam, por vezes, profissionais não tão qualificados e preparados como se deviam, aumentando vertiginosamente os casos de erros e problemas médicos de todas as esferas, que podem gerar pequenos contratempos ou óbitos. Na mesma toada a ideia de aumentar o tempo especialmente das residências é primordial, pois a prática acompanhada é importante (desde que realmente acompanhada e não substituída), especialmente em hospitais públicos e na própria localidade do formando.
Qualificar melhor os profissionais em geral (médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, odontólogos, etc) é fundamental, assim como melhorar o quantitativo per capta, a distribuição equitativa, as especializações, planos de carreira bem estruturados, jornadas compatíveis, incentivos à pesquisa, melhorar e ampliar as infraestruturas, distibuindo-as equitativa e proporcionalmente, controle e fiscalizações sérios dos Ógãos competentes do Governo, entre outros, são pontos a serem buscados para que saiamos deste abismo propiciado também pela pressão dos grandes empresários da área particular, pois igual aos da educação, vivemos um momento diverso de antigamente, ou seja, já nascemos com a ideia premissa de que o serviço particular é o melhor e está tudo bem.

sábado, 13 de julho de 2013

Brasil vai testar implementação de terapia que evita infecção por HIV.


 
DE SÃO PAULO
Uma pesquisa coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz vai avaliar uma forma de implementar no país o uso do medicamento antirretroviral Truvada como forma de evitar a transmissão do HIV em populações mais vulneráveis.
Serão recrutados, a partir do fim de agosto, 400 homens que fazem sexo com homens: 200 no Rio e 200 em São Paulo. O estudo será feito em parceria com a Faculdade de Medicina da USP e o Centro de Referência e Treinamento DST/Aids de São Paulo.
De acordo com a infectologista Brenda Hoagland, que coordena o estudo na Fiocruz, o medicamento será fornecido aos voluntários por um ano.
A eficácia e a segurança do Truvada para evitar a infecção por HIV já foi demonstrada. Um estudo multicêntrico cujos resultados foram publicados em 2010 e no qual houve participação de voluntários do Brasil, mostrou que a terapia reduziu o risco de infecção em até 94,9%. A pesquisa incluiu 2.499 homens em 11 centros de estudo.
Uso profilático de antirretroviral diminui infecção por HIV em até 94,9%
O objetivo agora, diz Hoagland, é avaliar, numa situação de vida real, como seria a melhor forma de implementar o uso da droga como profilaxia. "Já sabemos que o remédio é eficaz. Queremos demonstrar na realidade do Brasil como oferecer essa profilaxia."
É preciso ver, por exemplo, se os pacientes vão usar o medicamento todos os dias conforme o indicado. Uma falha na administração do remédio pode deixá-los mais vulneráveis à infecção, por exemplo. O melhor local para distribuição dos comprimidos também precisa ser avaliado, segundo a infectologista.
Um risco do uso profilático do antirretroviral é o caso de um paciente se tornar soropositivo durante o uso do remédio e descobrir só mais tarde. Quando ele der início ao tratamento antirretroviral, poderá já ter começado a desenvolver resistência ao tratamento.
No ano passado, a FDA (agência reguladora de medicamentos nos EUA) aprovou a indicação do Truvada como terapia profilática contra o HIV.
EUA aprovam remédio que evita infecção por HIV
No Brasil, no entanto, o remédio ainda só tem aprovação como terapia para quem já está infectado, o que precisaria mudar para que ele fosse adotado como terapia profilática. O antirretroviral, que combina as substâncias tenofovir e a emtricitabina, também não é distribuído aos soropositivos na rede pública no Brasil.
A pesquisadora da Fiocruz diz que as conclusões do estudo que começa agora, esperadas para 2016, devem ajudar o governo a embasar sua decisão sobre a adoção dessa terapia.
Para o infectologista Caio Rosenthal, do Instituto Emílio Ribas, a terapia preventiva é um dos caminhos para que a transmissão do HIV acabe. "Se todos com HIV estiverem em tratamento, com carga viral indetectável, e quem estiver em risco se proteger, não vai haver hospedeiro para o vírus."
A terapia profilática não substitui o uso da camisinha.

Em http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/07/1306911-brasil-vai-testar-implementacao-de-terapia-que-evita-infeccao-por-hiv.shtml

Série de exercícios intensos seduz com ideia de boa forma em sete minutos.


RODOLFO LUCENA
DE SÃO PAULO para a Folha Online

Conquistar o máximo de resultado com o mínimo de investimento é o sedutor apelo de uma série de exercícios que vem ganhando fama na internet recentemente.
Trata-se de um programa desenvolvido por dois especialistas em treinamento do Human Performance Institute, de Orlando (EUA), voltado para quem tem pouco tempo e não está disposto a investir em academia nem em equipamentos de exercício.
Depois de analisarem uma série de estudos sobre treinamento e boa forma, Brett Klika e Chris Jordan publicaram na edição de maio/junho da revista técnica "Health & Fitness Journal" um artigo apresentando um tipo de treinamento de "alta intensidade" com "uso do peso corporal".
Além de explicar a base científica do plano, o estudo propõe combinar exercícios aeróbicos (como corrida no lugar) com exercícios de resistência/força (como flexão de braço). Cada um é realizado por 30 segundos, em alta intensidade (tentando o máximo possível de repetições), e o intervalo de recuperação é de apenas 10 segundos.
Noves fora, o pacote todo dura apenas "aproximadamente sete minutos", conforme o texto descreve. O circuito pode ser repetido duas ou três vezes, dependendo do condicionamento do atleta e do tempo disponível.
Foi o que bastou para ser apelidado de "treino científico de 7 minutos" em texto no "New York Times" e, a partir dali, em uma fieira de lugares, do internético "Huffington Post" ao britânico "Daily Mail", e em publicações especializadas em boa forma.
Há vídeos gratuitos mostrando como executar a série e aplicativos com cronômetros digitais para monitorar a execução da tarefa.
Não se trata, porém, de uma série para prover força ou resistência específica para um esporte, destacam os autores: "Esse tipo de programa oferece uma boa opção para ajudar pessoas ocupadas a melhorar a saúde e enfrentar o estresse".
Monitorado pela treinadora Vivian Casagrande, 37, mestre em bioquímica do exercício pela Universidade de São Paulo, testei o pacote. Para garantir que eu fizesse os exercícios o mais rápido possível, Casagrande cronometrava as sequências e, nos intervalos, me avisava qual seria o exercício seguinte.
A primeira constatação: não é um circuito de apenas sete minutos. O tempo mínimo, no papel, é de sete minutos e 50 segundos, mas basta piscar ou pensar na morte da bezerra para que a transição dure mais que dez segundos.
Levei dez minutos e 20 segundos para completar a sequência, sem conseguir uma boa execução. Isso porque a série inclui alguns exercícios unilaterais; devem ser executados uma vez com cada perna, o que aumenta o tempo do circuito.
CONTRAINDICAÇÕES
Mesmo assim, entrar em forma com um programa de exercícios de menos de 15 minutos que não custa nada é altamente sedutor. Há, porém, diversas contraindicações, como assinalam os criadores do circuito: "É preciso cuidado ao propor treinamento de alta intensidade para pessoas mais velhas ou obesas, candidatos destreinados, com lesões anteriores ou problemas de saúde; os exercícios isométricos não são recomendados para quem tem hipertensão ou problemas cardíacos".
Para Casagrande, os exercícios, "são muito complexos para serem feitos sem orientação e supervisão". No teste, por exemplo, tive trabalho para fazer direito o exercício que combina flexão de braço e rotação do corpo.
O próprios autores alertam: "Ao tentar fazer tudo da forma mais rápida possível, o aluno corre o risco de fazer os exercícios de forma inadequada, aumentando a chance de lesão". De um jeito ou de outro terminei a série com os músculos pulsando, o corpo suado e a boa sensação de ter o dever cumprido.

Demétrius Daffara /Editoria de Arte/Folhapress

Pacotes bancários têm alta de 111% em 5 anos.

Publicidade
 
DO "AGORA"
Em cinco anos, o preço dos pacotes de serviços bancários aumentou até 111%, percentual muito acima da inflação do mesmo período.
A alta foi identificada na comparação entre os mesmos pacotes dos bancos em 2008 e 2013. Sem a inflação do período, o aumento é de 79%.
Levantamento do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) analisou 14 cestas de serviços vendidos em 2008 e 2013 e apontou que seis deles tiveram alta, entre 38% e 111%, enquanto a inflação foi de 32,34%. Só dois pacotes tiveram redução de 14% e 21%.
A pesquisa foi feita com os seis maiores bancos do país, com mais de um milhão de clientes. Em maio de 2013, o número de pacotes de tarifas disponíveis passou de 35 para 78.
Segundo a pesquisa, desde 2008, muitos pacotes foram substituídos e o valor cobrado aumentou consideravelmente.
Há cinco anos, as instituições ofertavam em média seis pacotes de tarifas, incluindo universitários e contas eletrônicas. O preço médio das opções básicas era de R$ 9,57 e o pacote com o maior valor era de R$ 30,53.

Editoria de Arte/Folhapress
RESPOSTA
O Itaú disse que busca manter a melhor relação custo-benefício para o cliente e que, desde 2000, tem extrato detalhado com a quantidade de serviços utilizados e contratados.
O Bradesco informa que algumas tarifas foram realinhadas em função de aumento dos custos operacionais.
O Santander disse que, nos últimos cinco anos, os pacotes passaram por modificações para respeitar e atender às novas necessidades.
O Banco do Brasil disse que tem um extrato de serviços que permite a consulta de tarifas usadas e a utilização do pacote de serviço. Os demais não responderam.
(JULIANO MOREIRA)

Em: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/07/1310050-pacotes-bancarios-tem-alta-de-111-em-5-anos.shtml 

Após TelexFREE e BBom, mais 16 empresas são investigadas.

  • Todas são suspeitas de atuar em esquemas de pirâmide financeira
Daiane Costa 
Luiza Xavier
Luciana Casemiro
Publicado:
Atualizado:

Consumidor deve desconfiar de ganhos altos e rápidos, proporcionais à entrada de novas pessoas no grupo, diz Ministério da Justiça
Foto: Adriano Machado / Bloomberg
Consumidor deve desconfiar de ganhos altos e rápidos, proporcionais à entrada de novas pessoas no grupo, diz Ministério da Justiça Adriano Machado / Bloomberg
RIO — Uma força-tarefa de promotores e procuradores do Ministério Público Federal e Estaduais de todo o Brasil investiga outras 16 empresas suspeitas de prática de crime financeiro, além de TelexFREEe e BBom, que já tiveram as atividades suspensas e os bens bloqueados pela Justiça. De acordo com a procuradora da República em Goiás, Mariane Guimarães Oliveira, os nomes das companhias, que atuam em todo o país, serão preservados até que as investigações sejam concluídas:
— Enquanto não soubermos quais empresas são legais, peço aos consumidores que não saiam investindo em marcas que não conhecem. E, ao receber alguma tipo de oferta para se tornar divulgador, que busque informações sobre a empresa em órgãos de defesa do consumidor.
A Justiça Federal em Goiás também apura se a BBom tem negócios com a TelexFREE, a partir de investigação da Polícia Federal que aponta indícios de que as duas pirâmides realizaram transações com pessoas em comum e de que a BBom recebeu dinheiro da TelexFREE.
A BBom está com os bens bloqueados desde quarta-feira passada, quando a Justiça Federal em Goiás acatou o pedido para bloqueio dos bens da empresa Embrasystem (que usa os nomes fantasias Unepxmil e BBom), em ação cautelar movida por dois procuradores e um promotor. De acordo com a investigação, até o fim do ano passado, antes da criação da BBom, as empresas do grupo não movimentavam mais que R$ 300 mil por ano. Em pouco mais de seis meses, o fluxo financeiro cresceu mais de 300%. Estão bloqueados mais de cem veículos, além de R$ 300 milhões em contas do grupo.
Empresas negam ligação
No caso da BBom, o produto que supostamente sustentava o negócio é um rastreador de veículo. Como em outros casos emblemáticos de pirâmide financeira, o produto serve como isca para recrutar novos associados. Os interessados associavam-se mediante pagamento de taxa de cadastro de R$ 60 e de um valor de adesão que variava entre R$ 600 e R$ 3 mil. Além disso, os associados tinham que atrair novos integrantes e pagar uma taxa de R$ 80 por 36 meses. O mecanismo de bonificação aos associados era calculado sobre as novas adesões. Quanto mais gente aderia à rede, maior a premiação prometida.
A TelexFREE está com as atividades suspensas desde o último 18 de junho, por determinação da juíza Thaís Khalil, do Tribunal de Justiça do Acre, estado no qual possuía uma grande rede dos chamados divulgadores. A partir da decisão, a empresa não pode mais cadastrar novos associados, nem pagar os já cadastrados. A TelexFREE também está sendo investigada pelo o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça (MJ), que instaurou processo administrativo contra a empresa por indícios de formação de pirâmide financeira e ofensa ao Código de Defesa do Consumidor. Nessa semana, o MJ determinou à Polícia Federal abertura de inquérito para apuração de eventuais crimes.
— O consumidor deve desconfiar de ganhos altos e rápidos, proporcionais à entrada de novas pessoas no grupo — ressalta Amaury Oliva, diretor do DPDC.
Horst Vilmar Fuchs, um dos dez advogados da TelexFREE, informou que a empresa está tomando “diversas medidas” para recuperar o direito de atuar no país. E negou qualquer relação com a BBom:
— Não vão encontrar prova da existência dessa ligação. Podem vasculhar todas as contas.
Por meio de nota, a BBom garantiu ser uma empresa lícita e negou ter negócios com a TelexFREE. Disse ainda que já deslocou equipe jurídica a Goiás para apresentar defesa e pedir a cassação da decisão de bloqueio das contas e bens da empresa.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/defesa-do-consumidor/apos-telexfree-bbom-mais-16-empresas-sao-investigadas-9023409#ixzz2YyVdFi65
© 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Quer ver algo?