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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Proteja-se do ar-condicionado.
Frio demais no trabalho afeta a imunidade. Mas é possível transformar a climatização numa parceira da saúde
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Por: Leonardo Valle / Ilustração: Mauro Nakata


Ilustração: Mauro Nakata



Não se pode negar que o ar-condicionado proporciona conforto à rotina de trabalho. Ele protege o organismo dos dias de calor excessivo e ainda impede que o clima quente danifique equipamentos eletrônicos. O problema é que a climatização incide de forma diferente pelo ambiente, fazendo que os muitos funcionários não consigam chegar a um acordo sobre a temperatura ideal. Só que a regra é clara: quanto mais frio estiver o escritório, mais danos à saúde. “A mudança brusca de temperatura pode gerar uma breve disfunção nas mucosas do corpo, uma vez que as células desses revestimentos estão acostumadas a trabalhar numa temperatura constante. Esta disfunção leva à alteração na imunidade local e facilita o surgimento de infecções virais e bacterianas”, fala João Adriano de Barros, pneumologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, de Curitiba (PR). Para evitar complicações, o limite de temperatura ideal é 20°C.
 
Gripe compartilhada
Quem tem uma saúde de ferro corre menor risco de terminar o expediente doente. Mas quando associado a fatores como doenças crônicas, tabagismo ou outra enfermidade, o ar-condicionado faz que as defesas do corpo despenquem. Além disso, é contraindicado sentar em um lugar onde haja incidência direta do frio sobre o corpo, pois “pode haver um resfriamento excessivo do organismo”, orienta Barros. Outro problemão é que salas climatizadas são sinônimos de janelas fechadas, e o aparelho dificilmente consegue renovar o ar adequadamente. Resultado: a gripe de um único funcionário pode infectar um prédio inteiro. “O mesmo vale para o pó. Quando o ar passa por uma tubulação, a reforma de um andar pode ser sentida no outro”, completa Gilberto Ulson Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista (SP). O pó desencadeia rinite alérgica, que provoca uma inflamação autoimune nas cavidades nasais.

Igualdade de gênero no escritório
Uma reclamação comum nas empresas é que as mulheres sentem mais frio do que os homens. Mas a temperatura corporal não varia de acordo com o sexo, garantem os especialistas. As diferenças de temperatura corporal são individuais e de acordo com cada centro térmico, reforça João Adriano de Barros, pneumologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, de Curitiba (PR). O que pode acontecer é a mulher sentir mais dor em fases pontuais do seu ciclo menstrual, como durante a ovulação e menopausa.

Viveiro de doenças
Se o projeto de climatização for recente, não há com o que se preocupar em termos de higiene. Hoje, os filtros de ar são descartáveis, sendo indicada a limpeza das serpentinas e das bandejas de condensação. “A troca do filtro deve ser feita antes de sua obstrução, cerca de 90 dias para empresas e 200 dias nas residências”, diz Wadi Tadeu Neaime, da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Ventilação e Aquecimento Solar (Abrava).
Prédios antigos sofrem com a “Síndrome do Edifício Doente”: o ar passa por tubulações de difícil manutenção. O acúmulo de impurezas faz que o local se torne um viveiro de fungos, protozoários, ácaros e bactérias. O termo foi cunhado em 1982, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou 182 casos de pneumonia num hotel da Filadélfia (EUA). Entre hóspedes e funcionários, somaram-se 29 mortes. “No caso do ar ser distribuído por dutos, recomendam-se avaliações microbiológicas periódicas para determinar se há necessidade de limpeza especializada”, esclarece Neaime.


É melhor não sentar em um lugar onde haja incidência direta do frio sobre o corpo, pois pode haver um resfriamento excessivo do organismo. As defesas naturais despencam

COMO O CORPO SOFRE EXPOSTO AO AR FRIO E SECO
Ilustração: Mauro Nakata
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PREVENINDO COMPLICAÇÕES
Ilustração: Mauro Nakata
BRAÇOS
Aplicar diariamente fotoprotetores com hidratante minimiza esses efeitos. Também é indicado usar um umidificador no ambiente. Vale até uma toalha molhada.

Ilustração: Mauro Nakata
OLHOS
Use colírios lubrificantes, sem conservantes. Prefira usar óculos enquanto estiver em ambientes climatizados. Caso use lentes de contato, a dica é o uso de lubrificantes de forma intensiva.

Ilustração: Mauro Nakata
PULMÕES
Deixe uma blusa sempre à mão, evite locais em que o ar incida diretamente sobre você. Ajude o sistema imunológico largando o cigarro e investindo em uma alimentação rica em vitaminas e minerais.

Ilustração: Mauro Nakata
NARIZ
Lavar o nariz na pia do banheiro ou aplicar soro fisiológico lubrifica e evita sangramentos. Além disso, aqueça-se: o batimento ciliar volta a funcionar e o risco de uma bactéria nociva ultrapassar sua barreira é menor.

Ilustração: Mauro Nakata
GARGANTA
Contra a garganta seca, nada melhor do que água. O indicado é pelo menos 600 ml por período do dia. Se for possível, deixe sua própria garrafinha à mão na sua mesa de trabalho.

Ilustração: Mauro Nakata
PERNAS
Alongar-se pode prevenir que o músculo se contraia involuntariamente. Tome água, já que o desequilíbrio de eletrodos deixa o corpo mais vulnerável. Mantenha-se aquecido com calça e meias.

Fonte:  http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/114/proteja-se-do-ar-condicionado-frio-demais-no-trabalho-afeta-a-270943-1.asp
Por que estamos trabalhando tanto?
     A última pesquisa que realizei em conjunto com a Revista Você S/A analisou como o Brasileiro tem usado seu tempo durante o expediente, e os dados são realmente intrigantes. Em primeiro lugar, o brasileiro está trabalhando muito. De acordo com os dados, mais de 46% dos entrevistados trabalham mais de 9 horas por dia, o que obviamente não significa que trabalhar mais é trabalhar melhor, com mais produtividade, muito pelo contrário.

     Já 80% dos entrevistados afirmam que perdem de 1 hora a 3 horas por dia sem fazer nada de efetivo, ou seja, horas gastas de forma totalmente inútil. Eu sempre digo que as pessoas não têm problema de falta de tempo, elas têm problema é com a gestão do tempo que possuem. Estão literalmente desperdiçando.

     Outra pergunta ainda mais direta foi: você enrola durante o horário de expediente? Neste caso, com a total sinceridade de uma pesquisa anônima, obtivemos o impressionante número de 80% dos entrevistados que confirmaram enrolar de 30 minutos até 3 horas por dia!!! Interessante não?

     Claro que isso não acontece por fatores isolados na empresa, é uma série de questões de ordem administrativa, técnica, burocrática e de liderança que podem estar gerando esse desperdício de tempo.

     Quer um exemplo? Pense nas últimas semanas, quantas vezes você não fez nada de útil, simplesmente porque não tinha nada priorizado para fazer? Ou, porque dedicou seu tempo a uma tarefa errada que possivelmente foi descartada ou não utilizada por quem pediu? Pense em quantos vendedores perdem vendas, nas lojas, porque ficam parados conversando ou pensando em qualquer outra coisa.

     O problema não é só da liderança, é de todos! Claro que os líderes ficam com a maior responsabilidade por mudar esse quadro, definindo prioridades, ajudando o time a se engajar em suas atividades, etc, mas cabe a todos dentro da empresa olhar para o seu próprio umbigo, ser honesto consigo mesmo e se auto-avaliar: será que eu poderia gerar mais resultados para a empresa ou contribuir de alguma outra forma? Se a resposta for sim, então arrume algo para fazer. Se for não, então talvez você esteja tão desengajado que seja melhor procurar outras alternativas.



     Se analisarmos os dados referentes à Internet, a coisa fica ainda mais crítica. 84% dos entrevistados afirmam que acessam redes sociais durante o horário de trabalho, 11% confirmam que vêem pornografia, 56% fazem compras online e impressionantes 2% fazem sexo virtual. Tudo isso durante o expediente (já parou pra pensar nisso? Dá-lhe multi-tarefa!!!!).

 


     Eu não estou dizendo que isso não deva acontecer, pois é humano desperdiçar tempo com nada, o que é totalmente diferente do conceito de “Ócio Criativo”, de Domenico di Masi, que significa, investir tempo e não desperdiçá-lo! Por exemplo: Quando eu quero escrever, eu ligo música, navego sem destino, fico pensando em idéias meio sem nexo, mas que no final me ajudarão a compor um texto (exatamente como fiz antes de começar a escrever este aqui).

     Desperdiçar tempo, enrolar, ver pornografia, etc, são atividades que desperdiçam seu tempo e não geram resultados.  A única forma de não ter desperdício de tempo seria se tivéssemos robôs trabalhando ao invés de seres humanos! Precisamos sim, de um tempo para agendar um médico, pensar no filho, ligar para a namorada, dar uma fuxicada no Facebook, é normal! O que não podem ocorrer são exageros. Muita gente enrola durante o expediente e precisa fazer hora extra, deixa de ver os filhos, de ir à academia, fica mais cansada e a vida fica com aquela sensação de que está passando rápido demais.

     O que a pesquisa comprovou é que estamos trabalhando mal, em maior quantidade, com mais estresse e com menos resultados. É preciso um esforço conjunto da liderança, da equipe, da presidência, do RH, do TI, para que haja uma conscientização coletiva e que o desperdício seja minimizado.  Nunca foi tão necessário adotar práticas de produtividade nas empresas.

     Não adianta querer varrer o problema para debaixo do tapete, é preciso enfrentá-lo antes que seja tarde demais!
     Use seu tempo com muita sabedoria, afinal tempo perdido jamais será recuperado!
A Vida Acontece Lá Fora!
 
     Qual foi a ultima vez que você saiu do trabalho com energia total, disposição e vontade de estudar, fazer um exercício, ler um livro, brincar com seus filhos ou algo diferente para você? Muitas pessoas não lembram da última vez que conseguiram sair do trabalho com disposição para literalmente fazerem algo por suas vidas.

     As empresas viciadas nas urgências, a má gestão do seu tempo e da equipe, a falta de prioridades claras, o excesso de reuniões e o volume desnecessário de e-mails criaram uma "matrix corporativa", exatamente como no filme "Matrix".

     Vivemos dentro desse mundo viciante, que nos envolve por completo, suga nossa energia, nos dá a impressão de que o tempo está correndo mais rápido, e no final, fica aquela sensação de que algo não foi feito. Já se sentiu assim alguma vez?

     Esse "algo que não foi feito", é literalmente você! Que está sempre sobrevivendo nesse ambiente, mas nunca sai da "matrix" para viver de verdade. É para isso que serve a administração de tempo, a produtividade e tudo isso sobre o que vivo falando. Para tirar você da Matrix!

     Nosso trabalho é ilimitado, vamos sempre achar coisas para fazer, nunca acaba. Agora, o seu tempo, é limitado. Isso significa que se você não colocar um limite para sua vida profissional, a vida pessoal não vai existir. Tudo pode ser negociado ou priorizado para outro momento e quando não tiver jeito, deve ser a exceção e nunca a regra.

     A chave para tornar isso uma realidade é trabalhar melhor, de forma mais inteligente, utilizando melhor seu tempo no dia-a-dia. Você deve descobrir aquilo que mais consome seu tempo e trabalhar na redução desse item, aprender a priorizar com base em critérios de resultado para conseguir planejar e ter maior flexibilidade.

     Existem várias formas de fazer isso. Uma delas é criar uma meta pessoal de redução do seu horário de trabalho. Por exemplo, vamos supor que você trabalhe 12h/dia, você poderia colocar uma meta de reduzir para 11h/dia nos primeiros 60 dias. Isso é realista, vá aos poucos.




     Crie um compromisso repetido na sua agenda que tenha horário de início para a hora que deseja sair, com o seguinte título: "A vida acontece lá fora". Ache algo de que você goste muito para fazer e coloque para depois do seu expediente, e sempre que possível, varie essas atividades.

   
 


     Quem tem um motivo forte, uma boa razão para "viver fora da matrix", vai conseguir. Isso é limitar seu tempo, aprender a usar bem as horas dentro do expediente e evitar uma sobrecarga de horas extras.

     Eu já fiz isso diversas vezes com executivos que querem viver seu tempo com mais sabedoria, dá resultado, claro que não da noite para o dia, demora, mas acontece. Se achar que não vai dar certo, faça uma experiência: Imagine-se no futuro, com uns 90 anos de idade, e conversando com seu EU de 90 anos, perguntando o que ele faria hoje! Pergunte se ele gostaria de ter passado mais tempo no escritório ou vivendo fora da Matrix! Faça o seu EU 90 ter orgulho do seu EU NOW, ele com certeza será seu melhor conselheiro.

     Quem quer faz, quem não quer sempre vai encontrar uma desculpa.

     A vida acontece lá fora!
   
   

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Bolsas e mochilas devem ter sempre protetor solar e itens de higiene bucal.

Álcool gel e comida também são essenciais para homens e mulheres.
Especialistas explicaram como se proteger ao passar o dia fora de casa.

Do G1, em São Paulo


A correria do dia a dia faz com que muitas pessoas passem o dia todo fora de casa e, por isso, é importante ter por perto alguns itens que ajudam a se proteger e preservar a saúde. O Bem Estar desta terça-feira (9) separou seis coisas que não podem faltar na bolsa ou mochila tanto das mulheres como dos homens.
O protetor solar, por exemplo, é essencial para a saúde da pele, como explicou a dermatologista Márcia Purceli. Passá-lo pela manhã antes de sair de casa só é suficiente caso a pessoa não se exponha ao sol ao longo do dia e não sue muito. Isso porque os protetores têm efeito de 4 a 6 horas apenas. Por isso, em alguns casos, é importante tê-lo por perto para repassá-lo, se necessário.
Além disso, itens de higiene bucal também são uns dos mais importantes a serem carregados diariamente para manter os dentes limpos, evitar a cárie e também o mau hálito. Segundo o dentista Gustavo Bastos, um kit básico precisa ter escova de dente, pasta e fio dental.

Pasta de dente (Foto: Arte/G1)

Mas é importante deixar a escova protegida e não jogá-la solta dentro da bolsa ou mochila. Caso esteja jogada, pode entrar em contato com moedas, dinheiro ou outros itens que podem contaminá-la.
Os tubos de pasta podem ser os pequenos para não ocupar tanto espaço e, de preferência, que tenham flúor. Já o fio dental é essencial para pessoas que almoçam fora de casa e, caso seja esquecido, deve ser usado antes de dormir, pelo menos.
Já o álcool gel serve para evitar contaminações por vírus e bactérias pelos olhos ou vias áreas. O produto mata as bactérias que as pessoas acumulam nas mãos ao longo do dia e por isso não pode faltar em nenhuma bolsa ou mochila. Mas o uso desse produto pode ressecar as mãos e, por isso, é importante ter também um hidratante. A hidratação das mãos retarda o envelhecimento e o ressecamento da pele e das unhas.


Hidratar também é importante para os lábios. Protetores labiais têm que ser usados porque protegem a região e podem inclusive prevenir câncer de lábio inferior. Essa doença, inclusive, é mais comum em homens do que em mulheres, que costumam usar batom e acabam protegendo mais.
A dermatologista Márcia Purceli alertou também que passar a língua nos lábios ressecados pode prejudicá-los ainda mais. O PH baixo da saliva causa ressecamento, provoca feridas e deixa o lábio mais sensível aos raios ultravioleta.
Por fim, é essencial ter sempre na mochila ou na bolsa alguma comida, que pode ser uma barra de cereal, um pacote pequeno de bolacha salgada ou uma fruta. No caso da fruta, ela deve ser carregada em um pote ou em um saco plástico para que não entre em contato com outros objetos.


Essa recomendação é importante para tirar a pessoa do jejum prolongado. Ficar mais de três horas sem comer não faz bem, aumenta a fome na próxima refeição e faz o organismo criar reservas de gordura, o que contribui para o aumento de peso. Além disso, ter um alimento na bolsa ou na mochila é também um jeito de economizar dinheiro.
 http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/10/bolsas-e-mochilas-devem-ter-sempre-protetor-solar-e-itens-de-higiene-bucal.html
Fonte: 

Mais de 350 milhões sofrem de depressão no mundo, diz OMS.

Mulheres são mais propensas a ter a doença, diz diretor.
Quarta-feira (10) é comemorado o Dia Mundial da Saúde Mental.

Da AFP

Mais de 350 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão ou problemas mentais, segundo nota divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), publicada por ocasião do Dia Mundial da Saúde Mental, que acontece nesta quarta-feira (10).
De acordo com estimativas da OMS, a depressão é comum em todas as regiões do mundo. Um estudo realizado com o apoio da OMS mostra que em torno de 5% de pessoas sofreram com a depressão no último ano.
"As mulheres são mais propensas a sofrer com a depressão do que os homens", explicou Shekhar Saxena, diretor do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias Psicoativas da OMS.
Assim, o número de mulheres afetadas pela depressão é 50% mais elevado que o dos homens, explicou ainda. Esta maior prevalência nas mulheres se deve principalmente à depressão pós-parto que afeta até uma em cada cinco.
A depressão, segundo a OMS, é diferente das mudanças de humor mais comuns. Ela se manifesta por um sentimento de tristeza que dura, ao menos, duas semanas, e que impede a pessoa de levar uma vida normal.
É fruto da interação de fatores sociais, psicológicos e biológicos. Em muitas ocasiões, está relacionada com a saúde física. Uma doença cardiovascular pode, por exemplo, desencadear a depressão no enfermo.
Além disso, em circunstâncias particulares, como as dificuldades econômicas, o desemprego, as catástrofes naturais e os conflitos podem aumentar o risco de a pessoa sofrer com a depressão.
Nos casos mais graves, a depressão pode levar ao suicídio. Cerca de um milhão de pessoas se suicida a cada ano e uma grande porcentagem delas padece de depressão profunda.
Desenvolvimento
Mais de 50% das pessoas que se suicidam sofriam de depressão, segundo Saxena, que, por outro lado, explica que, quanto mais desenvolvido é o país, mais aumenta a incidência da doença em sua população.
Devido ao estigma que implica esta doença, muitos dos portadores de depressão não admitem que estão doentes. Além disso, segundo o especialista, a depressão muitas vezes está mal diagnostica nos jovens e crianças.
A primeira etapa do tratamento consiste em admitir que se sofre com a doença e buscar ajuda, enfatiza a OMS, que precisa em um comunicado que "quanto antes se coloca o tratamento em andamento, mais eficiente ele é.
Estes tratamentos são do tipo psicossocial e farmacológico. Por outro lado, "a participação ativa das pessoas deprimidas e de seus parentes no tratamento é essencial", segundo a OMS.
"Existem tratamentos muito eficazes contra a depressão. Infelizmente, menos da metade das pessoas deprimidas recebem os cuidados de que necessitam. Esta cifra é, inclusive, inferior a 10% em muitos países", conclui Saxena.

Fonte:  http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/10/mais-de-350-milhoes-sofrem-de-depressao-no-mundo-diz-oms.html

Videogames e aplicativos para celular ensinam a controlar finanças.

Game on-line 'Goumi' tem como foco educação financeira.
Bovespa possui site voltado para ensinar crianças.

Gustavo Petró Do G1, em São Paulo

'Goumi' traz conceitos de educação financeira em um mundo virtual on-line (Foto: Divulgação)
'Goumi' traz conceitos de educação financeira em
um mundo virtual on-line (Foto: Divulgação)
 
Para se dar bem em muitos games, o jogador precisa entender um pouco de economia e de orçamento doméstico. Em alguns games de corrida, o prêmio recebido em cada corrida serve para comprar novos apetrechos do carro e, se o dinheiro faltar, o carro pode não ficar competitivo. Certos jogos de tiro usam “dinheiro” para que o jogador compre novas armas. Games on-line utilizam dinheiro de verdade para compra de itens extras e, em jogos de simulação de vida como “The Sims”, a falta de grana pode significar a morte dos personagens virtuais.
 
Embora estes games ensinem o básico sobre educação financeira, eles não têm foco diretamente no assunto. Pensando em ensinar educação financeira aos mais jovens e, ao mesmo tempo, não ser algo chato, uma empresa que tem experiência em fornecer programas de TI para o mercado financeiro e na área de educação financeira, lançou um game on-line chamado “Goumi”.
No título criado pela Cedro Finances e lançado em maio de 2011, o jogador deve criar um avatar, uma representação virtual de um personagem, e entrar em um mundo onde pode criar seu próprio negócio e tentar prosperar. “Desenvolvemos o ‘Goumi’ em 2 anos com a ideia de ter soluções para ajudar aqueles que podem entrar no mercado de capitais daqui 5 ou 10 anos”, diz Leonardo Reis, CEO da Cedro Finances. “Pensamos em ideias para ajudar crianças e jovens a desenvolver habilidades de investimento, de gestão financeira e comportamental”.
Crianças pode criar negócios e entrar em contato com outros jogadores pela internet (Foto: Divulgação)
Crianças pode criar negócios e entrar em contato com outros jogadores pela internet (Foto: Divulgação)
 
O “Goumi” tem quatro pilares para ensinar educação financeira: poupar, gastar, investir e doar. “Nossa intenção não é que o jovem se torne em um investidor precoce e, sim, que possa aprender a importância do dinheiro, de saber consumir bem e de aprender a poupar”, conta Reis. Desse modo, o jogo tenta ser atrativo para as crianças, que aprender se divertindo. “Os jovens não querem ficar apenas estudando”.
 Dentro do jogo, o jovem pode criar negócios dentro do setor primário, secundário e terciário, interagindo com outros jogadores dentro do mundo virtual. Não há personagens controlados pelo computador. “Usamos conceitos de MMOs [jogos on-line com participação de diversos usuários], apresentando personagens e empresas criadas por outros gamers”, afirma Reis.
A criança aprende desde como funciona a economia para um agricultor, passando pela indústria – podendo industrializar aquilo que ele plantou, ou até mesmo comprando matéria-prima de outro jogador, por exemplo – e vendo como funciona o setor terciário, ensinando sobre investimento com, por exemplo, abertura de conta e com o uso de investimentos e entrada na bolsa de valores. “Se divertindo, inconscientemente, o jogador aprende os conceitos básicos de educação financeira”, explica Reis.
Desde seu lançamento há dois meses, mais de 8 mil jogadores já se cadastraram no “Goumi” e o título é utilizado até em algumas escolas como reforço em aulas de educação financeira. A previsão é que, com um ano de existência, o título tenha 100 mil gamers cadastrados.
Segundo os criadores, ter um mundo inteiramente controlado pelos jogadores reflete crises financeiras do mundo real. “Se todos os jogadores plantarem morangos, o item ficará muito barato, porque a oferta será muito grande. Assim, os próprios gamers mudam os negócios, investindo em outras áreas”.
Reis conta, também, que o jogo exige ter contato com outras pessoas para ter um negócio lucrativo e ensina, também, a criança saber que existe horário de trabalho e de diversão. “[O personagem virtual] tem que descansar, dormir, tomar banho. Ainda, a criança pode doar uma quantia para um amigo que está com problemas de dinheiro”, diz.

O retorno, segundo Reis, é positivo. Muitos pais enviaram e-mails falando que o filho aprendeu a poupar e que se preocupa com o orçamento doméstico. “Um participante do jogo nos enviou um e-mail em que disse que sua empresa no mundo virtual está indo melhor que a do pai no mundo real”, diz Samuel Paiva, diretor de marketing da Cedro.
Aproximando os jovens da bolsa de valores
Em maio de 2010, a BM&FBovespa lançou um site voltado para que jovens entre 7 e 10 anos aprendesse de modo lúdico como controlar melhor suas finanças. O “Turma da Bolsa”, que tem games, histórias em quadrinhos, fábulas e vídeos voltados para educação financeira. Desde a estreia, o site contabilizou 107 mil acessos e tem 8,4 mil crianças cadastradas.

“Os conteúdos de educação financeira, mas nem sempre são passados para as crianças de uma forma direta. A intenção é que [o ensino] seja lúdico para as crianças”, explica Christianne Bariquelli, coordenadora dos Programas de Popularização da BM&FBovespa. “Há o contato com os conceitos, mas sem um tom discursivo, sem ir tão direto ao ponto, por meio dos jogos”.
Site da Bovespa ensina educação financeira para as crianças (Foto: Divulgação)
Site da Bovespa ensina educação financeira para as crianças (Foto: Divulgação)
 
No “Turma da Bolsa”, segundo Christianne, a área mais acessada são os jogos. A criança cadastrada, ao navegar neste conteúdo, acumula pontos chamados tererês, que é a moeda do site, e pode gastar nos games para conseguir pistas, por exemplo. “O ‘Jogo das Profissões’ traz dois conceitos para o jovem. O primeiro é conhecer as profissões, o que interfere na vida financeira do indivíduo. O segundo, que é subjetivo, é a experimentação do risco”. A criança começa o game com mil tererês e, para ter dicas, ela precisa gastar 50 pererês. Ela pode arriscar um palpite e, assim, ganhar mais dinheiro, mas, se errar, perde mais do que se tivesse comprado a dica.
Jogo das profissões ensina a criança a usar o dinheiro ao pedir dicas no site (Foto: Divulgação)
Jogo das profissões ensina a criança a usar o
dinheiro ao pedir dicas no site (Foto: Divulgação)
 
No “Caça-Palavras”, o objetivo é encontrar em um emaranhado de letras palavras da área de economia que a criança escuta dos pais diariamente. “Ela tem cinco minutos para encontrar sete palavras. Quando as encontra, aprende o que ela significa em textos com rimas, o que ajuda a criança a gravar”, explica Chtistianne.

Além dos jogos, há vídeos do “Porco e o Magro”, que ensinam sobre educação financeira com diálogos próximos do universo das crianças. “Os personagens mostram que é preciso pensar antes de sair comprando algo e a pensar em perguntas ‘o que eu quero?’, ‘posso comprar?’, ‘preciso disso?’”, afirma a coordenadora. O site ainda tem fábulas em áudio e tirinhas em quadrinhos com o tema.

Por enquanto, os tererês recebidos nos jogos são apenas acumulados pelas crianças. Mas a BM&FBovespa planeja para 2012 trocar o dinheiro virtual por conteúdo. E o game, de acordo com Christianne, ajuda as crianças a aprender melhor do que algo imposto. “A criança quando acessa a web quer diversão. Para nós, é interessante que haja o contato de modo divertido. Aprender na obrigação irá desestimular o jovem’.
Game une futebol com educação financeira (Foto: Reprodução)
Game une futebol com educação financeira
(Foto: Reprodução)
 
Aprendendo com o futebol
Aprender com jogos pode ser divertido e mais fácil de gravar na memória as informações, mas ter o futebol como meio de entender elementos da educação financeira pode ser ainda melhor. Pelo menos é o que pensa a operadora de cartões de crédito e de débito Visa, que lançou na internet o “Bate-Bola Financeiro”.

O game mostra uma partida de futebol entre dois times e exige que o jogador responda a questões de múltipla escolha que testa os conhecimentos do jogador. A cada acerto, é realizado um passe correto, um lançamento ou um chute certeiro ao gol. No caso de um erro, a bola pode ser roubada pelo adversário ou ir para a lateral. Como em games de futebol “tradicionais” dos consoles, é possível jogar contra um amigo.

Ao entrar no jogo, o usuário seleciona o nível de dificuldade, determinado pela idade que pode ser entre 11 e maiores de 18 anos, e o tempo de jogo, que pode ter até meia hora. A cada jogada, é possível selecionar a dificuldade da pergunta, o que irá influenciar a jogada dentro de campo – quanto mais difícil, maior a probabilidade de chegar ao gol.

O “Bate-Bola Financeiro” foi lançado em 2009 e está presente em mais de 16 países.
Aplicativos para celulares e tablets ajudam no controle financeiroOs usuários podem utilizar seus celulares e tablets para ter um controle financeiro maior da sua vida. Além de poder acompanhar investimentos, por meio de aplicativos é possível calcular juros e o orçamento doméstico. Estes programas estão disponível dentro da área "finanças" (finances) das lojas virtuais do iPhone e iPad e dos dispositivos com sistema operacional Android. Há opções pagas e gratuitas.
Confira alguns aplicativos para ajudar no controle financeiro:

 
 AplicativoPlataformaDescriçãoPreço
Bovespa (Foto: Divulgação)
BM&FBovespaiPhone, iPad e AndroidPermite que o usuário acompanhe os índices da bolsa e a cotação das empresas por meio de informações, gráficos e notícias.Grátis
Juros Fácil (Foto: Reprodução)
Juros FáciliPhone e iPadCalcula os juros que o usuário terá em investimentos financeiros e de compras à prazo.US$ 1
HomeBudget (Foto: Divulgação)
HomeBudgetiPhone e iPadAjuda no controla dos gastos domésticos indicando onde está se gastando mais com contas e onde é possível economizar. Em inglês.US$ 5
Calculadora Financeira (Foto: Divulgação)
Calculadora FinanceiraiPhone e iPadCalcula hipotecas, finanças e investimentos, além de poder guardar e compartilhar os cálculos.US$ 5

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/07/videogames-e-aplicativos-para-celular-ensinam-controlar-financas.html

Produção industrial cresce em 9 de 14 locais em agosto, mostra IBGE.

Maior destaque ficou com Goiás, cuja atividade fabril avançou 10,3%.
Considerando todas as regiões, produção cresceu 1,5%.

Do G1, em São Paulo

A produção da indústria aumentou em 9 dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de julho para agosto, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (9). O maior destaque neste mês ficou com Goiás, cuja atividade fabril avançou 10,3%, após recuar 13,3% no mês anterior.
Considerando todos os locais, a produção da indústria cresceu 1,5%. As regiões que tiveram aumento acima dessa média foram Amazonas (7,6%), após cair 5,5% no mês anterior, Rio Grande do Sul (4,8%), Minas Gerais (3,3%), Paraná (3,0%) e São Paulo (2,7%). Ficaram abaixo da média, mas ainda com taxa positiva, Rio de Janeiro (0,6%), Santa Catarina (0,5%) e Bahia (0,1%).
Na contramão, registraram recuo no índice de produção Espírito Santo (-2,4%), Ceará (-1,5%), Pará (-0,7%) e Pernambuco (-0,7%). A taxa do Nordeste ficou inalterada.
Comparação com 2011Em relação a agosto de 2011, cuja média média nacional ficara em -2,0%, a produção industrial caiu em nove dos 14 locais, com destaque para Paraná (-10,8%) e Espírito Santo (-7,5%), "pressionados em grande parte pelo comportamento negativo na produção de livros e de caminhões, no primeiro local, e dos setores de metalurgia básica e extrativo, no segundo".
Também houve quedas na atividade fabril do Pará (-5,7%), do Rio de Janeiro (-5,6%), de São Paulo (-4,6%), do Amazonas (-4,6%), do Ceará (-2,2%), de Santa Catarina (-2,2%) e do Rio Grande do Sul (-1,5%).
Já Minas Gerais (4,6%), Goiás (3,7%), Bahia (3,4%), região Nordeste (1,7%) e Pernambuco (1,5%) tiveram resultados positivos.
De janeiro a agostoNo ano, de janeiro a agosto, a queda na produção foi registrada em 9 locais, com destaque para Amazonas (-7,2%), Rio de Janeiro (-6,5%), Espírito Santo (-6,2%) e São Paulo (-5,6%), com recuos acima da média nacional (-3,4%). Goiás (5,3%), Pernambuco (3,8%), Bahia (3,1%), região Nordeste (2,2%) e Paraná (0,2%) tiveram resultados positivos.
Em 1 anoNo índice acumulado em 12 meses, 8 dos 14 locais tiveram queda na produção, com destaque para as perdas do Rio de Janeiro (-4,9%), São Paulo (-4,8%), Santa Catarina (-4,2%), Ceará (-3,6%) e Espírito Santo (-3,5%). Tiveram aumento na atividade fabril, por outro lado, Goiás (7,0%), Paraná (3,9%) e Pernambuco (3,8%).
Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/10/producao-industrial-cresce-em-9-de-14-locais-em-agosto-mostra-ibge.html

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