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domingo, 13 de maio de 2012

'Novo IMC' compara cintura com altura.

DÉBORA MISMETTI
EDITORA-ASSISTENTE DE "CIÊNCIA+SAÚDE"
É hora de dizer adeus ao IMC (índice de massa corporal). A proposta é de pesquisadores britânicos, que apresentam neste sábado (12) em Lyon, na França, uma revisão de estudos mostrando que a proporção entre a cintura e a altura prevê melhor o risco cardíaco e de diabetes do que a velha escala do IMC.
O índice de massa corporal é calculado dividindo o peso em quilos pela altura, em metros, ao quadrado. A conta sugerida pela pesquisa da médica Margaret Ashwell, da Universidade Oxford Brookes, é ainda mais fácil: a circunferência da cintura deve ser, no máximo, a metade da altura. Se uma pessoa tiver 1,60 m de altura, sua cintura deve ter até 80 cm. Mais do que isso é sinal de risco.

Editoria de arte/Folhapress
GORDURA ABDOMINAL
Medir a cintura para ver risco cardíaco não é uma ideia nova. Mas, segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, os padrões usados hoje (102 cm para homens e 88 cm para mulheres como limite máximo) não levam em conta a altura. "Claro que uma pessoa de 1,90 m com cintura de 94 cm não tem o mesmo risco de uma com 1,50 m e a mesma circunferência."
O que faltava era a comprovação de que uma cintura medindo 50% da altura é um indicador fiel da maior probabilidade de ter problemas cardíacos e metabólicos.
A revisão de estudos feita pelos britânicos analisou 31 trabalhos, envolvendo um total de 300 mil pessoas.
A pesquisa também levou em conta diferentes etnias para encontrar a proporção máxima da cintura.
Isso é importante porque um dos pontos fracos do IMC é que ele tem significados diferentes para cada etnia. De acordo com Halpern, indianos e japoneses já apresentam risco de diabetes com valores de IMC considerados normais (entre 20 e 25).
O IMC também não discrimina entre massa muscular e gordura na hora da conta. Por isso é que a cintura começou a ganhar importância.
De acordo com o médico da USP, o risco para a saúde é maior quando a pessoa tem mais gordura entre as vísceras. Essa gordura é mais perigosa do que a localizada logo abaixo da pele. A medida da circunferência não diferencia entre as duas.
"Por isso também essa medida pode ser falha. Mas, quanto maior é a circunferência, mais gordura há dentro e fora das vísceras. Com a altura, a precisão aumenta."
Segundo a autora do estudo, a proporção entre altura e cintura, além de servir para pessoas com qualquer ascendência, também vale para crianças -- a
versão infantil do índice de massa corporal tem uma escala que varia de acordo com a idade.
De acordo com Ashwell, a nova medida já está ganhando apoio em países como EUA, Austrália, Japão, Índia, Irã e também no Brasil.
Pesquisadores da City University de Londres estimaram que um não fumante de 30 anos reduz sua expectativa de vida em até 33% se a medida de sua cintura corresponder a 80% de sua altura.
"Manter a circunferência da cintura no ponto certo aumenta a expectativa de vida para todas as pessoas do mundo", disse Ashwell.
Halpern lembra, no entanto, que, como todo estudo epidemiológico, esse também vai se deparar com casos que fogem à regra.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1089406-novo-imc-compara-cintura-com-altura.shtml

Revitalização de cais na foz do Capibaribe vira impasse em Recife.

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FÁBIO GUIBU
DE RECIFE
Um plano de revitalização de uma área abandonada há décadas em Recife gerou um impasse que se arrasta há anos, com manifestações nas ruas, decisões polêmicas e intervenções do Ministério Público de Pernambuco.
O alvo da polêmica é um projeto que prevê a construção de um complexo residencial e comercial, com 12 edifícios de até 40 andares, em um terreno localizado entre construções centenárias, junto à foz do rio Capibaribe.
Conhecida como cais José Estelita, a área pertencia à extinta Rede Ferroviária Federal e possui 101,7 mil m², o equivalente a 11 campos de futebol. O local abrigou a segunda linha ferroviária do Brasil, construída em meados do século 19.
Opositores do projeto consideram que a verticalização do trecho descaracterizaria a região e causaria graves impactos ambientais e sociais.
"O interesse público deve estar em primeiro lugar", diz a arquiteta Cristina Lino Gouvêa, integrante dos movimentos Direitos Urbanos e #OcupeEstelita, este articulado nas redes sociais.
"A intervenção é necessária, mas há uma estrutura urbana a ser considerada."
Uma audiência pública foi realizada há dois meses na Câmara de Recife, sem consenso. Mobilizados pelas redes sociais, ativistas vaiaram a apresentação do projeto.
SUSPENSÃO
Formado pelas empresas Moura Dubeux Engenharia, Queiroz Galvão e GL Empreendimentos, o consórcio que arrematou o terreno em leilão por R$ 55,7 milhões, em 2008, tentou iniciar as obras, mas foi impedido pelo Ministério Público.
"É inaceitável construir torres de 40 andares ali", diz a promotora de Justiça do Patrimônio Histórico de Recife, Belize Câmara Correia.
Técnicos do Iphan (órgão do patrimônio histórico nacional), porém, consideraram que a área não pode ser considerada um patrimônio.
Segundo o superintendente do instituto no Estado, Frederico Almeida, a linha ferroviária não será atingida. Da velha estação, diz, nada restou, e os demais elementos sofreram forte "mutilação".
O projeto está em análise na Secretaria de Obras de Recife. A secretária Maria De Biase diz que, se as exigências legais forem atendidas, "não há como evitar" a aprovação.
Iphan e secretaria exigiram, porém, contrapartidas e modificações no plano original, como a redução do tamanho dos prédios e a preservação de alguns galpões, para criação de um centro da memória ferroviária.
O Ministério Público deve exigir, porém, um estudo do impacto ambiental. E os ativistas prometem manter os protestos no local das obras.
OUTRO LADO
O Consórcio Novo Recife informou, em comunicado, que seu projeto para o cais José Estelita se preocupa com o urbanismo, a mobilidade e a revitalização "de uma das áreas mais belas da cidade e que está há décadas entregue ao abandono".
O grupo lembra que o projeto passa pela avaliação da Prefeitura de Recife, Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e Fundarpe (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco).
Segundo o comunicado, no momento, o projeto de revitalização ainda está sob análise do município.
O consórcio afirma também que criará áreas verdes e ciclovia no local e que garantirá a preservação de galpões da extinta Rede Ferroviária Federal que ainda existem na área, implantando neles um centro de cultura.
As empreiteiras se comprometeram ainda a restaurar a Igreja Matriz de São José, que começou a ser construída em 1845 e hoje está degradada.
O grupo empresarial não se posicionou sobre os protestos dos ativistas que se opõem ao empreendimento.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1089715-revitalizacao-de-cais-na-foz-do-capibaribe-vira-impasse-em-recife.shtml

Estudante de 16 anos encontra princípio antienvelhecimento na celulose.

Janelle Tam ganhou um prêmio de 5.000 dólares por criar um supercomposto antioxidante que poderá ser usado em cremes cosméticos.

Janelle Tam, estudante de 16 anos que recebeu prêmio por descobrir princípio antienvelhecimento na celulose
Janelle Tam, estudante de 16 anos que recebeu prêmio por descobrir princípio antienvelhecimento na celulose (AFP)
Uma adolescente que nasceu em Singapura e hoje vive no Canadá ganhou nesta terça-feira um prêmio por descobrir propriedades antienvelhecimento da celulose, substância encontrada nos vegetais e usada na produção de papel.
Janelle Tam, aluna de 16 anos do nível médio, venceu a principal categoria do concurso Sanofi BioGENEius Challenge, competição de biotecnologia entre estudantes do Canadá. A distinção valeu à adolescente 5.000 dólares.

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RADICAIS LIVRES
São átomos (ou grupos de átomos) formados quando o oxigênio interage com algumas moléculas em especial. Elas podem criar uma reação em cadeia e causar danos às células, levando-as à morte ou atrapalhando seu funcionamento correto. Os danos podem provocar envelhecimento, câncer e outras doenças.
Janelle criou um supercomposto antioxidante a partir de pequenas partículas da polpa da madeira, conhecidas como nanocristais de celulose (NNC), que são flexíveis, resistentes e mais fortes que o aço. A jovem pesquisadora explicou que os NCC não são tóxicos, são estáveis, solúveis em água e renováveis, porque são retirados de árvores.
De acordo com a organização Bioscience Education Canada, essa substância pode algum dia ser usada em produtos antienvelhecimento por neutralizar radicais livres nocivos presentes no organismo humano.
Uso em bandaids - "Seria muito legal comercializar essa substância", disse Janelle. "Vejo como mais um ingrediente que pode ser acrescentado às fórmulas existentes, em comprimidos, bandaids ou cremes cosméticos."
"Eu acho que a descoberta também abre um novo espaço para o campo de pesquisas de NCC. Fazer pesquisa é descobrir coisas que ninguém achou antes, o que eu acho muito estimulante", afirma a jovem pesquisadora.

(Com Agência France-Presse)

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/estudante-de-16-anos-encontra-principio-antienvelhecimento-na-celulose

'Sopa de plástico' do Pacífico aumentou 100 vezes em 40 anos.

Segundo estudo, acúmulo de plástico pode provocar desequilíbrio marinho.

Poluição lixo plástico
Pesquisa divulgada nesta quarta-feira mostra que mancha de lixo no Pacífico Norte aumentou 100 vezes nos últimos 40 anos (Rajesh Nirgude/AP)
O enorme redemoinho de lixo plástico flutuante do norte do Pacífico aumentou 100 vezes nos últimos 40 anos, revelou um artigo publicado na revista Biology Letters nesta quarta-feira.
Cientistas alertam que a 'sopa de microplástico', cujas partículas medem menos de cinco milímetros, ameaçam alterar o ecossistema marinho porque favorecerem a reprodução de um tipo de inseto que serve de alimento para peixes, tartarugas e aves.

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GIRO OCEÂNICO
São grandes sistemas de correntes marítimas rotativas e estão relacionadas ao movimento de rotação da Terra e dos ventos. Como são uma espécie de 'redemoinho', esses giros favorecem a concentração de material, como o plástico, em seu centro. São cinco os giros oceânicos: Pacífico Norte, Pacífico Sul, Atlântico Norte, Atlântico Sul e Índico.
PLÁSTICO NOS OCEANOS
O lixo plástico nos oceanos é uma preocupação por causa do impacto ambiental. Por exemplo, a ingestão de plástico por um peixe pode causar danos no fígado do animal. As partículas também servem de abrigo para bactérias e algas. Elas são transportadas junto com as partículas para outras regiões do oceano onde podem ser invasivas e causar problemas ao ambiente local.
ZOOPLÂNCTON
O zooplâncton é composto por organismos que não realizam fotossíntese (animais microscópicos, em sua maioria) e vivem na água (marinha ou doce), com locomoção limitada — apesar de que vários organismos, como microcrustáceos, podem se movimentar extensivamente.
No período entre 1972 e 1987, nenhum microplástico foi encontrado em amostras coletadas para testes, destacou o artigo. Em pesquisa recente, estudiosos mostraram que a quantidade de plástico existente nos oceanos é muito maior do que se pensava anteriormente.

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Atualmente, os cientistas estimam que a massa de lixo localizada na região do Giro Subtropical do Norte do Pacífico, conhecida como Grande Mancha de Lixo do Pacífico, ocupa uma área equivalente a duas vezes o território de Goiás, cerca de 695.660 km2.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), 13.000 partículas de lixo plástico são encontradas em cada quilômetro quadrado do mar, mas o problema é maior no Norte do Pacífico.
O acúmulo de plástico no centro dessa região é favorecido pelo movimento das correntes marítimas e dos ventos. De acordo com Paulo Sumida, oceanógrafo da USP, "o que acontece na região é semelhante ao que acontece quando você mexe o café de uma xícara e a espuma se concentra em seu centro. Como o plástico é leve, o movimento do giro oceânico faz com que ele se acumule no centro do redemoinho."
Desequilíbrio marinho — Uma das preocupações dos autores do estudo é a relação entre o aumento de plástico no oceano Pacífico e o crescimento da população do Halobates sericeus, um inseto oceânico conhecido como 'sea skater' ou inseto Jesus, por sua habilidade de caminhar sob a água.
O estudo indicou que o acúmulo de plástico no Pacífico Norte tornou-se um novo hábitat para esses insetos, que dependem de superfícies fixas para colocar ovos. Antes, a reprodução desses animais era limitada, pois dependia de materiais como pedaços de madeira boiando, conchas e pedra pome para porem ovos.
Esses insetos se alimentam de zooplâncton e servem de alimento para peixes, pássaros e tartarugas marinhas. Os cientistas acreditam que o aumento da população desses insetos pode causar um desequilíbrio nessa cadeia alimentar.
(Com Agência France-Presse)

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/sopa-de-plastico-do-pacifico-aumentou-100-vezes-em-40-anos

Lei que torna crime exigência de garantia para atendimento hospitalar é aprovada no Senado.

Projeto, que prevê pena para estabelecimentos que exigirem cheque-caução e nota promissória, segue para sanção presidencial.

Projeto de lei torna crime e prevê penas para exigência de garantias em atendimento hospitalar de emergência
Projeto de lei torna crime e prevê penas para exigência de garantias em atendimento hospitalar de emergência (stock.xchng)
O Senado aprovou, na noite desta quarta-feira, o projeto de lei que torna crime a exigência de garantias, como cheque-caução e nota promissória, e de preenchimento de formulários administrativos para o atendimento de emergência em hospitais. O projeto, que já havia passado pela Câmara dos Deputados na última semana, não sofreu alterações no Senado e deve seguir para a sanção presidencial.
O texto prevê a pena de prisão de três meses a um ano, além de uma multa. A pena pode chegar a triplicar caso a falta de socorro resulte em lesão corporal grave ou em morte. O projeto ainda determina que os hospitais fixem, em local visível, um cartaz informando que é crime a exigência de cheque-caução, nota promissória ou qualquer garantia, além de preenchimento prévio de formulários administrativos, para atendimentos de emergência.
Embora essa prática já seja tratada no Código Penal como omissão de socorro, o projeto vai dar mais garantias ao paciente e permitir a punição mais dura e efetiva à instituição que condicionar o atendimento. O projeto foi elaborado por determinação da presidente Dilma Rousseff como forma de evitar mais mortes por falta de socorro.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/lei-que-torna-crime-exigencia-de-garantia-para-atendimento-hospitalar-e-aprovada-no-senado

Comitê dos EUA aprova pílula preventiva contra aids.

Especialistas dão sinal verde para que o Truvada seja comercializado para pessoas saudáveis com parceiros infectados.

O Truvada é comercializado desde 2004 para combater o HIV, mas só agora deverá ser vendido como droga capaz de impedir a infecção em pessoas saudáveis
 O Truvada é comercializado desde 2004 para combater o HIV, mas só agora deverá ser vendido como droga capaz de impedir a infecção em pessoas saudáveis (Divulgação)
Consultores do FDA, órgão americano que regula alimentos e medicamentos, recomendaram a adoção da droga Truvada como a primeira pílula para prevenir a aids. Os especialistas se reuniram nesta quinta-feira, após o FDA ter se pronunciado favorável ao estudo que mostrava a eficácia do medicamento em pessoas saudáveis. O FDA, que tomará a decisão final sobre o medicamento no dia 15 de junho, não é obrigado a seguir a recomendação do comitê, mas é o que normalmente acontece.

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TRUVADA
O Truvada, comercializado desde 2004, é a combinação de outras duas drogas mais antigas no combate do HIV, Emtriva e Viread. Os médicos normalmente receitam a medicação como parte de um coquetel que dificulta a proliferação do vírus, reduzindo as chances da aids se desenvolver.

A capacidade de prevenção do Truvada foi anunciada pela primeira vez em 2010 como um dos grandes avanços médicos na luta contra a epidemia de aids. Um estudo de três anos descobriu que doses diárias diminuíam o risco de infecção em homens saudáveis em 44%, quando acompanhados por orientação e o uso de preservativo.

Outro estudo descobriu que o Truvada reduziu a infecção em 75% para casais heterossexuais em que um dos parceiros tinha o HIV. O remédio já está no mercado para tratar a doença, mas sob a prescrição médica em casos específicos. A aprovação do FDA permitiria a empresa Gilead Sciences, dona da medicação, para vender a droga formalmente nas condições estabelecidas pelo órgão.
Os especialistas aprovaram por 19 votos contra 3 a prescrição do Truvada para homens homossexuais HIV-negativos, e, por 19 votos a 2 (uma abstenção), receitar a droga para pessoas não infectadas cujos parceiros têm aids.

O Truvada está disponível desde 2004 para tratamento de soropositivos em combinação com outras drogas antirretrovirais, como forma de diminuir a proliferação do vírus no organismo.
Depois de um estudo publicado na revista Science, mostrando a eficácia do remédio em prevenir que pessoas saudáveis fossem infectadas, a fabricante Gilead Sciences apresentou uma solicitação para poder comercializar o Truvada com objetivos de prevenção.
O estudo mostrou que a droga aumentou a capacidade de prevenir o HIV em homens homossexuais, que adotam comportamentos de risco, de 44% para quase 73%. Contudo, críticos observam que a pílula é cara - custa até 14.000 dólares ao ano - e outros alertam que o teste clínico não representa as circunstâncias do mundo real e poderia provocar um aumento na prática de sexo sem proteção e em uma retomada nos casos de aids. Além disso, o remédio pode causar diarreia, tontura, náusea e vômito como efeitos colaterais. Nos casos mais sérios, houve intoxicação do fígado, problemas nos rins e enfraquecimento dos ossos.
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Os homens homossexuais representam mais da metade dos 56.000 novos casos de HIV nos Estados Unidos, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças do país. Uma análise do custo e benefício, realizada em abril por especialistas da Universidade de Standford, sugeriu que o medicamento seria financeiramente viável entre homens gays com cinco parceiros ou mais ao ano, mas seria proibitivamente caro se promovido para todos os homossexuais masculinos.

Opinião do especialista

Caio Rosenthal, infectologista do hospital Emílio RibasCaio RosenthalInfectologista do hospital Emílio Ribas, em São Paulo.

A utilização do Truvada para pessoas que estão muito expostas ao HIV é muito bem vinda. São aquelas que trabalham em hospitais de referência para o tratamento da doença e para casais em que um dos parceiros está infectado. Aqui no Brasil, o remédio não existe, mas é possível utilizar os dois que o formam. A quantidade de comprimidos aumenta, mas o efeito seria o mesmo.

O Ministério da Saúde está discutindo se vai distribuir o remédio para as pessoas que fazem parte do grupo de alto risco. Atualmente, a única solução nesses casos é a ingestão de um coquetel antirretroviral nas quatro semanas seguintes à exposição ao vírus. Contudo, temos que ter um critério seletivo muito afiado e isso tem um custo muito alto.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/especialistas-dos-eua-aprovam-pilula-preventiva-contra-aids

Extremos digitais


Rio das Pedras: acesso pífio a internet
O estudo Mapa da Inclusão Digital, que a FGV -RJ e a Fundação Telefônica lançam nos próximos dias, revela que São Caetano (SP) apresenta o maior índice do país de acesso a internet em casa (69%). Em compensação, em Aroeiras (PI), esse percentual é igual a zero.
No Brasil, 33% das casas têm acesso à rede. Isso o põe em 63º lugar entre os 158 países mapeados pela FGV . O líder é a Islândia, com 94% de domicílios conectados – um índice igual ao da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Já Rio das Pedras, a favela vizinha, possui o menor percentual da cidade (21%), parecido com o do Panamá.
Por Lauro Jardim

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/internet/ranking-de-acesso-a-internet-em-casa-revela-extremos-digitais-pelo-pais/

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