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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Pílula diminui pela metade risco de câncer de ovário.

Apesar disso, o anticoncepcional pode aumentar os casos de câncer de mama. Descoberta é válida para orientar mulheres com risco para esse tipo de câncer.

Utilizar pílula anticoncepcional diminui pela metade o risco de desenvolver câncer de ovário
Utilizar pílula anticoncepcional diminui pela metade o risco de desenvolver câncer de ovário (Thinkstock)
Mulheres que tomam pílula anticoncepcional por dez anos podem diminuir pela metade o risco de ter câncer de ovário, segundo sugere um novo estudo publicado no British Journal of Cancer.


CANCÊR DE OVÁRIO
É o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, 75% dos tumores malignos apresentam-se em estágio avançado quando diagnosticados.

Entre os fatores de risco, estão os hormonais, ambientais e genéticos. Cerca de 10% das pessoas que têm esse câncer apresentam um componente genético.

Segundo estimativas do Inca, foram 3.837 novos casos em 2009.
Utilizar contraceptivos orais durante qualquer período está associado a uma redução de 15% no risco de câncer de ovário. De acordo com a pesquisa, o risco diminui proporcionalmente ao tempo de uso do anticoncepcional. Ao tomar pílula por dez anos, as mulheres tinham 45% menos risco.

Apesar disso, os especialistas afirmam que é preciso ponderar esses resultados em relação ao risco de câncer de mama, que aumenta com os contraceptivos orais. Para cada 100.000 mulheres que tomam pílula durante dez anos, há 50 casos a mais de câncer de mama e 12 casos a menos de câncer de ovário, mostra o estudo.

A gravidez também foi apontada como um fator que reduz o risco de câncer de ovário. Mulheres que tiveram bebê eram 29% menos propensas a desenvolver a doença do que aqueles que nunca engravidaram.

Para a pesquisa, os cientistas acompanharam mais de 300.000 mulheres que tomavam pílula anticoncepcional com a combinação de dois hormônios: estrogênio e progesterona. Os resultados mostraram que as mulheres que tomavam pílula durante dez anos tiveram o risco de desenvolver a doença cortado pela metade, em comparação com aquelas que usavam a pílula por um ano ou menos.

Os dados fazem parte de um estudo europeu em andamento chamado Epic (European Prospective Investigation of Cancer), que investiga como a dieta e os hábitos de vida podem estar relacionados ao câncer em mais de meio milhão de homens e mulheres.

Os resultados adicionam a pesquisas anteriores que sugerem que a pílula e a gravidez podem impactar no surgimento do câncer por conta das alterações dos níveis hormonais no organismo. De acordo com os pesquisadores, ele pode servir para orientar mulheres que tenham maior risco de ter esse tipo de câncer.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/pilula-diminui-pela-metade-risco-de-cancer-de-ovario

Baixa imunidade, estresse, genética e até TPM podem ser causas de afta.

Baixa imunidade, estresse, fatores genéticos, deficiências nutricionais e até tensão pré-menstrual (TPM) podem ser causas de afta na boca. De 10% a 25% da população mundial tem essa feridinha em algum momento da vida.
O problema, em que aparece uma bolinha branco-amarelada envolta por um círculo vermelho, é comum em crianças, pessoas que gostam de alimentos ácidos e também em quem usa aparelho ortodôntico.
Para explicar as causas e o tratamento da afta, o Bem Estar desta quinta-feira (20) recebeu a pediatra Ana Escobar e a cirurgia-dentista Helenice Biancalana.
Aftas valendo (Foto: Arte/G1)
Após comer uma fruta ou um alimento ácido, enxágue bem a boca – assim, a chance de afta diminui. E a melhor prevenção é a higiene oral e uma boa alimentação, para que o sistema imunológico fique forte.
Não dá para saber exatamente quando a afta aparece por um problema emocional ou uma deficiência no organismo. Muitas vezes, as duas questões andam juntas.
Pessoas de todas as idades podem ter esse incômodo, mas ele é mais comum em crianças e menos comum em idosos, pois com a idade a mucosa da boca fica mais grossa.
A palavra “afta” vem do grego e foi usada por Hipócrates, considerado o pai da medicina. Significa "Eu queimo, incendeio, ardo".
Indivíduos que fumam mais de um maço de cigarro por dia dificilmente apresentam afta, porque o tabaco provoca uma queratinização maior da mucosa da boca, ou seja, uma espécie de calo que impede a penetração de elementos estranhos.
Uma vez que a afta surge, não existe uma fórmula de eliminá-la. A ferida leva entre 10 e 14 dias para cicatrizar. Para aliviar, uma dica é bochechar água com um pouco de bicarbonato de sódio e cuspir -- o bicarbonato não deve ser engolido. Não é bom colocar bicarbonato diretamente na afta, pois isso pode irritá-la mais. Sal também não ajuda, porque desidrata a mucosa.
Nós fizemos uma enquete no site do Bem Estar e 48% das pessoas não fazem nada e esperam a afta passar. Os demais tentam produtos para melhorar: 17% colocam sal e 35% usam remédios.
Como muitos fatores podem causar afta, também é difícil ter um tratamento que elimine de vez esse problema.
Aparelho ortodôntico
Aparelhos bucais corrigem o posicionamento dos dentes e da mordida, evitando dores e desconforto.
Hoje, de cada cinco pacientes em tratamento com aparelhos, um é adulto. O aparato é indicado para resolver má-posição dentária e problemas na articulação temporomandibular (ATM), que podem causar dores de cabeça, ouvido, pescoço e ombros.
As crianças podem usar aparelho a partir do momento em que a troca dos dentes de leite para os permanentes terminar. Na fase adulta, não existem restrições de idade.
O aparelho fixo consiste em pequenos quadradinhos de metal, os "brackets", que são colados nos dentes com resina. Por eles, passa um fio de níquel-titânio, que faz força sobre os dentes para colocá-los na posição desejada. O tratamento, que dura em média entre dois e três anos, serve para acertar o espaçamento entre os dentes e melhorar o encaixe da mordida.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/10/baixa-imunidade-estresse-genetica-e-ate-tpm-podem-ser-causas-de-afta.html

Saiba o que é porção e o quanto comer de cada grupo de alimentos.

Cereais, frutas, verduras, carnes, leite e doces devem integrar dieta.

É difícil saber qual a quantidade contida em uma porção. É uma fatia, uma xícara, um copo, uma concha, uma colher de sopa? Para cada alimento, existe um padrão estabelecido por nutricionistas e médicos, baseado no valor calórico.
Uma porção de manteiga, por exemplo, equivale a meia colher de sopa. Uma unidade de pão francês é uma porção, uma fatia média de queijo branco também, assim como uma xícara de chá de leite (de preferência, desnatado), uma concha de feijão e quatro colheres de sopa de arroz.
Para explicar melhor o assunto e destacar o quanto é recomendado comer por dia de cereais, frutas, verduras, óleos, carnes, ovos e doces, o Bem Estar desta quarta-feira (26) recebeu o endocrinologista Alfredo Halpern e a doutora em nutrição e professora da Universidade de São Paulo (USP) Sonia Tucunduva, que ajudou a elaborar o Guia Alimentar do Ministério da Saúde, publicado em 2006.
Comida grupos (Foto: Arte/G1)

 

Segundo os convidados, os grupos mais difíceis de serem consumidos na quantidade indicada são o dos legumes e verduras e o do leite e derivados.
Já os ovos devem ser, em média, três por semana, de preferência cozidos. É importante lembrar que vários alimentos, como bolos e algumas massas, já contêm ovos no preparo.
E, no caso das frituras como o frango a passarinho, é preciso secar bem a carne antes de comê-la.
Sugestões de porção
1 por dia
Açúcares e doces: 1 colher de sopa de doce de leite
Óleos e gorduras: 1 colher de sopa de óleo de soja ou azeite de oliva
Carnes e ovos: 1 bife grelhado de carne vermelha (65 g)
Feijão e sementes: 1 concha de feijão
3 por dia
Frutas e sucos: 1 banana (85 g), 22 uvas Niágara (100 g) ou 8 uvas Itália e Thompson e 1 maçã
Legumes e verduras: 15 folhas de alface (120 g), 1,5 colher de sopa de cenoura ralada crua e 2 colheres de sopa de couve-manteiga refogada
Leite e derivados: 1 copo (dos de requeijão) de iogurte natural, 1 xícara de leite desnatado e 1 fatia (50 g) de queijo minas
6 por dia
Cereais, raízes, batata e massas: 4 colheres de sopa de arroz branco, 1 pão francês, 2 fatias de pão de forma, 3 colheres de sopa de batata inglesa corada, 2,5 colheres de sopa de farinha de mandioca e 3,5 colheres de sopa de macarrão cozido
Porções para o café
Suco de laranja – três quartos de um copo dos de requeijão
Leite – uma xícara de chá
Bolo de chocolate – uma fatia fina
Pão francês – uma unidade
Pão de queijo (mini) – três unidades
Queijo branco – uma fatia média
Queijo muçarela – uma fatia média (transparente)
Presunto – uma fatia média (transparente)
Peito de peru – uma fatia média (transparente)
Mortadela – uma fatia média
Manteiga – meia colher de sopa
Geleia de fruta – uma colher de sopa
Goiabada – um pedaço médio
Ovo mexido – dois ovos
Porções para o almoço
Arroz – quatro colheres de sopa
Feijão – uma concha
Alface – 15 folhas
Tomate – quatro fatias
Pepino – quatro colheres de sopa
Filé de frango grelhado – um filé médio
Suco de abacaxi – meio copo dos de requeijão
Superpontuadores
Determinados alimentos podem pontuar em mais de um grupo, ou seja, entrar na conta mais de uma vez. Por isso, é importante ficar atento. São eles:
- Picanha gorda – pontuam em carnes e ovos + óleos e gorduras
- Açaí com granola – pontuam em frutas e sucos + cereais, raízes, batata e massas
- Vitamina de fruta com leite – pontuam em frutas e sucos e leite e derivados
- Pão com geleia – pontuam em cereais, raízes, batata e massas + açúcares e doces
- Feijoada – pontuam em carnes e ovos + feijões e sementes + óleos e gorduras
- Pizza de abobrinha – pontuam em cereais, raízes, batata e massas + leite e derivados + legumes e verduras
- Cereal matinal com leite – pontuam em cereais, raízes, batata e massas + leite e derivados
- Banana com aveia – pontuam em frutas e sucos + cereais, raízes, batata e massas
- Macarrão com atum – pontuam em cereais, raízes, batata e massas + carnes e ovos
- Salada com molho – pontuam em legumes e verduras + óleos e gorduras

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/10/saiba-o-que-e-porcao-e-o-quanto-comer-de-cada-grupo-de-alimentos.html

terça-feira, 25 de outubro de 2011

SERÁ?

EUA desmantelam B53, última 'superbomba' nuclear de seu arsenal.

Poder destrutivo é centenas de vezes maior que o da bomba de Hiroshima.
Ato se alinha a planos de Obama para diminuir nº de bombas existentes.

A última bomba B53 dos Estados Unidos, com poder destrutivo centenas de vezes maior do que a bomba atômica jogada sobre Hiroshima na II Guerra Mundial, está sendo desmantelada nesta terça-feira (25) na planta nuclear Pantex, perto de Amarillo, no Texas.
Esse desmantelamento completa o programa planejado pelo Administração Nacional de Segurança Nuclear um ano antes do prazo previsto, segundo o próprio órgão governamental, e está alinhado com os planos do presidente Barack Obama em diminuir o número de bombas nucleares existentes.
De cor cinza, 4.500 kg de peso e do tamanho de uma caminhonete, o dispositivo tinha o poder de "apagar" da face da Terra uma zona metropolitana inteira ao ser lançada com seus nove megatons de potência de um bombardeiro B-52.
O desarmamento desta bomba é "significativo em razão de se tratar da última deste tipo de armas multimegatônicas que as potências nucleares costumavam construir durante a Guerra Fria", disse Hans Kirstensen, diretor do projeto de informação nuclear da Federação de Cientistas dos Estados Unidos.
"O mundo será um lugar mais seguro após a desmontagem desta arma", disse Thomas D'Agostino, diretor da Administração Nacional de Segurança Nuclear, em um comunicado divulgado pela Pantex.
A bomba nuclear B53 é vista em um depósito da Pantex (Foto: Reuters//National Nuclear Security Administration) 
A bomba nuclear B53 é vista em um depósito da Pantex (Foto: Reuters//National Nuclear Security Administration)
 
Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/10/eua-desmantelam-b53-ultima-superbomba-nuclear-de-seu-arsenal.html

 

Comitê dos EUA recomenda que meninos tomem vacina contra HPV.

Vírus é sexualmente transmissível e pode levar a câncer.
Uso já é recomendado para as meninas.

 Um comitê assessor do governo americano recomendou esta terça-feira que os meninos sejam vacinados contra o vírus do papilomavírus humano (HPV), uma doença sexualmente transmissível que pode evoluir para o câncer.

 

Todos os meninos de 11 a 12 anos deveriam tomar a vacina, cujo uso já é recomendado para as meninas, segundo o Comitê Assessor sobre Práticas de Imunização (ACIP, na sigla em inglês), dos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.
"A vacina contra o HPV será uma proteção contra certas questões de saúde relacionadas com o HPV e com o câncer nos homens, e a vacinação dos homens com HPV também pode proporcionar uma proteção indireta nas mulheres, mediante a redução da transmissão do HPV", informou o comitê em um comunicado.
Se os CDC aceitarem as recomendações do painel, será solicitada cobertura a todas as companhias de seguros sem que o paciente tenha que compartilhar os gastos.
Mudança
As últimas recomendações representam uma mudança no aconselhamento que os médicos costumavam dar. Até o momento, eles indicavam a vacinação dos meninos e rapazes até os 21 anos, mas agora a pretensão seria de que a prática se tornasse rotineira, embora não seja obrigatória.
Anne Schuchat, diretora do Centro Nacional de Imunização e Doenças Respiratórias dos CDC, o nível relativamente baixo da vacinação entre as meninas foi uma razão chave para a mudança.
"A vacina contra o HPV não está sendo muito solicitada entre as adolescentes", disse, considerando que a taxa de imunização é "decepcionante".
O comitê considerou em que, além de reduzir a carga sobre as mulheres e as meninas, a vacina contra o HPV permitirá prevenir o câncer anal e as verrugas genitais em meninos e homens.
"A vacinação masculina é mais eficaz quando a cobertura das mulheres é baixa", explicou.
Boato
A vacina contra o HPV virou o centro das atenções no país no mês passado, quando a pré-candidata à presidência dos EUA pelo Partido Republicano, Michele Bachmann, disse durante um debate ter ouvido falar que poderia causar atraso mental.
No entanto, não foram documentados casos do tipo pelas autoridades sanitárias e Schuchat reiterou que até agora foram distribuídas no país quase 40 milhões de doses da vacina contra o HPV, que é considerada segura.
Os efeitos colaterais mais comuns são uma leve inflamação no local da injeção, dor de cabeça e febre leve ou moderada, afirmou.
O HPV é a doença sexualmente transmissível mais comum, e tem mais de 40 subtipos, alguns dos quais podem causar câncer cervical e verrugas genitais. Mas normalmente, o HPV não causa sintomas.
Segundo os CDC, pelo menos 50% dos homens e mulheres sexualmente ativos contrairão HPV em algum momento de suas vidas.
Geralmente o organismo humano consegue eliminar a infecção sozinho em dois anos, mas certos suptipos do vírus, conhecidos como cepas oncogênicas, podem evoluir para o câncer e precisam ser acompanhados de perto.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/10/comite-dos-eua-recomenda-que-meninos-tomem-vacina-contra-hpv.html

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

 


Nova chance para os pulmões

Procedimento aumenta a capacidade respiratória de portadores de enfisema, doença que costuma atingir os fumantes

Mônica Tarantino
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Uma nova modalidade de tratamento está chegando ao País para aliviar os sin­tomas dos portadores de enfisema grave, uma doença crônica que progressivamente debilita a capacidade respiratória e prejudica a qualidade de vida. Vinte por cento da po­pulação mundial acima de 65 anos convive com o problema, a maioria fumante (o tabagismo é o mais importante fator de risco).

A enfermidade deteriora os alvéolos, estruturas pulmonares que realizam as trocas gasosas com o sangue. Isso torna mais lenta e difícil a eliminação do ar contido no órgão. Com o tempo, os pulmões ficam cada vez mais dilatados, o que aumenta a falta de ar e o cansaço. A técnica que agora começa a ser usada no Brasil é feita para murchar a parte do pulmão mais atingida pela doença. Dessa maneira, cria-se mais espaço no tórax para o órgão se expandir durante a inspiração.

O método consiste na colocação de pequenas válvulas nos canais que levam o ar até os pulmões, os brônquios. A missão desses dispositivos, feitos de silicone e nitinol (uma liga de níquel e titânio), é desviar o ar inspirado para as áreas do órgão menos atingidas pelo enfisema. “Quando a pessoa inspira, a válvula se fecha e impede que o ar entre nas regiões comprometidas. Quando a pessoa expira, a válvula se abre para permitir também o escape do ar contido nessas áreas”, explica o médico e pesquisador Hugo Goulart de Oliveira, Chefe do Serviço de Cirurgia Torácica do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde o dispositivo foi testado e aprimorado por nove anos. O tratamento foi avaliado em outros seis países. Atualmente, a técnica está disponível em mais de 20 países na Ásia e Europa.
Até agora, pacientes em estado grave eram tratados com remédios broncodilatadores, reabilitação respiratória e cilindros de oxigênio para dar mais fôlego àqueles que muitas vezes não conseguem sequer levantar da cama. Nos casos severos, as alternativas eram a internação para ventilação artificial ou o transplante. Havia uma terceira possibilidade, que era a cirurgia de redução de volume pulmonar. “Porém ela tem alto risco de mortalidade”, diz o pneumologista Oliveira. Por essa razão, nos Estados Unidos, menos de 100 operações desse tipo são feitas por ano.
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OPÇÃO
Rey usará válvulas para ter fôlego e ficar independente do cilindro de oxigênio
Diante desse quadro, a colocação das válvulas é uma luz no fim do túnel. “Elas não curam o enfisema, mas melhoram imensamente a qualidade de vida de doentes bem selecionados”, diz o cirurgião torácico Luis Carlos Losso, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcellos, de São Paulo, um dos hospitais paulistanos de primeira linha que começam a realizar o procedimento. Uma das condições é que a enfermidade não tenha acometido gravemente todo o pulmão. Bem indicada, a técnica proporciona a recuperação de até 25% da capacidade respiratória.

O aposentado carioca Oscar Taubkin, 73 anos, é um dos 64 brasileiros submetidos ao novo método na fase em que sua realização era supervisionada pela equipe gaúcha. Ele recebeu três válvulas no pulmão direito. “Eu não conseguia mais sair de casa”, conta. “Dois dias depois de pôr as válvulas, fui a uma churrascaria e no mesmo mês viajei à Europa.” O procedimento de Taubkin foi pago pelo convênio, mas isso ainda não é regra.

A nova opção para os pacientes de enfisema por enquanto não está disponível na rede pública e tem custo elevado. “O que se espera é que o governo faça as contas e entenda que vale a pena pagar pelas válvulas para reduzir as internações e complicações”, diz o paulistano Arnaldo Salgueiro Rey, 47 anos, que passará pelo procedimento esta semana. Para tratar seu enfisema, surgido há 14 anos em consequência de uma deficiên­cia genética rara, ele toma medicamentos, usa oxigênio e fez redução pulmonar. “As válvulas me ajudarão a viver mais livre, sem carregar um equipamento para respirar”, diz Rey. 
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Fonte: http://www.istoe.com.br/reportagens/168018_NOVA+CHANCE+PARA+OS+PULMOES

Vitaminas sob suspeita.

Estudo revela que o consumo indiscriminado de cápsulas de vitaminas e minerais pode elevar a mortalidade entre mulheres acima de 55 anos.

Mônica Tarantino
 
Mais de um terço da população adulta de países ricos toma suplementos vitamínicos regularmente por conta própria. Mas, em vez de proteger, ingerir doses de vitaminas e minerais sem ter alguma carência nutricional que justifique o consumo pode ter efeito contrário e contribuir para um aumento de risco de morrer. O alerta foi feito na semana passada por pesquisadores de várias instituições liderados pelo cientista Jaakko Mursu, da Universidade de Kuopio, na Finlândia, e da Escola de Saúde Pública da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. Eles acompanharam 38 mil mulheres americanas na faixa etária de 55 a 66 anos por cerca de duas décadas para chegar a essa conclusão. Durante as entrevistas iniciais para conhecer o perfil das voluntárias de um estudo para medir o impacto do consumo de suplementos na saúde dessa população e na sua mortalidade, Mursu e seus colaboradores descobriram que 63% das participantes do projeto tomavam algum tipo de suplemento vitamínico ou mineral para prevenir doenças crônicas. Com o passar do tempo, esse índice chegou a 85%.

A análise dos dados coletados levou os cientistas a concluir que se automedicar com vitaminas e suplementos sem necessidade traz sérios malefícios. “Descobrimos que tomar multivitamínicos e as vitaminas B6 e ácido fólico (ou B9), ferro, magnésio, zinco e cobre implica em uma elevação do risco de morte”, disse o cientista Mursu à ISTOÉ. Nas análises finais do trabalho, os pesquisadores viram que a suplementação com multivitamínicos e ferro foi a que mais fez subir os percentuais associados ao risco de morrer.

A explicação para os resultados é que a maioria desses compostos se torna nociva em quantidades elevadas. Isso aumenta as chances de reações que facilitam o desenvolvimento de doenças como câncer e problemas cardiovasculares. Os autores supõem que vitaminas e minerais produzam efeitos similares nas taxas de risco de mortalidade entre os homens, mas isso ainda não foi pesquisado. O trabalho foi publicado na última edição da revista científica americana “Archives of Internal Medicine”.

Os achados da pesquisa, chamada de Estudo Iowa (porque foi realizada com mulheres do Estado do Iowa, nos EUA), somam-se a uma série de trabalhos consistentes realizados e em andamento que colocam em xeque a crença dis­seminada de que não faz mal engolir de vez em quando alguns comprimidos multivitamínicos. Em 2007, por exemplo, uma investigação com 181 mil participantes apontou uma taxa de morte 5% maior entre os adeptos do consumo de vitaminas antioxidantes (A, E, C e betacaroteno).

Na prática, é um tema que envolve pontos de vista opostos entre correntes da medicina, interesses da indústria farmacêutica e a atração exercida pelos poderes protetores da saúde atribuídos a essas substâncias e enaltecidos pela publicidade. Respostas definitivas virão por meio de um esforço da medicina para empreender profundas revisões de ensaios clínicos publicados e para fazer novas investigações. Mas como agir enquanto prevalece a dúvida? “Aconselhamos quem usa suplementos a reconsiderar se deve continuar ingerindo-os. Deem atenção à dieta. Suplementos raramente são necessários, e sua introdução na alimentação deve ser justificada por um motivo médico”, sugere o finlandês Mursu.
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Fonte: http://www.istoe.com.br/reportagens/168015_VITAMINAS+SOB+SUSPEITA 

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