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terça-feira, 12 de junho de 2012

Trabalho infantil diminui no país entre 2000 e 2010, diz Censo.

Houve aumento no trabalho entre crianças na faixa etária de 10 a 13 anos.
Em 2010, havia 3,4 milhões entre os 10 e 17 anos de idade trabalhando.

Do G1, em São Paulo

O trabalho infantil diminuiu 13,44% no país entre 2000 e 2010, segundo dados do Censo 2010 divulgados nesta terça-feira (12), Dia contra o Trabalho Infantil. Os números foram apresentados no Fórum Nacional para a Erradicação do Trabalho Infantil, no Ministério da Justiça, em Brasília.
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o dado geral mostra diminuição no trabalho infantil na faixa etária entre os 10 e 17 anos. Em 2010, havia 3,4 milhões de crianças e adolescentes nessa idade ocupados, o que representava 3,9% das 86,4 milhões de pessoas ocupadas com 10 anos ou mais de idade. Em 2000, eram 3,94 milhões.
Crianças e adolescentes que trabalham, segundo o Censo
2000
2010
3.935.489
3.406.517
10 a 13 anos
699.194
710.140
14 e 15 anos
1.092.285
888.433
16 e 17 anos
2.144.010
1.807.944
*Fonte: IBGE, Micro Dados Censo Demográfico 2000/2010. Elaboração: Fórum Nacional para a Prevenção e Eliminação do Trabalho Infantil PNPETI, 2012
"Mas, ao analisar as distintas faixas etárias, observa-se um aumento no grupo mais frágil: o trabalho infantil na faixa entre 10 e 13 anos voltou a subir em 1,56%", diz o estudo divulgado pelo fórum. Em 2010, foram registrados 10.946 casos de trabalho infantil a mais do que em 2000.
“Isso é preocupante, já que essa faixa etária [entre 10 e 13 anos] corresponde aos anos anteriores à conclusão do ensino fundamental e seu impacto sobre a aprendizagem, conclusão escolar ou abandono escolar ou não ingresso no ensino médio, é imediato”, diz o estudo divulgado no fórum.
Também nessa faixa, houve redução apenas na região Nordeste. As demais regiões do país contribuíram para o desempenho negativo da média nacional.
Na região Sudeste, os aumentos do trabalho infantil nessa faixa etária foram da ordem de 50% no estado do Rio de Janeiro (passando de 16.289 casos em 2000 para 24.445 casos em 2010) e de 54% em São Paulo (de 46.021 em 2000 para 71.172 casos em 2010).
No Norte, houve aumento de trabalho infantil no Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Tocantins. Na região Sul, o Paraná registrou aumento e, no Centro-Oeste, os estados de Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.
Somente na faixa etária entre 10 e 13 anos, o estado da Bahia detém 11,2% do trabalho infantil do país para este grupo de crianças e adolescentes que deveriam estar na escola.
Trabalho infantil no país
A população ocupada de 10 a 15 anos equivalia a 1,9% dos trabalhadores, 1,6 milhão de pessoas. Já na faixa de 16 ou 17 anos eram 1,8 milhão (2,1% do total), caso em que o trabalho é autorizado, desde que não seja prejudicial à saúde, à segurança e à moralidade.
Os adolescentes de 14 ou 15 anos só poderiam trabalhar como aprendizes. Em 2000, as crianças e adolescentes de 10 a 17 anos de idade representavam 6,0% das 65,6 milhões de pessoas ocupadas de 10 anos ou mais de idade.
A parcela de crianças e adolescentes ocupados do sexo masculino (2,065 milhões) manteve-se superior à feminina (1,342 milhão) em 2010. No grupo etário de 10 a 15 anos, os meninos representaram 60,3% (964 mil). Na faixa de 16 ou 17 anos, 60,9% (1,101 milhão).
Em 2000, eram 66,9% na faixa de 10 a 15 anos de idade (1,199 milhão homens para 593 mil mulheres) e 64,0% entre 16 ou 17 anos de idade (1,371 milhão de homens para 773 mulheres).
Entre 10 e 17 anos
Em 2010, havia 3,4 milhões de crianças e adolescentes de 10 a 17 anos de idade ocupados, o que representava 3,9% das 86,4 milhões de pessoas ocupadas com 10 anos ou mais de idade.
A redução no número de crianças e adolescentes nessa década em área rural foi maior do que em área urbana. Enquanto na área rural houve uma queda de 339 mil pessoas, passando de 1,395 milhão em 2000 para 1,056 milhão em 2010, na área urbana a redução foi de 190 mil, caindo de 2,541 milhões para 2,351 milhões no mesmo período.
Juntos, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul detêm 50,41% do total de trabalho de crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos no país. Nestes cinco estados havia, em 2010, 1.652.125 crianças e adolescentes trabalhando.
Na região Norte o maior percentual é de Rondônia, onde 18% de suas crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos trabalham.
No Nordeste, a Bahia além do maior número absoluto, o estado também tem o maior percentual de crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos trabalhando: 13,5%.
No Centro-Oeste, Goiás com 15,5% e Mato Grosso com 15,3% são os estados da região com os maiores percentuais de crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos trabalhando.
No Sudeste, o Espírito Santo tem 13,4% de suas crianças e adolescentes entre 10 e 17 trabalhando. O Rio de Janeiro tem o menor percentual do país: 6,7%.
No Sul do país está o estado com a maior percentual de trabalho de crianças e
adolescentes entre 10 e 17 anos trabalhando: Santa Catarina, onde 18,9% do total de
crianças e adolescentes estão nessa situação.
Entre 16 e 17 anos
Segundo o IBGE, entre os adolescentes de 16 ou 17 anos de idade, a redução foi de 336 mil, passando de 2,144 milhões para 1,807 milhão no mesmo período (15,7%).
Cinco estados registraram aumento do trabalho infantil para a faixa etária entre 16 e 17 anos: Amazonas, Roraima, Amapá, Santa Catarina e Distrito Federal.
As maiores porcentagens de adolescentes nessa idade trabalhando estão: Santa Catarina (44,2%); Rio Grande do Sul (35,8%); Paraná (36,4%); Rondônia (34,5%); Goiás (34,2%); Mato Grosso (32,7%) e Mato Grosso do Sul (32%).
“Esses números evidenciam a urgência da garantia de trabalho decente para estes e estas jovens, que lhes possibilite aprender uma profissão e trabalhar em um ambiente seguro e protegido. Essa situação demanda uma política imediata de transição escola trabalho”, conclui o texto elaborado pelo Fórum Nacional para a Prevenção e Eliminação do Trabalho Infantil.

Fonte: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2012/06/trabalho-infantil-diminui-no-pais-entre-2000-e-2010-diz-censo.html

Anatel arrecada R$ 2,5 bilhões com leilão de lotes nacionais do 4G.

Ágio em relação ao valor mínimo dos lotes (R$ 1,8 bilhão) foi de 35,69%.
Claro e Vivo arremataram os lotes principais, com mais capacidade.

Fábio Amato Do G1, em Brasília

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) arrecadou nesta terça-feira (12) R$ 2,565 bilhões com o leilão dos quatro lotes de frequência para oferta nacional do serviço de telefonia móvel de quarta geração (4G) no Brasil. O valor representa ágio de 35,69% em relação ao valor mínimo exigido pela agência para esses quatro lotes, que soma R$ 1,890 bilhão.
Claro, Vivo, TIM e Oi, levaram os quatro lotes oferecidos, por R$ 844,518 milhões, R$ 1,05 bilhão, R$ 340 milhões e R$ 330,851 milhões, respectivamente.
Os lotes “W” e “X”, adquiridos por Claro e Vivo, eram os principais do leilão desta terça-feira pois possuem o maior “tamanho”: de 20 MHz.
Esses dois lotes vão permitir às empresas oferecer o dobro da capacidade de transmissão de dados e, consequentemente, também possuem um potencial maior de abrigar clientes, em relação àqueles arrematados por TIM e Oi, que têm 10 MHz de “tamanho”.

Além dos lotes nacionais – que dão direito aos vencedores de operar o 4G em todo o país –, a Anatel ainda vai leiloar lotes regionais. No total, estão sendo oferecidos 273 lotes. Contando os regionais, o preço mínimo das outorgas definido pela agência é de R$ 3,8 bilhões.
No início da noite desta terça, com R$ 2,7 bilhões arrecadados, a Anatel interrompeu o leilão. Na quarta-feira, a agência vai terminar de leiloar 33 lotes que dão direito a exploração regional do serviço e que ainda não tiveram as propostas abertas. Além disso, outros 36 lotes, também regionais e que não tiveram interessados nessa primeira fase, serão encaminhados para uma segunda rodada do leilão.

Lotes
Pela regra do leilão, o primeiro lote oferecido foi o da frequência de 450 MHz, para oferta da telefonia e internet móvel na área rural. Entretanto, nenhuma empresa fez oferta para operar o serviço. Com isso, as quatro vencedoras dos lotes nacionais do 4G ficam obrigadas a também fazer os investimentos necessários para oferta da telefonia rural, conforme prevê o edital.

A Claro foi a vencedora do primeiro dos 4 lotes nacionais para oferta de telefonia móvel de quarta geração. O lance da empresa para foi de R$ 844,518 milhões, ágio de 34% sobre o valor mínimo exigido pela Anatel, de R$ 630,191 milhões.

Além da Claro, fizeram oferta inicial para o lote a Oi e a Telefônica/Vivo, todas com o valor mínimo exigido pela agência. Foram à fase de lances apenas as duas primeiras. A Telefônica desistiu.
Na quarta rodada de lances, a Oi desistiu de fazer nova oferta e a Claro saiu vencedora.

O lote “W”, vencido pela Claro, traz como obrigação investimento na telefonia móvel rural (tanto voz como banda larga) na região Norte, Maranhão, Bahia e Grande SP, nos códigos de área 11 e 12.

A Telefónica/Vivo arrematou o segundo lote nacional, chamado de “X”, com lance de R$ 1,05 bilhão, ágio de 66,6% sobre o valor mínimo exigido pela agência, de R$ 630,191 milhões.

O lote vencido pela Telefónica/Vivo traz como obrigação investimento na telefonia móvel rural no interior de São Paulo (menos áreas 11 e 12), Minas Gerais, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.
Internet 4G (Foto: Arte/G1)


TIM e Oi
Oi e TIM venceram os dois últimos lotes que dão direito a explorar em âmbito nacional a telefonia móvel de quarta geração. As vitórias foram praticamente sem disputa, já que Claro e Vivo ficaram impedidas de competir por terem arrematado as bandas "maiores", "W" e "X".

A TIM venceu o lote chamado “V1” com lance de R$ 340 milhões, ágio de 7,9% sobre o lance mínimo exigido pela Anatel, de R$ 315,096 milhões.

Como obrigação, terá que investir na telefonia rural nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

Já a Oi, com oferta de R$ 330,851 milhões, ágio de 5% sobre o valor mínimo (R$ 315,096 milhões), ficou com o lote chamado “V2”. O lote exige da empresa aplicar na telefonia rural nos estados do Centro Oeste, além do Rio Grande do Sul.

Próximos passos
O presidente da Claro, Carlos Zenteno, disse em entrevista após o leilão que os clientes do 4G da operadora poderão experimentar, na “teoria”, uma banda larga móvel de até 100 Mbps (megabits por segundo). Ele não soube dizer a velocidade real do serviço.

Zenteno também não soube informar quanto a empresa deve investir nos próximos anos para implantar a rede necessária à oferta do serviço 4G. Segundo ele, esse custo vai depender de contratos com fornecedores, que ainda estão em negociação.

O presidente da Claro avaliou que, a princípio, os planos de 4G para smartphones estarão acessíveis apenas às classes A e B, devido ao alto custo dos planos e dos aparelhos. Mas, com o tempo, deve se popularizar.

“Esperamos que os serviço tenha entrada nos seguimentos mais altos. Mas depois, com aumento de escala, vamos ter preços melhores”, disse Zenteno.

O presidente da Telefónica/Vivo, Antônio Carlos Valente, também falou após concluída a primeira fase. De acordo com ele, o resultado do leilão “mostra a confiança que os investidores têm no mercado brasileiro”, apesar dos temores provocados por um possível agravamento da crise internacional.
Ele disse que a previsão da empresa é investir um total de R$ 24,3 bilhões no Brasil entre 2011 e 2014, já incluso no valor os gastos com o 4G.
Valente afirmou que arrematar o lote “X” era o objetivo do grupo. Segundo ele, conquistar um dos lotes com faixa de 20 MHz era essencial para que a empresa pudesse manter-se líder no mercado.

Metas e obrigações
A previsão da Anatel é que as operadoras invistam entre R$ 12 bilhões e R$ 15 bilhões até 2018 para implantar a rede que dará suporte ao 4G e à telefonia rural.

As vencedoras do leilão da faixa de 2,5 GHz (4G) terão metas de cobertura. Até abril de 2013, todas as cidades-sede de jogos da Copa das Confederações terão que contar com o serviço. Ao final do mesmo ano, o sinal deve estar disponível em todas as sedes e subsedes da Copa de 2014.

Em maio de 2014, todas as capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes devem estar cobertas. Ainda segundo o edital, o serviço deve estar ativo nas cidades com mais de 30 mil habitantes até o final de 2017. Municípios menores têm que contar com o 4G até o final de 2019.

Para a telefonia rural, a meta é atender a 30% dos municípios até junho de 2014 e 100% deles até dezembro de 2015.

A empresa também fica obrigada a oferecer serviço de internet em escolas públicas rurais, com taxa de download (velocidade para baixar arquivos) de 256 Kbps, mas que sobe para 1 Mbps (megabits por segundo) até dezembro de 2017.

A franquia máxima para a telefonia rural, fixada pela agência para o leilão, sem impostos, é de R$ 30 para o serviço de voz, com direito a 100 minutos de ligações, e R$ 32 para o serviço de dados (internet), com velocidade de 256 Kbps (kilobits por segundo).

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2012/06/anatel-arrecada-r-25-bilhoes-com-leilao-de-lotes-nacionais-do-4g.html

EA libera vídeo e imagens de FIFA 13 e FIFA Manager 13.

Felipe Vinha Para o TechTudo
A Electronic Arts liberou novas imagens de FIFA Manager 13, além de um vídeo e outras imagens de FIFA 13. A companhia começa a investir pesado em seus títulos de futebol para este ano. Um deles é voltado para a simulação completa do jogo em campo, enquanto o outro se foca em administrar um time no papel de técnico e diretor da equipe.
FIFA 13 (Foto: Divulgação) 
FIFA 13 (Foto: Divulgação)
Entre as novidades, FIFA 13 promete melhorias na inteligência artificial dos jogadores. Com isso, os defensores serão mais eficientes e não será tão fácil driblar o adversário, como nas versões anteriores do jogo.
FIFA 13 (Foto: Divulgação) 
FIFA 13 (Foto: Divulgação)
Na questão dos dribles, também temos mudanças. Se em FIFA 12 era possível driblar somente mudando de direção no controle, em FIFA 13 isso não será mais possível. As cobranças de falta agora podem ter até três jogadores participando ativamente em campo. É possível que um deles faça um chute em falso e outro jogador venha logo atrás, aplicando o tiro certeiro.
FIFA Manager 13 (Foto: Divulgação) 
FIFA Manager 13 (Foto: Divulgação)
FIFA Soccer 13 vai ser lançado no final do ano para as plataformas atuais, o que engloba PlayStation 3, Xbox 360, PC, Wii e Nintendo 3DS. É possível que tenhamos uma versão Wii U programada pela Electronic Arts. Já FIFA Manager 13 sai apenas para computadores. Confira o gameplay de FIFA 13.




Fonte: http://www.techtudo.com.br/jogos/noticia/2012/06/ea-libera-video-e-imagens-de-fifa-13-e-fifa-manager-13.html
 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

EUA aprovam novo medicamento contra câncer de mama.

Em testes clínicos, o Perjeta, da Roche, estendeu o tempo em que as pacientes passaram sem apresentar progressão da doença.

Mulher faz auto-exame de mama
Câncer de mama: novo medicamento combate proteína ligada ao crescimento das células cancerígenas (Getty Images/Thinkstock)
As autoridades de saúde dos Estados Unidos aprovaram nesta sexta-feira um novo remédio oncológico. A fabricante, a empresa farmacêutica Roche, aposta que a droga será o tratamento de referência para um tipo de câncer de mama bastante agressivo.
A Food and Drug Administration (FDA), órgão do governo americano que regula alimentos e remédios, aprovou na sexta-feira o injetável Perjeta (também conhecido como pertuzumab), para mulheres com uma categoria de tumor conhecido como HER2 positivo, que responde por cerca de 25% dos casos da doença e não tem cura. O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil. Estimativas do Inca (Instituto Nacional de Câncer) indicam que serão registrados 52.680 novos casos da doença em 2012 no país.
O Perjeta é um anticorpo monoclonal, medicamento produzido a partir de clones de uma única célula. Ele funciona combinado com o Herceptin (também conhecido como trastuzumab), que também combate o HER2 positivo, e o docetaxel, um tipo de quimioterapia. Em testes clínicos com 880 pacientes, demorou 18,5 meses em média antes que a doença progredisse em pacientes que receberam os dois medicamentos, contra 12,4 meses nas pacientes que receberam apenas Herceptin.
A HER2 é proteína envolvida no crescimento normal das células, mas que, em alguns tipos de câncer, aparece em grande quantidade e favorece o crescimento das células cancerígenas. O Perjeta, administrado de forma intravenosa, inibe a ação da proteína, evitando a proliferação do tumor.
"Desde que o trastuzumab foi aprovado há mais de uma década, pesquisas contínuas nos ajudaram a entender melhor o papel da HER2 no câncer de mama", disse Richard Pazdur, diretor do Escritório de Produtos de Hematologia e Oncologia do Centro de Pesquisa e Análise de Medicamentos do FDA. "Graças a elas agora se sabe que a combinação do trastuzumab com o Perjeta e o docetaxel reduzem a velocidade da progressão do câncer de mama."
Apesar dos bons resultados, o Perjeta em combinação com o docetaxel e o trastuzumab causa sérios efeitos colaterais como diarreia, queda de cabelo, náuseas, fadiga, problemas no sistema imunológico e danos nos nervos.
Esta semana, a Roche apresentou um outro medicamento, o T-DM1, que também age contra a HER2, em fase final de testes.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/eua-aprovam-novo-medicamento-contra-cancer-de-mama

Água, maçã, mel, bebidas quentes, limão, gargarejo e soro ajudam a voz.

Veja também o que prejudica a fala e o que fazer em caso de rouquidão.
Aquecimento vocal é indicado antes de um uso intenso e contínuo.

Do G1, em São Paulo

Além de ser um canal para a fala, a voz revela nossas emoções e sentimentos. Por isso, é importante cuidar bem dela, para evitar rouquidão e afonias.
Fazer aquecimento vocal antes um uso intenso e contínuo é importante, segundo a fonoaudióloga Leny Kyrillos e a otorrinolaringologista Adriana Hachiya. E também há alimentos e hábitos que ajudam a saúde da voz. Veja no infográfico abaixo:
Voz (Foto: Arte/G1)
Se a sua rouquidão permanecer por mais de 15 dias, procure um médico. Qualquer disfonia além desse prazo não é normal.
Um exame disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) mostra o funcionamento das cordas vocais. São imagens incríveis que revelam com detalhes como produzimos os sons.
Calo ou nódulo na garganta são lesões benignas provocadas pelo uso intenso da voz, mais comuns em pessoas que falam muito, especialmente em mulheres, por terem uma laringe mais arredondada e curta que a masculina.
Normalmente, esses calos são cuidados com exercícios e mudança de comportamento vocal. Quando o problema não responde ao tratamento, é preciso fazer uma microcirurgia da laringe.
Vibração das cordas vocais
- As de um homem vibram de 80 a 150 vezes por segundo
- Na mulher, são de 150 a 250 vezes
- Em uma criança, as cordas batem entre 250 e 300 vezes
Causas da rouquidão
- Gripe
- Uso excessivo ou inadequado da voz
- Fatores emocionais
- Lesão ou calo nas cordas vocais
- Cigarro e álcool
Aquecimento
- Movimente a boca, como se estivesse mastigando, com e sem som, de boca aberta e fechada
- Vibre a língua e os lábios
- Emita consoantes sonoras prolongadas, como “v”, “z” e “g”, no mesmo tom e depois com modulações
- Comece o exercício com intensidade fraca e vá aumentando gradativamente
- Ao fim da atividade, diminua a intensidade.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/06/agua-maca-mel-bebidas-quentes-gargarejo-e-soro-ajudam-voz.html

Conheça os planos do país que quer renunciar à energia fóssil até 2050.

Dinamarca tem projeto ambicioso de transição a fontes renováveis que, apesar de críticas, conta com amplo apoio político.

Da BBC

Após sofrer fortemente a crise do petróleo, Dinamarca passou a apostar em energia renovável (Foto: AP) 
Após sofrer fortemente a crise do petróleo, Dinamarca
passou a apostar em energia renovável (Foto: AP)
A representante política dinamarquesa Lykke Friis fez questão de deixar uma coisa clara: "Não somos hippies".
Talvez a frase soe um pouco defensiva ao extremo, mas Friis está fazendo a defesa de uma iniciativa ousada: a Dinamarca anunciou que, até o final desta década, produzirá um terço de sua energia a partir de fontes renováveis - poder eólico, principalmente, mas também solar e queima de "biomassa".
De forma ainda mais ambiciosa, o governo dinamarquês tem como meta alimentar o país inteiro com energia renovável até 2050, abandonando as fontes fósseis.
O que faz desse anúncio algo ainda mais surpreendente é o fato de ele ter recebido o apoio de todo o espectro político do país.
Lykke Friis, por exemplo, e a líder do oposicionista Partido Liberal, de centro-direita e orientação pró-negócios. Para ela, a decisão de erradicar o uso de energia fóssil é uma questão de planejamento financeiro.
'"ndependentemente do que façamos, teremos um aumento no preço da energia, simplesmente porque as pessoas na Índia e na China querem ter seus próprios carros", justifica. "É por isso que temos a clara ambição de criar independência em relação aos combustíveis fósseis - para não estarmos vulneráveis a grandes flutuações no preço da energia."
Novo rumo
A experiência em curso na Dinamarca tem explicações históricas: o país sofreu de forma especialmente forte com as flutuações do preço do petróleo registradas no início dos anos 1970.
Com poucas opções domésticas de energia, a nação assistiu a uma grande elevação nos custos energéticos, fazendo com que ganhasse força a ideia de que um novo rumo era necessário.
A energia nuclear, por sua vez, sempre foi alvo de oposição por parte de políticos e da opinião pública. Por conta disso, a Dinamarca começou a apostar em fontes renováveis muito antes do que outros países, ganhando a dianteira especialmente na energia eólica.
Na usina de Avedore, nos arredores de Copenhague, quase mil megawatts de energia estão sendo gerados a partir de fontes renováveis, o suficiente para abastecer 250 mil residências.
Uma parte disso vem de gigantescas turbinas movidas a vento; outra, vem de usinas de biomassa, que queimam feno e resíduos industriais.
Avedore é administrada pela maior empresa energética dinamarquesa, a Dong Energy, que planeja fornecer toda a eletricidade do país a partir de fontes limpas.
"É uma grande transformação da empresa", diz o vice-presidente executivo Thomas Dalsgaard. "Acreditamos que o futuro não é baseado em carvão. Mas é difícil, você tem que criar um modelo totalmente diferente para operar nos negócios."
Armazenamento
A questão vai além de modificar usinas ou de construir mais parques eólicos. Para começar, existe o desafio de armazenar energia renovável, para usá-la na ausência de sol e de vento.
Engenheiros estudam propostas de armazenar o calor gerado pela eletricidade; de expandir o número de carros elétricos do país, com baterias recarregáveis. Mas tudo isso está em estágio inicial de desenvolvimento.
Outro desafio é a distribuição. Usinas energéticas convencionais estão localizadas nos arredores das cidades. Se plantas eólicas forem construídas em áreas marítimas mais remotas, como planejado, será necessária uma ampla rede de cabeamento para levar a energia gerada aos consumidores urbanos.
"Será preciso um grande investimento", diz Erik Kristofferson, da Energinet, que administra a rede de eletricidade do país. "E esse investimento deve começar agora. É uma questão política, mas acreditamos que pode ser feito."
Críticas
Já Bjorn Lomborg não está convencido. Ele é um dos mais conhecidos críticos da energia renovável no mundo, e lamenta o fato de seu próprio país estar comprometido com um futuro de energia baseada em vento, ondas do mar e painéis solares.
"Construir usinas eólicas nos faz sentir bem. Mas isso reduzirá o crescimento econômico", justifica ele. "A energia verde é muito mais cara do que os combustíveis fósseis. Deveríamos combater o aquecimento global abandonando o carvão, que polui muito, e adotando o gás, que polui muito menos."
Lomborg alega que existe uma potencial reserva de gás de xisto no subsolo do país.
Mas a real extensão das reservas é desconhecida. A Polônia, que inicialmente anunciou que poderia suprir a maioria de suas necessidades energéticas com gás de xisto, recentemente voltou atrás e reduziu as estimativas sobre suas reservas.
Além disso, esse tipo de gás é extraído por um processo que, para alguns, é excessivamente danoso ao meio ambiente.
Suprimento estável
Para o ministro de Energia da Dinamarca, Martin Lidegaard, o xisto não traz vantagens em relação em relação a outros combustíveis fósseis e pode também sofrer com a oscilação de preços.
"O risco de subida de preços de combustíveis é real. O que queremos é assegurar um suprimento estável de energia limpa e barata."
Lidegaard admite que não pode calcular os custos da transição completa às fontes renováveis, mas argumenta que essa transição ainda faz sentido economicamente - e não apenas para a Dinamarca.
"Tenho certeza não apenas de que outros países poderiam fazer isso, mas que o farão, simplesmente por causa do desenvolvimento dos mercados. Cada país terá que encontrar sua própria solução. Mas isso acontecerá? Sim."
O compromisso dinarmarquês ainda terá que ser debatido pelo Parlamento do país. Mas, considerando que quase todos os parlamentares demonstraram apoio à medida, a tramitação deverá ser apenas uma formalidade.
Depois disso, porém, é que começará o trabalho de verdade: descobrir como pôr em prática esse ambicioso objetivo.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/04/conheca-os-planos-do-pais-que-quer-renunciar-a-energia-fossil-ate-2050.html

Amazônia Legal concentra casos de ameaças de morte no campo.

Extrativistas mortos constavam de lista da Comissão Pastoral da Terra.
Mapa mostra onde estão as 125 vítimas de ameaças registradas em 2010.

Do Globo Natureza, em São Paulo
Os estados da Amazônia Legal lideram com ampla margem a lista de ambientalistas, líderes comunitários e agricultores ameaçados de morte em meio a conflitos agrários publicada pela Comissão Pastoral da Terra. Na edição de 2010, divulgada em abril, a região teve 110 dos 125 casos levantados.
Pará (com 30 casos), Amazonas (30 casos) e Maranhão (27 casos) têm os números mais graves. O Acre é o único que não teve nenhum caso registrado pela CPT no ano passado.
O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, anunciou nesta segunda-feira (30) que o governo vai avaliar a relação da comissão para tomar medidas contra a violência no campo.
O casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, assassinado a tiros na terça-feira (24) em Nova Ipixuna, no Pará, constava da lista. José Cláudio aparece na lista anual desde 2001.
Desde então, esteve citado ainda nos relatórios de 2001, 2002 e 2009. Nas listas de 2004, 2005 e 2010 constam o nome dele e de sua esposa. Adelino Ramos, assassinado no dia 27 de maio, em Vista Alegre do Abunã, Rondônia, constou da lista de ameaçados de 2008.
Abaixo, o mapa mostra onde estão as pessoas ameaçadas de acordo com a CPT, incluindo o três assassinados. Ele registra somente os novos casos de ameaças (ou seja, uma pessoa que foi ameaçada em 2009, mas não em 2010, deixa de ser relacionada, embora não deixe de estar sob ameaça).
Mapa assassinatos (Foto: Ediotria de Arte/G1)

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