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domingo, 21 de julho de 2013

Ministro do TCU ‘rejuvenesce’ dois anos para evitar aposentadoria e presidir corte.

Raimundo Carreiro, que foi secretário-geral do Senado, apresentou registro de 1946 para conseguir o salário integral de aposentado pela Casa; mas, após chegar ao tribunal, foi à Justiça provar que nasceu em 1948, evitando a saída compulsória em 2016.

Fábio Fabrini para o Estadão Online

Nomeado há seis anos para o Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro Raimundo Carreiro envelheceu, sem truque de beleza ou matemática, só quatro de lá para cá. Depois de assumir o cargo, conseguiu na Justiça mudar sua data de nascimento de setembro de 1946 para setembro de 1948 e, assim, esticar em dois anos a permanência na corte, tida como o "céu" de políticos e servidores públicos em fim de carreira.

A manobra adia a aposentadoria do ministro, obrigatória aos 70 de idade, e lhe assegura a posse na presidência do tribunal no biênio 2017-2018, escanteando colegas de plenário.
O comando do TCU é definido anualmente numa eleição pró-forma, que ratifica acordo de cavalheiros previamente costurado. O presidente exerce mandato de um ano, renovado sempre por mais um. Pela tradição, o escolhido é sempre o ministro mais antigo de casa que ainda não exerceu a função. O próximo da fila é Aroldo Cedraz, que tomou posse em janeiro de 2007, dois meses antes de Carreiro, e sucederá a Augusto Nardes no período 2015-2016. Em seguida, será a vez de Carreiro, que, com nova certidão de nascimento, tirou a cadeira de José Múcio Monteiro. "Pode ser consequência (assumir a presidência), mas não que o objetivo seja esse", diz Carreiro.
A decisão que o "rejuvenesceu" foi obtida na Comarca de São Raimundo das Mangabeiras, município do interior do Maranhão em que cresceu, foi vereador e se tornou influente. Para remoçar dois anos, Carreiro mostrou à Justiça certidão de batismo da Igreja de São Domingos do Azeitão, lugarejo vizinho a Benedito Leite, onde veio ao mundo. Preenchido à mão e de difícil leitura, o documento registra o nascimento de "Raimundo", filho de Salustiano e Maria, em 6 de setembro de 1948, e não nos mesmos dia e mês de 1946, como no registro civil original do cartório.
Antes de migrar para o TCU, em março de 2007, Carreiro se aposentou no Legislativo usando a idade antiga, ou seja, aos 60 anos contados de 1946, e salário integral. Deixou a Secretaria-Geral da Mesa do Senado para ser empossado no TCU. A remuneração bruta alcança hoje R$ 44 mil, mas, segundo o Senado, não é paga por causa dos proventos do TCU, não acumuláveis.
Em 2008, já aposentado, Carreiro recorreu à Justiça para "corrigir" a confusão. Desta vez, lhe interessava comprovar a data de nascimento de 1948.
A sentença da Justiça maranhense saiu em março de 2009. Antes de concordar com a troca do registro, o Ministério Público rejeitou duas vezes os documentos juntados por Carreiro. Foi preciso o ministro viajar para São Raimundo e levar à audiência o padre de São Domingos, com livro de batismo e tudo. "Sabe quantos dias ele ficou para dar esse parecer? Contei: 43", recorda Carreiro, reclamando do promotor Cássius Guimarães Chai: "Ele é muito conhecido lá, porque é muito ‘cri-cri’", acrescentou o ministro.
Reforçaram o conjunto probatório os depoimentos da mãe biológica, Maria Pinheiro da Silva, que corroborou a data, e os de dois conhecidos da época de menino. Questionado se o registro de batismo é 100% certo, o padre atual, José Edivânio de Lira, explica: "Aqui é comum dar os dados de cabeça. É um pouco mais preciso, apesar da dúvida".
Origem do problema. Embora nascido nos anos 1940, Carreiro só foi registrado em cartório em junho de 1965, em São Raimundo, o que era comum no passado. Na versão dele, foi por pressão dos políticos da época, interessados em qualificá-lo para votar, que o cartório marcou 18 anos de idade, e não 16. Com a fraude, sustenta, a irmã Floracy passou a ser, no papel, apenas três meses mais velha, ou seja, sem o intervalo de uma gestação. "Ficou por isso mesmo", diz Carreiro. Na ação, ele argumentou que, embora transcorrido tanto tempo, era alvo de chacota dos familiares e, nas consultas médicas, obrigado sempre a reiterar a idade "de fato".
No TCU, a notícia da retificação provocou críticas. "O poder rejuvenesce", ironizou fonte graduada do tribunal. Além de administrar a estrutura da corte, com um orçamento anual de R$ 1,5 bilhão, o presidente não relata e julga processos, cumprindo, a seu critério, agenda recheada de negociações políticas e viagens internacionais.

Um quarto do sódio ingerido no Brasil vem de comida processada.

CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO para a Folha Online

É o sal de cozinha, e não a comida industrializada, a principal fonte de sódio dos brasileiros. Ele responde por 71,5% do total do nutriente ingerido no país.
A conclusão é de estudo da Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação) com base em dados do IBGE de 2008 e 2009, obtido com exclusividade pela Folha. Os resultados têm aval do Ministério da Saúde.
Cada brasileiro consome, em média, 4,46 gramas de sódio por dia-o equivalente a 11,38 gramas de sal. O limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde é menos da metade: 5 g de sal (equivalente a 2 g de sódio).

Editoria de Arte/Folhapress
O nutriente é associado a maior risco de pressão alta e de doença cardiovascular.
Os produtos da indústria responderam por 23,8% do total da ingestão de sódio. "Essa acusação pesada em cima de nós, de que respondíamos por 80% do sódio consumido, se mostrou inverídica. Os dados do IBGE são insuspeitos", afirma Edmundo Klotz, presidente da Abia.
Segundo ele, as constatações do estudo não alteram o acordo com o Ministério da Saúde de reduzir 20.491 toneladas de sódio dos alimentos processados até 2020.
Pelo cronograma, o macarrão instantâneo deve estar hoje com 32,4% a menos de sódio, e a margarina vegetal deve chegar ao fim do próximo ano 57% menos salgada.
Eduardo Nilson, coordenador substituto de alimentos e nutrição do Ministério da Saúde, diz que Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já está recolhendo amostras e verificando rótulos para checar se o acordo está sendo cumprido.
Para o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), as metas estabelecidas são "tímidas", mantendo o consumo de sódio elevado e com pouca alteração do cenário atual do mercado.
Danilo Bandeira/Editoria de Arte/Folhapress
Sophie Deram, nutricionista do ambulatório de obesidade infantil do HC da USP, levanta uma outra questão: alimentos que ficaram fora do acordo, como alguns refrigerantes e sucos diet e light.
"São supostamente saudáveis, mas estão cheios de sal. A indústria baixou os níveis, mas há ainda muito sódio escondido", afirma.
Nilson, do ministério, diz que, em um primeiro momento, houve a necessidade de priorizar alimentos industrializados mais consumidos, mas que outras categorias podem entrar em acordo futuro.
Segundo o estudo da Abia, a maior parte do sódio foi consumida nas residências, sendo 59,7% do sal de cozinha. Outros 11,8% vieram do sal adicionado à alimentação fora de casa.
"Foi uma surpresa a indústria responder só por um quarto do sódio, e o sal de cozinha ser o grande vilão", afirma o endocrinologista Alfredo Halpern, chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do HC.
Na sua opinião, fica evidente a necessidade de campanhas públicas para a redução do sal no preparo e no consumo de alimentos. O ministério diz que já existem campanhas do gênero voltadas para mães e escolares.
"A população tem tendência de colocar muito sal nos alimentos e ainda adicionar mais quando come fora", afirma Sophie Deram, francesa.
Alguns restaurantes de São Paulo já estão retirando o sal da mesa, e só o colocam à pedido do cliente. O advogado Carlos Nunes, 56, diz que se surpreendeu com a novidade em um restaurante do Itaim (zona oeste de São Paulo).
"Colocava sal antes mesmo de experimentar a comida. Agora penso duas vezes."
A região Norte registrou o maior volume de consumo de sódio do país, com 5,41 g por habitante por dia (13,8 g de sal). Só o sal de cozinha respondeu por 10,8 g. Já no Sudeste, os alimentos industrializados foram responsáveis por 29,6% do sódio ingerido.

Surto de meningite atinge gays em Nova York.

JOANA CUNHA
DE NOVA YORK para a Folha Online

Em uma ameaça que faz lembrar o clima da proliferação da Aids nos anos 1980, uma nova onda de contaminação perturba a comunidade gay em Nova York.
Uma sequência de casos de meningite, que já matou sete homens desde 2010, contaminou mais quatro entre janeiro e fevereiro, de acordo com o Departamento de Saúde de Nova York.
Um dos caminhos do contágio, segundo as autoridades de saúde, são os aplicativos de celular usados para marcar encontros entre desconhecidos.
"Recomendamos a vacinação aos homens que tenham contato íntimo regularmente com outros homens por meio de encontros marcados pela internet, aplicativos digitais ou em festas e bares", informou o departamento.


Lançado em 2009, o Grindr é um dos mais populares. Ele oferece ao usuário fotos de rosto ou de corpo dos parceiros disponíveis na região.
Para colaborar com a campanha de prevenção da meningite, o programa deixou mensagens sobre o problema aos usuários em Nova York que acessassem o serviço.
O Scruff, outro aplicativo que oferece esse serviço, também cedeu espaço ao tema.
Aos que pretendem viajar para Nova York e participar da cena gay da cidade, é razoável se vacinar, segundo Demetre Daskalakis, do Centro Médico Langone, da Universidade de Nova York, que visita casas noturnas para aplicar as doses em interessados durante as festas.
O laboratório do departamento de saúde detectou que a meningite é bacteriana do grupo C. Há indicadores de que a variedade em circulação agora é uma alteração de outra existente em Nova York pelo menos desde 2003.
Reflexões sobre o motivo pelo qual só homens gays tenham sido contaminados são tratadas com cautela pelo receio de soarem homofóbicas.
"Não é promiscuidade, é concentração. Eles vão a bares para esse público e são uma comunidade relativamente fechada. A doença circula entre eles", disse Albert Levy, professor do New York Medical College.
Não é preciso fazer sexo para pegar meningite. Um cigarro compartilhado, um drinque ou um beijo podem levar ao contágio. A doença pode ser fatal se não for tratada rapidamente. Febre alta, dor de cabeça e pescoço rígido são alguns dos sintomas que podem aparecer entre dois e dez dias após a exposição.

sábado, 20 de julho de 2013

Estacionamento com bafômetro evita que baladeiros peguem o carro após beberem.

Ação realizada em casa noturna belga pode servir de inspiração para outros empreendimentos engajados com a conscientização.
Em Estadão PME Online


Reprodução
Reprodução
Motoristas passam pelo teste antes de ir embora

Muitos países do mundo, inclusive o Brasil, encampam verdadeiras cruzadas para abolir o costume de beber antes de dirigir. Nesse sentido, uma casa noturna na Europa investiu em uma ação que gerou enorme repercussão por lá. O estabelecimento instalou cancelas em seu estacionamento. Para sair com o carro, ao invés de pagar pelo tempo utilizado na vaga, o motorista precisava se submeter ao bafômetro. E a cancela só levantava se o teste desse negativo para a ingestão de álcool.

Essa ação foi realizada na Carré, uma das casas noturnas mais badaladas do país da Bélgica, no final de semana que comemorava seu 22º aniversário. Segundo o site Springwise, que se dedica a cobrir inovações pelo mundo, a campanha contou com auxílio de uma agência de publicidade e de uma empresa de engenharia que criou um sistema.
O Responsible Young Drivers, com cerca de 600 voluntários de  17 a 29 anos que agem para conscientizar as pessoas sobre a necessidade de dirigir, foi o grupo que idealizou a tal da cancela para pessoas sóbrias.
Será que aqui no Brasil isso daria certo? Ou as pessoas iriam preferir estacionar na rua?

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Estudantes de Pio IX jogam futebol com 'sombrinhas' em protesto inédito.

 

Alunos(Imagem:Rômulo Maia) 

Imagem: Grasiane Sá

Alunos de Pio IX jogam com "sombrinhas", protestanto contra a falta de estrutura na quadra da U. E. Francisco Suassuna

Alunos da Unidade Escolar Francisco Suassuna de Melo, na cidade em Pio IX, fizeram uma manifestação inusitada. Utilizando guarda-chuvas (também chamado de sombrinhas), eles jogaram futebol na quadra esportiva do colégio.

O objeto era denunciar um grave problema; uma ironia ao descaso. Na partida/protesto os estudantes reivindicavam a cobertura e a modernização do espaço. A escola foi inaugurada em maio de 1960. E a quadra é a mesma de 53 anos atrás: piso de cimento, exposta o dia inteiro ao sol, traves enferrujadas e sem redes.

Também não há estrutura para a prática de outros esportes, como basquete, por exemplo. Até a realização de competições internas é prejudicada, porque não existem arquibancadas, apenas três degraus no lado leste. Os campeonatos da cinquentenária Unidade Escolar Francisco Suassuna são realizados fora da escola, na única quadra poliesportiva de Pio IX.

A construção de uma quadra poliesportiva coberta na escola já foi até anunciada. Em junho de 2010 o deputado federal Nazareno Fonteles (PT-PI) divulgou na mídia local o empenho de aproximadamente R$ 2 milhões do Orçamento de 2010 do Governo Federal para o desenvolvimento do esporte educacional.

A obra, que deveria beneficiar o antigo "Ginásio", como ainda hoje é conhecido na cidade,  estava inclusa na verba, oriunda de emenda parlamentar apresentada pelo deputado petista ainda em 2009. Três anos após o anúncio, e cansados de esperar, os estudantes ergueram seus guarda-chuvas e entraram em quadra para protestar. O problema segue sem solução.

Fonte: Rômulo Maia - Portal O Dia

 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

E o álcool mata mais do que AIDS e Tuberculose!!

Global alcohol consumption

Drinking habits

A map of world alcohol consumption
THE world drank the equivalent of 6.1 litres of pure alcohol per person in 2005, according to a report from the World Health Organisation published on February 11th. The biggest boozers are mostly found in Europe and in the former Soviet states. Moldovans are the most bibulous, getting through 18.2 litres each, nearly 2 litres more than the Czechs in second place. Over 10 litres of a Moldovan's annual intake is reckoned to be 'unrecorded' home-brewed liquor, making it particularly harmful to health. Such moonshine accounts for almost 30% of the world's drinking. The WHO estimates that alcohol results in 2.5m deaths a year, more than AIDS or tuberculosis. In Russia and its former satellite states one in five male deaths is caused by drink.

Uma comparação entre os salários dos parlamentares de diversos países

Rewarding work

A comparison of lawmakers' pay

IN TIMES of austerity awarding yourself a big fat pay rise is not generally considered a good idea. A new report that proposes a salary increase for Britain's members of Parliament while wages for ordinary Britons are stagnating, is, therefore, a sensitive matter. The report is the result of a consultation by the Independent Parliamentary Standards Authority, a regulatory body that was set up in the wake of a 2009 scandal that revealed the extent to which MPs were bending (or breaking) their own generous rules on expenses. Under the new recommendations, MPs' basic salaries would rise from £66,396 ($105,400) to £74,000 in 2015, but they would lose other lucrative perks such as final salary pensions. Britain's legislators currently earn the equivalent of around 2.7 times the country's GDP per person, on a par with many rich countries. Indeed, their basic pay is relatively parsimonious when compared with that of their compatriots elsewhere. Lawmakers in poorer countries in Africa and Asia in particular enjoy the heftiest salaries by this measure. Kenyan MPs, known for their largesse, were recently stymied in an attempt to increase their salary from $75,000 to $120,000 a year. In Thailand, the governing party's MPs are paid more than those of the opposition.
 
 

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