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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Coisa de pele


Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
 
O vice-presidente da República e presidente de honra (?) do PMDB, Michel Temer, nesta semana falou para todo mundo ouvir que processos, denúncias e suspeições não afetam a credibilidade de Renan Calheiros como candidato à presidência do Senado.

Candidatura esta, diga-se, até agora presumida por clandestina.

Temer disse mesmo acreditar que Calheiros fará uma gestão "belíssima", da qual sairá enaltecido, redimido de todos os pecados caso se conduza de maneira "correta, adequada".

Isso em público, situação em que não traduz o que entende por correção e adequação.

No particular, contudo, o vice-presidente tem sido mais claro sobre as razões pelas quais, na sua visão, o companheiro de partido vai se cobrir de glórias apesar de todos os pesares.

O êxito, segundo argumenta para desestimular candidaturas alternativas tanto no Senado quanto na Câmara onde o atual líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, carrega passivo semelhante, decorrerá justamente dos pesares.

Na interpretação dele, exposta em conversas cujos interlocutores pedem reserva para não entrar em atrito com Temer, as denúncias não os prejudicam. Internamente, ao contrário, criam uma espécie de identificação com os que vivem ou poderiam vir a viver situações parecidas.

Ou seja, a maioria estaria disposta a eleger representantes que conhecem e sentem na pele "o problema". Assim, teriam mais chance de ser "compreendidos" quando, e se, a adversidade batesse à porta.

Os presidentes da Câmara e do Senado, como se sabe, têm um poder enorme. Podem influenciar na criação de CPIs, na abertura de processos por quebra de decoro, funcionar como advogados de defesa de seus pares junto à opinião pública e dar por encerrados assuntos inconvenientes.

Por essas e várias outras, o prestígio da presidente da República e do Supremo está nas alturas enquanto o Legislativo se afunda na má fama.

Primeira pedra. O colégio de líderes partidários para a sessão legislativa que se inicia em fevereiro não será composto, como na passada, de ilustres desconhecidos. Deve ter Anthony Garotinho no comando do PR, Eduardo Cunha à frente do PMDB e José Guimarães (ex-chefe do assessor flagrado em aeroporto com dólares escondidos na roupa de baixo) na liderança do PT. A notoriedade das excelências não decorre de imaculada reputação, é fato. Mas, moral para criticá-los quem há de ter?

Se a dita maior liderança política de todos os tempos apadrinha gente infratora (de Rose a ministros demitidos por envolvimento em denúncias), tenta induzir voto de ministro do STF, acha que os condenados do mensalão "não têm do que se envergonhar", a trinca acima citada está dentro do padrão e, portanto, apta para liderar.

União estável. As invasões dos sem terra já não alcançam a repercussão de antes nem causam grandes preocupações. Basta ver a reação à ocupação das dependências do Instituto Lula, em São Paulo, para reivindicar qualquer coisa em busca de um protagonismo há muito perdido.

Assessores mandaram dizer que o ex-presidente ficou "chateado", quando seria de se esperar algo mais por se tratar de flagrante atentado à lei.

Mas, aceitemos que tal indiferença seja proposital para evidenciar a perda de importância dos atos da turma de Stédile e companhia. O governo do PT, em seu descaso para com atos dessa natureza conseguiu esvaziar o movimento.

Consolidou, contudo, duas situações nefastas: os danos concretos aos donos de propriedades invadidas - cujos prejuízos vão mais além da mera "chateação" -_ e a legalização da ilegalidade.

Google divulga relatório de transparência

Por Anna Carolina Papp

No segundo semestre de 2012, a empresa recebeu mais de 21 mil pedidos de dados de usuários; Brasil fica 6º, com  1.211 pedidos

SÃO PAULO – Entre julho e dezembro do ano passado, vários governos do mundo solicitaram ao Google informações sobre seus usuários 21.389 vezes – um aumento de 70% em comparação a 2009. Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 23, no relatório de transparência da empresa.
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Desta vez, o Brasil foi o sexto no ranking, com 1.211 solicitações – sendo 66% delas atendidas de forma parcial ou integral. Foi uma pequena diminuição em relação ao semestre anterior, em que o Brasil enviou ao Google 1.566 solicitações e foi o terceiro país que mais pediu dados de usuários à empresa. No segundo semestre de 2009, o Brasil havia ficado com o primeiro lugar, com 3.663 pedidos.
Os Estados Unidos, com 8.438 pedidos, estão no topo do ranking desde o primeiro semestre de 2010. Lá esse tipo de ação é mais frequente devido a recursos legais de notificação extra-judicial, que permitem que agências  solicitem dados de usuários sem envolver a Justiça.
Segundo o relatório do Google, 68 % das solicitações dos Estados no último semestre foram feitas por meio deste recurso, sendo apenas 22% delas decorrentes de pedido judicial, com base em “causa provável”.
Google Transparency screenshot
Mais transparência. “Esperamos que mais empresas e governos se juntem a nós neste esforço de divulgação de dados similares”, diz o relatório. O Google já fez apelos como este anteriormente, mas, até agora, apenas o Twitter teve uma iniciativa parecida, divulgando o seu primeiro relatório de transparência em julho do ano passado.
O Facebook, no entanto, ainda não publicou divulgou nenhum relatório similar. Sobre a questão, a empresa afirmou:
“Nós não temos nenhum plano imediato de divulgar um relatório; no entanto, temos trabalhado diligentemente em ferramentas significativas de transparência, como ‘Diretrizes para a aplicação da lei’ no ‘Centro de Ajuda’ e nosso trabalho [...] para garantir a privacidade de nossos usuários. Enquanto continuamos a avaliar nossos planos nesta área, dedicamos nossos esforços para cada pedido de auditoria que recebemos a fim de garantir o estrito cumprimento da lei.” (mais informações aqui)
O Google divulga os pedidos de remoção de conteúdo separadamente. Em 2012, foram mais de 50 milhões de solicitações.
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Leia mais:
• Twitter lança relatório de transparência
• Remoção sem volta


Em http://blogs.estadao.com.br/link/google-divulga-novo-relatorio-de-transparencia/

Nove franquias que custam o mesmo ou menos que um carro popular.

Opções custam até R$ 30 mil, mas especialista recomenda cuidados na escolha do negócio
ESTADÃO PME


Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão
 
Consultor afirma que franqueado precisa ‘se apaixonar’ pelo dia a dia da operação do negócio
O setor de franquias segue em constante crescimento e desperta o interesse de quem tem planos de empreender. Mas se o problema está no valor do investimento inicial, o Estadão PME listou nove redes que propõem um investimento de até R$ 30 mil, o valor de um carro popular. Vale lembrar que o interessado deve levar em conta que há sempre a taxa de franquia a ser quitada pelo futuro empresário.

Mas antes de escolher o negócio, o empreendedor precisa ter certeza que realmente se trata do negócio ideal. Para chegar a essa certeza, os especialistas aconselham a visitar outras franquias, conhecer a operação e conversar com outros franqueados antes de assinar o contrato. Também é importante se informar sobre as regras do franchising para conhecer os direitos e deveres do franqueado.
De acordo com Luis Henrique Stockler, sócio-diretor da consultoria ba}Stockler, especializada no segmento, o franqueado precisa ‘se apaixonar’ pelo dia a dia da operação e não apenas pelo produto que o negócio vende para o consumidor. A situação é essencial para o sucesso da franquia.

:: Confira nove negócios que exigem investimento de até R$ 30 mil ::
BagNews - A sacola é uma embalagem reciclável e funciona como um veículo de propaganda
Faturamento médio mensal: R$ 20 mil
Taxa de franquia: R$ 10 mil a R$ 16 mil
Taxa de implantação: R$ 13 mil
Investimento: R$ 23 mil a R$ 29 mil
Site: www.bagnews.com.br
The Kids Club - Inglês para crianças a partir de 2 anos
Faturamento médio mensal: R$ 5 mil
Taxa de franquia: R$ 14 mil
Capital de giro: R$ 2 mil a R$ 5 mil
Investimento: R$ 16 mil a R$ 19 mil
Site: www.thekidsclub.com.br
Home Angels - A rede  foi criada para prestar assistência emocional e física para idosos
Faturamento médio mensal: R$ 14,7 mil
Taxa de franquia: R$ 15 mil a R$ 25 mil
Taxa de implantação: R$ 1,5 mil a R$ 3 mil
Capital de giro: R$ 1 mil a R$ 2 mil
Investimento: R$ 17,5 mil a R$ 30 mil
Site: www.homeangels.com.br
Mr. Kids - Empresa especializada na venda de produtos infantis através de vending machines
Faturamento médio mensal: R$ 4.320
Taxa de franquia: R$ 5 mil
Taxa de implantação: R$ 8.960
Capital de giro: R$ 1 mil
Investimento: R$ 14.960
Site: www.mrkids.com.br
Dr. Jardim - Franquia de manutenção de piscinas e jardins
Faturamento médio mensal: R$ 13,7 mil
Taxa de franquia: R$ 10 mil a R$ 15 mil
Taxa de implantação: R$ 1,5 mil a R$ 3 mil
Capital de giro: R$ 1 mil a R$ 2 mil
Investimento: R$ 12,5 mil a R$ 20 mil
Site: www.drjardim.com.br
Seu Professor - é um sistema que auxilia no aprendizado escolar e na resolução de dúvidas do Ensino Médio ou Fundamental
Faturamento médio mensal: R$ 25 mil
Taxa de franquia: R$ 12 mil
Capital de giro: R$ 2 mil a R$ 4 mil
Investimento: R$ 14 mil a R$ 16 mil
Site: www.seuprofessor.com.br
AutoSpa Express -  Franquia de estética automotiva e lavagem ecológica delivery
Faturamento médio mensal: R$ 6 mil
Capital para instalação: R$ 4,9 mil
Investimento: a partir de R$ 4,9 mil
Site: www.autospaexpress.com.br
Dr. Faz Tudo - Empresa de manutenção rápida de imóveis que atende localmente
Faturamento médio mensal: R$ 13,7 mil
Taxa de franquia: R$ 15 mil a R$ 25 mil
Capital de giro: R$ 1 mil a R$ 2 mil
Investimento: R$ 17,5 mil a R$ 30 mil
Site: www.drfaztudo.com.br
Tutores - Franquia de educação complementar voltada para o reforço escolar multidisciplinar.
Faturamento médio mensal: R$ 20 mil
Taxa de franquia: R$ 15 mil a R$ 25 mil
Capital de giro: a partir de R$ 2 mil
Investimento: R$ 20 mil a R$ 30 mil
Site: www.tutores.com.br

Em http://pme.estadao.com.br/noticias/noticias,nove-franquias-que-custam-o-mesmo-ou-menos-que-um-carro-popular,2589,0.htm

Professora crise

Discute-se a atitude do governo brasileiro em relação ao Fórum Econômico de Davos. Alguns acham errado afastar-se do "clube dos ricos", onde se reúnem países e instituições com grande poder, num momento em que a crise na Europa afeta o mundo inteiro. Outros dizem que seria perda de tempo marcar presença num fórum já tão esvaziado.
Do outro lado da cena mundial, o Fórum Social Temático em Porto Alegre também sofreu baixas, ignorado pelo MST, sem a presença da CUT e da Abong, pressionado por disputas partidárias que envolvem instituições de todos os níveis, governamentais ou não. A oposição social ao mundo capitalista também vive a sua crise.
Dizer que a crise é global, de toda a civilização, já é comum. Mas ainda persiste, em muita gente, a ilusão de estar blindado, de que só os outros são afetados. O passo seguinte é aproveitar a crise "alheia" para fortalecer sua posição e obter vantagem na disputa do poder. Quem não age assim é considerado bobo, que perde as oportunidades e deixa "passar o cavalo selado".
Essa atitude atrasa o Brasil em seu desenvolvimento e na liderança que pode exercer no mundo, na transição civilizatória que já se iniciou. Propaganda e antipropaganda é o que mais fazem governos e oposições. Simulação de resultados e maquiagem de números é um constante espetáculo de antiplanejamento, do qual ninguém tem exclusividade, pois cada um comete os mesmos erros em sua esfera de poder.
Como sair disso?
As soluções não se restringem ao âmbito institucional. Toda a sociedade precisa mudar: comportamento, produção, consumo, valores. Mas os governos devem fazer ao menos um esforço.
Nesta semana, anunciou-se em São Paulo um acordo entre o prefeito Haddad e o governador Alckmin para ações conjuntas. Não tardaram análises mostrando interesses políticos por trás do acordo.
Quero expressar meu desejo sincero de um entendimento real que traga benefícios aos moradores da maior cidade brasileira. Às vezes, é preciso um "cessar-fogo" na política para destravar a ação econômica e social. Quanto mais tréguas houver, mesmo restritas e regionais, maior chance teremos de superar a polarização que o embate rebaixado na política impõe ao país.
Muitos de nós sonhamos, em 2012, que ao menos um pequeno avanço acontecesse no plano internacional, por ocasião da Rio+20. Não foi possível, o retrocesso da política interna aprofundou o da política externa.
Crises são sempre difíceis e dolorosas, mas também trazem ensinamentos que, às vezes, podem mudar os rumos e a qualidade da história. E, nesse momento, ela parece apelar a todos nós: aproveitem, aprendam. E não demorem.
Marina Silva, ex-senadora, foi ministra do Meio Ambiente no governo Lula e candidata ao Planalto em 2010. Escreve às sextas na versão impressa da Página A2, em http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marinasilva/1220181-professora-crise.shtml

Índia gasta US$ 1 bi para sanar problema da falta de privadas.

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PATRÍCIA CAMPOS MELLO
ENVIADA ESPECIAL A NOVA DÉLI

Nada de estádios grandiosos ou aeroportos. O grande programa de infraestrutura da Índia tem como objetivo construir 15 milhões de privadas por ano.
Na Índia, mais de 60% da população não tem privada. São mais de 600 milhões de pessoas que fazem suas necessidades ao ar livre, no mato, ou, quando moram em cidades, usam um cubículo na casa --limpo manualmente por pessoas de castas inferiores.
"Nosso maior desafio é tornar a Índia livre de defecação ao ar livre ", disse à Folha Jairam Ramesh, ministro do Desenvolvimento Rural da Índia. "Nossa meta é conseguir eliminar o problema em dez anos", acrescentou.
Para isso, o governo está gastando US$ 1 bilhão por ano para construir privadas e rede de esgotos e também dá US$ 200 às famílias pobres que queiram construir instalações sanitárias em suas casas.
Cerca de 400 mil crianças indianas morrem todos os anos de diarreia, consequência de falta de higiene e de esgoto. A falta de privadas é ainda questão de segurança: muitas mulheres são atacadas enquanto fazem suas necessidades no mato.
"Há muito mais conscientização hoje em dia. As mulheres não aceitam mais se casar quando a casa de seus sogros (onde a maioria vai morar) não tem privada", afirma o ministro.
As privadas nas casas pobres são diferentes das ocidentais --são um buraco no chão de louça, ligado ao encanamento, e não se usa papel higiênico, apenas água.
Com a "ofensiva das privadas", o governo quer também acabar com os chamados "manual scavengers" --indivíduos de castas mais baixas que, há séculos, se dedicam à tarefa insalubre de limpar, com uma escova, os excrementos das pessoas que não têm privada, coletar em carrinhos e jogar em lugares afastados dos vilarejos.
Em troca, recebem menos de um dólar ou um prato de comida. "Há mais templos neste país do que privadas", chegou a dizer Ramesh.

Em http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1220263-india-gasta-us-1-bi-para-sanar-problema-da-falta-de-privadas.shtml

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013


Como combater os perfis falsos nas redes sociais?


Estratégias para prevenir e preservar sua identidade na internet e estratégias para combater perfis falsos.


Texto: Patrícia Peck Pinheiro
Advogada especialista em Direito Digital e sócia fundadora do escritório Patricia Peck Pinheiro Advogados.



Um dos incidentes que mais cresce na internet é o de "identity thief", ou melhor, "furto de identidade", que na lei brasileira seria tipificado como "falsa identidade" previsto pelo artigo 307 do Código Penal. Tem sido alto o número de solicitações para remoção de perfil falso nas redes sociais. Mas o que pode ser feito para prevenir ou combater este tipo de ameaça que faz com que aumente a insegurança digital?
A primeira estratégia de prevenção envolve o registro prévio da identidade. Ou seja, para evitar que alguém se passe facilmente pela pessoa ou pela marca, o ideal é criar rapidamente o seu perfil nas principais redes sociais. Em seguida, com isso, deve-se divulgar que aquele é o perfil oficial. Parece simples, mas ainda muitas empresas negligenciam esta atitude preventiva. Acabam só fazendo o registro depois que já foram vítimas de um perfil falso.
No âmbito corporativo, é importante destacar que faz parte da estratégia de prevenção não apenas o registro do perfil oficial, mas principalmente o registro da Marca no INPI. Apesar de ser uma recomendação básica e simples, ainda há muitas empresas que lembram de registrar o domínio quando fazem seu site, mas esquecem de formalizar a proteção de sua marca no Brasil e em outros paises. A empresa que possui marca registrada pode-se valer da proteção legal conferida pela Lei 9.279/96, artigo 130, inciso III e artigo 189, inciso I.
Mesmo não tendo a marca registrada a empresa pode ainda pleitear a proteção com base no no art. 1166 do Código Civil Brasileiro: "a inscrição do empresário, ou dos atos constitutivos das pessoas jurídicas, ou as respectivas averbações, no registro próprio, asseguram o uso exclusivo do nome nos limites do respectivo Estado."
Além disso, a proteção ao nome empresarial decorre do direito fundamental garantido pela Constituição Federal, no artigo 5º, XXIX: "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País".
A segunda estratégia é a monitoração. Ou seja, qualquer pessoa hoje deve ficar vigilante com o que aparece sobre si mesmo que possa afetar sua reputação digital. Deve fazer buscas periódicas para ver se encontra algo que possa ser ilegitímo, equivocado ou mesmo ilícito. Este exercício contínuo de olhar o que aparece associado ao nome ou a marca - inclusive fazendo buscas por imagens e dentro das redes sociais - ajuda a evitar riscos e a agir rápido em caso de haver algum tipo de incidente.
A terceira estratégia é a do diálogo e transparência. Se a pessoa ou marca identificar que há um perfil criado em seu nome por outra pessoa, deve fazer uma primeira abordagem amigável no perfil para entender a intenção do mesmo e comunicar que o perfil oficial está criado, propondo a migração daquela comunidade para o perfil oficial. Neste ponto, no tocante às empresas, deve-se diferenciar alguns tipos de casos que merecem atenção específica: a) perfil criado por consumidor; b) perfil criado por colaborador; c) perfil criado por fornecedor ou parceiro; e d) perfil criado por terceiro (qualquer outra pessoa sem vínculo algum com a empresa).
Dependendo de quem criou o perfil e do contexto do conteúdo associado, pode ser necessário realizar uma abordagem focada no serviço de atendimento ao cliente e comunicação (SAC), ou no relacionamento com equipes (RH), ou em notificação extrajudicial ou ação judicial (Jurídico).
Dependendo da resposta, ou da ausência dela, aí passa-se a tratar a permanência do perfil falso como sendo um incidente que deve ser reportado ao provedor do serviço de rede social. Cada um deles possui um canal próprio de denúncia, que é a primeira alternativa caso não haja solução amigável entre as partes. Ali, a partir da denúncia, normalmente o perfil que infringe os termos de uso é removido rapidamente.
Os Termos de Uso do Facebook dizem o seguinte: "(.) Proteção dos direitos de outras pessoas: Nós respeitamos os direitos de outras pessoas, e esperamos que você faça o mesmo. Você não deve publicar conteúdo ou tomar qualquer atitude no Facebook que infrinja ou viole os direitos alheios ou a lei. Nós podemos remover qualquer conteúdo ou informações publicadas por você no Facebook se julgarmos que isso viola esta declaração ou nossas políticas. Se você violar repetidamente os direitos de propriedade intelectual de outras pessoas, desativaremos sua conta quando julgarmos apropriado. Você não deve marcar usuários nem enviar convites por e-mail para não usuários sem o consentimento deles. O Facebook oferece ferramentas de denúncia social para permitir que os usuários comentem sobre a marcação".(.).
No entanto, se isso não ocorrer, aí cabe o envio de notificação extrajudicial e de ajuizamento de ação declaratória de obrigação de fazer com pedido de tutela antecipada para que o Juiz determine a retirada do perfil do ar. Esta ação pode ainda ser convertida também em um pedido de ressarcimento de danos causados pela não remoção do mesmo desde a ciência formal do provedor do serviço (realizada através da denúncia em seu canal oficial e envio da notificação).
"RESPONSABILIDADE CIVIL. INTERNET. REDES SOCIAIS. MENSAGEM OFENSIVA. CIÊNCIA PELO PROVEDOR. REMOÇÃO. PRAZO. A velocidade com que as informações circulam no meio virtual torna indispensável que medidas tendentes a coibir a divulgação de conteúdos depreciativos e aviltantes sejam adotadas célere e enfaticamente, de sorte a potencialmente reduzir a disseminação do insulto, minimizando os nefastos efeitos inerentes a dados dessa natureza. Uma vez notificado de que determinado texto ou imagem possui conteúdo ilícito, o provedor deve retirar o material do ar no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, sob pena de responder solidariamente com o autor direto do dano, em virtude da omissão praticada. Nesse prazo de 24 horas, não está o provedor obrigado a analisar o teor da denúncia recebida, devendo apenas promover a suspensão preventiva das respectivas páginas, até que tenha tempo hábil para apreciar a veracidade das alegações, de modo a que, confirmando-as, exclua definitivamente o perfil ou, tendo-as por infundadas, restabeleça o seu livre acesso. O diferimento da análise do teor das denúncias não significa que o provedor poderá postergá-la por tempo indeterminado, deixando sem satisfação o usuário cujo perfil venha a ser provisoriamente suspenso. Cabe ao provedor, o mais breve possível, dar uma solução final para o conflito, confirmando a remoção definitiva da página de conteúdo ofensivo ou, ausente indício de ilegalidade, recolocando-a no ar, adotando, nessa última hipótese, as providências legais cabíveis contra os que abusarem da prerrogativa de denunciar." Recurso especial a que se nega provimento.". STJ - RECURSO ESPECIAL Nº 1.323.754 - RJ (2012/0005748-4) - Rel. MINISTRA NANCY ANDRIGHI - DJ: 19 de junho de 2012.
Os canais oficiais para denunciar perfil falso são:
Youtube - Para denunciar um vídeo impróprio deve-se clicar no link "Sinalizar" abaixo do vídeo ou nos demais casos acessar https://support.google.com/youtube/bin/request.
Twitter - https://support.twitter.com/groups/33-report-abuse-or-policy-violations
Facebook - https://www.facebook.com/report/
Na Califórnia, já há lei específica para penalizar quem cria perfil falso ou usa identidade falsa na web. Esta conduta tem sido tratada como grave em muitos países pois gera quebra de confiança na rede e aumenta a insegurança digital, pois quando as relações são não presenciais é fundamental acreditar que a pessoa do outro lado da interface gráfica é quem ela diz ser. Por isso, deve-se ter uma estratégia de proteção de Nome, Marca e Reputação Digital bem implementada, que envolve uma atuação conjunta da área de Comunicação, Jurídico, SAC e RH. Afinal, a exposição digital indevida gera danos bem reais!

Em http://revistavisaojuridica.uol.com.br/advogados-leis-jurisprudencia/79/como-combater-os-perfis-falsos-nas-redes-sociais-estrategias-274897-1.asp
Causas do infarto que você ainda não sabe (mas precisa saber).
Além da dieta e do estilo de vida, a patologia pode ser causada por uma série de outras situações, algumas bastante inusitadas. Saiba o que é mito e o que é verdade e fique de olho!
por FERNANDA DE ALMEIDA | colaborou CRISTINA ALMEIDA


Sentir dor no peito, que pode se espalhar pelo queixo, com dormência nos braços ou nas costas são sinais clássicos de que a pessoa está tendo um infarto. A doença pode ser definida como a parada súbita da circulação do sangue no coração ou em uma das artérias coronárias. A dor que se sente é causada exatamente pela falta de sangue que, não conseguindo passar pelas veias, impede a oxigenação do coração. Os principais motivos dessas obstruções são o sedentarismo, os maus hábitos alimentares, a obesidade, o colesterol alto, a pressão alta, o estresse e o tabagismo.
Apesar disso, o que muita gente não sabe é que existe uma série de outros fatores inesperados que também podem causar um infarto, e eles abrangem problemas com a vizinhança, uso de medicamentos e suplementos e muito mais. A VivaSaúde conversou com alguns especialistas para elucidar o que é mito e o que é verdade nos desencadeadores dessa patologia. Confira!
Antibióticos podem provocar o problema
MITO — Os medicamentos, em si, não têm influência direta no risco de infarto. O que Marcelo Sampaio, cardiologista do Instituto Dante Pazzanese (SP), explica é que os antibióticos podem causar diferentes tipos de lesão, entre elas a renal, o que consequentemente pode aumentar o risco de infarto. “Mas não se pode afirmar que os antibióticos sejam fatores de risco dessa doença”, diz.
Emoções fortes são boas, mas ter equilíbrio é melhor
VERDADE —
O coração emocional está diretamente relacionado com o coração físico. Emoções podem influenciar e aumentar o risco de infarto. “Não é à toa que muitos torcedores fanáticos de futebol, por exemplo, morrem durante copas do mundo e finais de campeonatos”, afirma Wajngarten. Nesses casos, o infarto geralmente acontece sem o entupimento da artéria, é consequência do susto, do imprevisível, da emoção forte. “Existe uma doença chamada Síndrome do Coração Partido que se refere justamente aos infartos em pessoas com coronárias saudáveis, mas que sofreram algum tipo de perda afetiva”, diz Sampaio.
Terapia para combater o câncer nada influencia no problema
MITO —
Qualquer tratamento quimioterápico ou radioterápico — comumente usado em tratamento para variados tipos de câncer — aumenta as chances de infarto. “Faz parte da escolha de tratamento para um paciente com câncer saber se ele já tem alguma tendência a sofrer infarto, porque esse risco será aumentado com certos tipos de procedimentos”, explica Sampaio.
É bom evitar a suplementação de minerais
MITO —
Desde o início das pesquisas relacionadas às causas do infarto, acredita-se que o excesso de ferro seja um dos fatores de risco. Essa seria também uma das explicações para que a mulher jovem tivesse menos chances de ter infarto depois de menstruar, pois perdia sangue e com ele o nutriente. “Mas atualmente sabe-se que por meio da suplementação não existe uma quantidade significativa de consumo do ferro para que essa se torne uma prática de risco”, afirma Sampaio. O cardiologista explica ainda que o acúmulo prejudicial de ferro caracteriza a doença chamada Hemocromatose, que pode levar ao infarto.

ILUSTRAÇÕES: AMANDA MATSUDA
Vale mais um bom vizinho que um amigo
VERDADE —
Não há dúvidas de que o ambiente em que se vive possa influenciar no risco de infarto. Estar insatisfeito, irritado, cansado e sentir-se exigido pela vizinhança, por exemplo, tende a sobrecarregar o funcionamento do coração e das artérias, podendo elevar a pressão e, consequentemente, conduzir a um infarto. Além disso, “A vida na cidade aumenta as chances da doença por uma série de fatores, inclusive a poluição — muitas pesquisas mostram isso”, afirma Mauricio Wajngarten,cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

ILUSTRAÇÕES: AMANDA MATSUDA
Seu chefe ainda vai lhe dar motivo para uma síncope!
VERDADE —
Um estudo realizado pelos britânicos, em 2005, avaliou funcionários públicos e descobriu que as pessoas que achavam que seus chefes não consideravam seus pontos de vista ou que não se sentiam fazendo parte da tomada de decisões, eram mais propensas a desenvolver doenças cardíacas do que os demais funcionários. Há ainda outros estudos que relacionam a tensão no trabalho com o aumento de 23% no risco dessas doenças, incluindo o infarto. “As causas são as mesmas de qualquer tensão nos relacionamentos, quando não vai bem pode gerar uma carga de estresse e aumentar os riscos do infarto”, explica Wajngarten.
Psoríase é fator de risco
MITO —
Na verdade, a doença e o infarto possuem uma de suas raízes em comum: o estresse. Por isso, é comum que pessoas que tenham psoríase sofram também de obstrução arterial, mas não se pode afirmar que uma doença aumente o risco da outra. Apesar disso, Wajngarten alerta que “cada vez mais estudos comprovam que existe uma relação da psoríase com o infarto quando há um estado de inflamação crônico”.

ILUSTRAÇÕES: AMANDA MATSUDA

Clima com baixas temperaturas deixam as pessoas mais suscetíveis
VERDADE —
Pode parecer estranho, mas a verdade é que em temperaturas mais extremas — seja muito frio ou muito calor — o corpo é mais exigido e isso pode sobrecarregar o trabalho das artérias, atrapalhando seu bom funcionamento e causando o infarto. “No caso do inverno, há uma vasoconstrição das artérias, além de a pessoa beber e comer mais, desencadeando maiores possibilidades da doença”, finaliza Wajngarten.

Parar o uso de “Aspirina” indicada pelo médico
VERDADE —
O Ácido Acetilsalicílico foi descoberto há mais de um século e é o medicamento mais prescrito para pacientes cardiopatas em todo o mundo. Segundo o cardiologista Ricardo Pavanello, do setor de coronariopatias do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC), ele é utilizado como antiagregante plaquetário, isto é, age combatendo a formação de trombos (coágulos sanguíneos) que são, em associação à aterosclerose (placas de gordura), a causa do entupimento das artérias do coração e do cérebro. Esta é a razão por que o medicamento é utilizado como anticoagulante. “O medicamento também possui efeito anti-inflamatório, e seu uso contribui para a estabilização das placas de gordura, protegendo o sistema arterial. Portanto, suspender, por conta própria, uma terapia que busca prevenir complicações cardiológicas, pode, sim, causar um infarto”, declara o especialista.
Mantenha o corpo livre de inflamações
VERDADE –
“Determinadas inflamações podem contribuir para acentuar o processo de infarto”, confirma José Monassa Pittella, coordenador do departamento de coronária do Instituto Nacional de Cardiologia (RJ). As bactérias das inflamações rompem as placas de gordura das artérias fazendo com que sejam liberadas substâncias no sangue e isso facilita a coagulação e, em alguns casos, a obstrução da passagem, gerando o infarto.

A saúde bucal independe da do coração
MITO —
“A saúde bucal influencia o corpo humano como um todo. Quanto mais problemas dentários, mais chances de ter infarto”, enfatiza Sampaio. A justificativa se assemelha ao item sobre infecção, já que a gengivite é justamente causada pela ação de bactérias. São elas que podem atrapalhar a camada interna protetora das artérias e fazer com que haja acúmulo de gordura no sangue, causando obstrução e, consequentemente, o infarto.
Ter níveis de colesterol baixo (HDL) protege o coração
MITO —
O que se sabe é que o risco de infarto aumenta quando o paciente tem um nível alto do mau colesterol (LDL). Mas ainda não há provas definitivas que comprovem que mesmo com o LDL dentro da normalidade, mas com o colesterol bom (HDL) abaixo do indicado, a pessoa tenha mais chances de ter a doença. Sampaio argumenta que “uma série de estudos tem focado no tema para verificar se o baixo bom colesterol pode ser considerado uma causa, mas como ainda não há definições científicas, trata-se de um mito”.
Tristeza não se relaciona com a patologia
MITO —
A depressão pode ser definida como uma doença do corpo como um todo, ou seja, que acomete o paciente tanto física quanto psicologicamente. Por isso, esta doença pode gerar processos inflamatórios, mau funcionamento de diferentes órgãos, estresse, entre outros sintomas que podem gerar o infarto. “A depressão pode, por exemplo, engrossar o sangue e produzir hormônios que causam a vasoconstrição, que é a diminuição da área de passagem do sangue pelas artérias, fatores que influenciam no risco do infarto”, diz Sampaio.
Mau funcionamento dos rins aumenta a chance da doença
VERDADE —
A função dos rins é justamente filtrar o sangue, se ele não trabalha bem, faz com que o sangue que circula não esteja completamente saudável. “Problemas renais podem causar acúmulo de gordura nas veias e causar o infarto. Mas é importante lembrar que não necessariamente essa relação acontecerá, depende de cada indivíduo”, explica Pitella.
Diabetes é o maior vilão do funcionamento cardíaco
VERDADE —
Assim como hipertensão e tabagismo, o diabetes é considerado um dos maiores vilões do infarto. Por se tratar de uma doença sistêmica, que age diretamente sobre as placas de gordura de todo o corpo, provoca alterações que lesam a parede das artérias, expondo o sangue que se contamina e pode coagular. “Sem dúvidas há uma vinculação direta de causa e efeito”, afirma Pitella.

 Em http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/117/causas-do-infarto-que-voce-ainda-nao-sabe-mas-precisa-276096-1.asp

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